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Tópicos - Miguellopes

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Ensino e Atividades Académicas / CIPE... (mais vale ser mudo!)
« em: Fevereiro 09, 2009, 08:50:48 »
Chegou às Direcções de Enfermagem das Instituições de Saúde, uma nota, proveniente da Ordem dos Enfermeiros, para averiguações acerca da aplicação da Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE).

Esta "invenção" (CIPE), que pretende ser um instrumento uniformizador da linguagem dos Enfermeiros é um descalabro. Pôs os Enfermeiros a falar francês, quando todo o mundo fala inglês! Até trocou as voltas ao dicionário!

O ímpeto em separar radicalmente a Enfermagem da Medicina e do resto do mundo da saúde, dá nestas preciosidades que ninguém entende e que castra a nossa profissão. Juntando a todo este bradar aos céus, temos os Enfermeiros formadores da CIPE fanáticos.
A conceptualização na CIPE é tão densa e baralhada que surgem verdadeiras pérolas. Basta ir à CIPE para observar estes rasgos de genialidade:

O que é o nascimento?
- "é um tipo de gravidez (...)".

O que é um aborto?
- "é um tipo de gravidez (...)"
Esta foi ao lado.

O que é uma ferida?
- "é um tipo de tecido (...)".
Depois de ler esta fiquei com uma ferida na alma (é um tipo de tecido?).

O que é a asfixia?
- "é um tipo de limpeza das vias aéreas (...)".

O que é uma hemorragia?
- "(...) é uma perda de grande quantidade de sangue num curto espaço de tempo (...)"
E se for uma perda de pequena quantidade de sangue num largo espaço de tempo? Já não é uma hemorragia?

O que é uma sesta?
- "(..) passar pelas brasas (...)"
Sim, é verdade, esta preciosidade científica está lá bem descrita.

O que é uma fecaloma?
- "é uma tipo de obstipação (...)"
Para a comunidade científica é uma massa constituída por um bolo fecal endurecido, de difícil eliminação intestinal.

O que é uma glândula mamária?
- "é um tipo de glândula com características esféricas: duas grandes glândulas discóides hemisféricas (...)"
E se um indivíduo só tiver uma? Já não tem cabimento neste conceito...

O que é a candidíase?
- "é um tipo de mucosa (...)"
Há muitos deficientes por aí. Falta-lhes uma mucosa.
Seria preciso uniformizar este conceito (entre tantos outros...)? Uma candidíase não será a mesma coisa para os Enfermeiros portugueses, chineses ou egípcios?

Estes são só pequenos exemplos, a CIPE brinda-nos com imensos. Alguns tão maus, que é vergonhoso colocá-los aqui.
Mas a CIPE também rivaliza com outras linguagens. Por lá também podemos ler o significado dos conceitos "edifício comercial", "prisão", "ponte" (pontes ou prisões não serão a mesma coisa em qualquer parte do planeta? Andamos a despender esforços para uniformizar o que já está uniformizado?), "caminho de ferro", "impostos", "furacão" etc.
"Impostos", por exemplo, é definido como... "tipo de prosperidade". Até o dicionário fica confuso!!

Para quem desconhece fiquem sabendo, por exemplo, que "deplecção", ou "desejo" são "fenómenos de Enfermagem". Nossos, só nossos e de mais ninguém. Quem usar estes conceitos terá de pagar direitos de autor.

E os diagnósticos de Enfermagem? É mais complexo entrosar os conceitos-base (foco, julgamento, características definidoras, etc), do que fazer o próprio diagnóstico! Obsessão pela complicação?

Por outro lado, os diagnósticos são básicos. Se nos depararmos com alguém que descreve "dores abdominais intensas", o diagnóstico imediatamente levantado é "dor presente em grau elevado"... "Mas porquê que tenho dores?" - pergunta furiosa e tristemente o utente. (será que a Enfermagem não deve evoluir de complexidade? Em pleno séc. XXI o paradigma não deve mudar? Reparem que qualquer dona de casa sabe fazer colocar em prática as nossas intervenções independentes - colocar gelo, calor, promover autocuidado, massagem, etc e até pode administrar fármacos (NSRM)...)
Já alguém pensou que, se fosse apenas pelas nossas intervenções independentes, os Enfermeiros eram dispensáveis e ninguém os contratava?

Porque havemos de colocar os Enfermeiros a falar numa linguagem diferente de toda a comunidade científica? Psicólogos, Sociólogos, Biólogos, Médicos, etc, todos falam a mesma linguagem... porque não falam os Enfermeiros também? Há conceitos inerentes apenas à Enfermagem? Óptimo, também as outras disciplinas do saber os têm.

Com esta ânsia canibalesca em separar a Enfermagem das ciências médicas ( não serão a administração de fármacos, suporte avançado de vida, etc, procedimentos demasiado "médicos?" É melhor desistirmos deles... só assim nos podemos separar em pleno do bio-médico e assumimos toda a nossa força no reino do bio-desinteressante!), a curto prazo deixar-se-á de leccionar saúde no curso de Enfermagem. Proponho que o curso passe para as faculdades de letras.
Continuem com a CIPE's e companhia, mas notem bem que:
... não faltam técnicos ansiosos por "deitar a mão" nas áreas que vamos deixando a descoberto.
Depois admiramo-nos que os Enfermeiros já não prescrevam dietas porque existem os nutricionistas/dientistas, já não façam intervenções do âmbito psicológico por existem os psicólogos, que a Enfermagem podológica tenha falecido porque já existem podólogos, que a Enfermagem geriátrica esteja a morrer porque já existem os gerontólogos, que a intervenção da Enfermagem nos meios de diagnóstico e terapêutica seja quase nula, porque os técnicos de diagnóstico e terapêutica disseminaram-se, que a reabilitação esteja a ser assumida na totalidade por fisioterapeutas...

in doutorenfermeiro.blogspot.com (http://doutorenfermeiro.blogspot.com/2009/02/cipe.html)

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Cuidados Gerais / A Maldição?
« em: Julho 23, 2008, 21:27:28 »
in doutorenfermeiro.blogspot.com

"Sinto-me desiludido. Sobretudo, quando leio artigos - que me entristecem, mas com os quais concordo - como este, que o colega O Enfermeiro escreveu e do qual deixo um excerto:


"Felizmente que tivemos ontem o prazer de ver na TV portuguesa e na companhia do nosso estimado colega José Carlos Martins, o Secretário-Geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa.


Como não poderia deixar de ser (outro assunto parece não haver) veio relembrar os responsáveis pela Enfermagem Portuguesa - não se tivessem já esquecido - sobre importância dos rácios da OCDE e, com o seu contributo, alertar os actuais responsáveis políticos para o défice de 25000 Enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde Português.
Reparem que já faltam 25000 enfermeiros! (... ) Cada dois meses que passam, e em plena crise económica e social, somos informados que temos um acréscimo ao défice de de 5000 enfermeiros. Conseguiremos atingir um défice de 40000 até ao fim do ano? Quem dá mais?
Imagino já o sorriso da Senhora Bastonária (igual ao que transpareceu na TV nos Prós e Contras) quando a Ordem dos Enfermeiros atingir os 100000 Enfermeiros inscritos. Vai ser um festa com "pompa e circunstância".
Fico ansioso! Vamos ser a MAIOR Ordem de sempre."


Perante isto, o que me assalta o espírito são as polémicas palavras de José Saramago: "a esquerda não tem puta ideia do que se passa no mundo"... neste caso, o PCP...
Não sei a quem devemos a obrigação de aturar esta "cassete" indefinidamente...
Será promessa ou castigo?
.
Há quem deseje produzir "tijolos" sem saber que "casa" se vai construir, como será construída, se poderá ser construída, quanto tempo demorará a ser construída, se há dinheiro para a construir.... e assim, um dia, arriscamo-nos a morrer num desmoronamento de montanhas de "tijolos"...
Vamos lá se os PCP's percebem, desta vez, a metáfora...
Eu, pessoalmente, não gosto de militâncias políticas extremas. Prefiro orientar-me pelas boas ideias, posições, estratégias e soluções... deixando as obcessões à parte.
Desafio os PCP's a visitarem instituições de saúde estrangeiras, para constatar se existem mais Enfermeiros (relativamente a Portugal) com graduação superior (equivalente à nossa licenciatura) presentes nos serviços (estou certo que encontrarão muitos auxiliares de Enfermagem e afins que, grosseiramente, poderíamos comparar aos nossos AAM)...
Nem o Johns Hopkins Hospital tem tantos Registered Nurses/utente nos SU's, como têm o H.S. João ou o H. Santa Maria..."

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Enfermagem e Politica de Saúde / Cabala contra os Enfermeiros?
« em: Maio 18, 2008, 23:29:05 »
É lamentável estas coisas...


Um profissional de Enfermagem que se preze e labute em prol da elevação da sua classe deve ter conhecimento do seguinte:

O Manuel Pizarro, Secretário de Estado da Saúde deve andar, certamente, a zombar dos Enfermeiros e da Enfermagem. As suas declarações ao Jornal Vida Económica são – no mínimo – uma injúria real à decência da nossa profissão!
Se existem motivos circunstanciais que me tiram verdadeiramente do sério, este é, sem sombra de dúvida, um deles.
O Pizarro – médico de profissão - gosta de endeusar os seus pares. "A formação de médicos é altissímamente exigente" – diz, acrescentando que "o país tem de ter absoluta garantia de que essa formação é feita de acordo com os mais elevados padrões".
Para gáudio da capoeira, atesta indiscutivelmente que não é possível abrir faculdades privadas de medicina porque até agora nenhuma das propostas foi "suficientemente sustentada do ponto de vista pedagógico". Relembrou ainda que "por alguma razão as faculdades de medicina estão sempre acopladas a grandes hospitais". (Quase todos os outros países têm privadas de medicina, mas pelos vistos o solo tuga não é suficientemente digno para receber formação de médicos)

Isto irrita-me: a ponderação de abertura ou não de uma faculdade privada de medicina faz parar o país e mobilizar todo o capital humano, político e intelectual da nossa praça, faz correr rios de tinta nos jornais, discutindo-se tudo isto até à exaustão só para avaliar se é possível criar mais uma faculdade (cheiro nauseabundo a lobbys) para formar deuses do Olimpo...
Este processo de formação dos omnipotentes do estetoscópio parece ser em tudo diferente da abertura das escolas de Enfermagem que, abriram sucessivamente, sem garantidas de qualidade, sem corpos docentes qualificados, sem qualquer agregação a hospitais centrais, sem “campos de estágio” manifestamente suficientes de ponto de vista quantitativo e pedagógico.
Deve ter sido um secretáriozeco do Ministério (não temos direito a ninguém mais bem colocado na hierarquia) que, vendo à sua frente a incomodativa papelada para o processo de abertura de mais escolas de Enfermagem, resolveu despachar (favoravelmente) todas (até porque a hora do almoço estava a chegar e estava com pressa!) com o espírito "que-se-lixe-afinal-de-contas-é-só-para-formar-enfermeiros-de-meia-leca"!

E deu no que deu. Abriram-se escolas de Enfermagem levianamente, sem condições, algumas delas no meio de desertos académicos, sem hospitais nas proximidades e com estágios de 5ª categoria: o lar da Sr.ª Fulana ou o infantário da D. Sicrana!
Mas não é só: as faculdades de medicina estão sempre a ameaçar os numerus clausus (vagas), porque, desgraçadas, não têm espaço para tanto aluno sedento de conhecimento. As escolas de Enfermagem, por seu lado, com espaços arábicos, abrem vagas como quem cultiva batatas!

Lembro todos os colegas que possam não saber (talvez os mais novos), que em 1973, com apenas 3 faculdades de medicina, entraram 4000 alunos para as mesmas. No ano seguinte, 1974, se o ensino não tivesse sofrido a reforma que foi vítima, tinham entrado em cerca de 5000 alunos!! Não sabiam? Se calhar também não sabiam que ainda existem alguns médicos a exercer com o curso de medicina realizado em… 3 anos! Pois é…
Tanta pieguice e lamechice e afinal de contas…
Afirmam que as 7 faculdades estão "a abarrotar", vejam só (!), para formar pouco mais de 1000 alunos...!

Atenção, não discordo das exigência de qualitativa e pedagógica seja de quem for, só não compreendo e não aceito que os Enfermeiros não sejam alvo da mesma atenção, rigor e ponderação. O ensino de Enfermagem não merece?
Depois disto, espero mesmo para ver se a Ordem dos Enfermeiros, o tal organismo regulador que diz querer dignificar a formação e o exercício profissional, remete algumas palavras para a imprensa e para os seus membros, ou pelo contrário, se fecha no imperdoável silêncio subjugado!


in doutorenfermeiro.blosgopt.com

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Não podia deixar passar em claro este artigo soberbo!

Já imensos colegas me abordaram, preocupados, relativamente a este assunto. É uma autêntica endemia. Arrisco-me a falar sobre ele, mesmo sabendo que este blog também frequentado por inúmeros não-Enfermeiros.

Nos anos mais recentes, a grande maioria dos académicos e da produção de trabalhos de investigação, versa apenas sobre uma das muitas dimensões com que a Enfermagem está relacionada: o âmbito psicossocial! Mas, aparentemente, tem havido constatações que este enigma viral está também a deixar a sua marca nas escolas. O plano de estudos do Curso Superior de Enfermagem está a adoecer vítima de um enviesamento tendencioso no ensino. Não será menos do que o "Cuidar" para o exercício profissional dos Enfermeiros, a farmacologia, a patologia, a microbiologia, a bioquímica, etc.
Para tristeza da classe, verifica-se que a maior parte dos alunos e profissionais recém-formados têm conhecimentos científicos frágeis e pouco especializados em várias vertentes do saber. Quando questionados, a resposta é unânime: "a escola só fala em cuidar, cuidar, cuidar, cuidar e dedica pouco tempo a outras coisas".

Não menosprezando (ou minorar) a importância do "Cuidar" na Enfermagem, penso que este radicalismo psicossocial (numa tentativa não muito sensata de demarcação do modelo biomédico) não é benéfico para a profissão. Existem outras estratégias e quer se queira, quer não, o conhecimento biomédico-farmacológico é inerente/indissociável à Enfermagem, e as novas exigências assim o ditam. Em grande parte é o que os empregadores esperam de nós! Não só, mas também!
É que quando um Enfermeiro que tem dúvidas relativamente à localização do cúbito, não sabe o que é uma agranulocitose ou não percebe nada de farmacologia... meus amigos, desculpem-me a frontalidade mas, alguma coisa anda podre.

É constrangedor quando numa situação de urgência, um médico pede "adenosina" ou um "lanoxin ev" e o Enfermeiro não sabe o que é... ou quando pedem, permanentemente, para traduzir nomenclaturas comerciais em DCI's, começo a deixar de ter fé...
Hoje apanharam-me mal disposto. Quando alguém, informalmente, me perguntou: "se leucopenia era aumento ou diminuição dos leucócitos" (denota falta de conhecimento da terminologia médica).... a "casa" veio abaixo...


P.s. - Estupendo, foi há uns anos atrás, ouvir o Enf. Luís Batalha (hoje, professor na EsenfC - Coimbra; tese de doutoramento "Dor em pediatria: a sensibilização dos profissionais de saúde como contributo na melhoria dos cuidados") dissertar acerca da "dor" - ele era conhecimento científico exímio, ele era intervenção psicossocial, ele era perspectiva holística do ser humano.... enfim, bons profissionais são de referir. Já que se fala de Coimbra, não podia deixar de referir o Enf. Jorge Paulo Leitão (hoje, Enf-Director do CHC), pelo domínio assombroso da cardiologia e do ser humano multi-dimensional...
E como estes, poderia fazer uma lista por esse Portugal fora...


in http://doutorenfermeiro.blogspot.com/2008/05/o-mundo-acadmico-radicalmente.html

5
Colegas,
li no blogue do doutor enfermeiro (http://doutorenfermeiro.blogspot.com/2008/04/sabiam.html) que os licenciados em gerontologia introduzem algálias e até têm disciplinas como farmacologia...
Antigamente isto chamava-e usurpação de funções e agora não?

Eu sinceramente não tinha conhecimento... fiquei boquiaberto!!

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Cuidados Gerais / A Ordem e o (des)emprego!
« em: Setembro 23, 2006, 10:46:36 »
Colegas,
durante anos a fio, a Ordem andou a propangandear que havia um défice absoluto de Enfermeiros. Mostrava números também. Referia haver um rácio de 3,2 enf/mil habitantes (uma das coisas que me intrigava é que todos os anos, apesar de aumentarem o número de enfermeiros, é que o rácio mantinha-se igual)....


Numa altura em que o aumento de Enfermeiros nas instituições não passa pela actual estratégia política, a bastonária MAS é a única pessoa em Portugal que ainda bate no cego (o próprio ministro CC, admitiu numa entrevista que há excesso de Enfermeiros!)!!

Não devemos misturar défice de enfermeiros nas instituições, com défice de enfermeiros no mercado!!

A meta da bastonária era a média Europeia, 5.9 enf/mil habitantes!

Num artigo fabuloso (http://www.online2.memorandum.pt/resultado_mail.asp?ver=tif&codf=4189&idnoticia=4703010&tipo=cr) apresentam-nos os novos rácios.

Aveiro tem 2.9 enf/mil hab (ainda menos que há 10 anos!!!) e Coimbra 9.2 enf/mil hab. (quase o dobro da média europeia)!!!

As contas de Ordem são feitas por quem???


O grande problema: com o ritmo actal de formação, como será daqui a 5,10,15 anos??? Será que o rácio em coimbra daqui a 10 anos será de 15,20 enf/mil hab?? Será que só alguém vai acordar quando houver 40 000 enfs no desemprego??

Quem vai controlar e estabilizar o ritmo formativo?? Lembro que estamos numa situação ainda mais grave do que Espanha quando o ritmo de formação também aumentou!!!

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Cuidados Gerais / Diferença entre Ordem Enfermeiros/Médicos
« em: Setembro 19, 2006, 00:12:36 »
Existe uma grande diferença entre a Ordem dos Enfermeiros e a dos médicos. Diferenças de "peso" opinativo e influência política. Senão vejamos estas duas notícias que já têm algum tempo, pelo que podemos verificar como é que os acontecimentos se desenrolaram ao longo dos tempos...

A primeira é referente à Enfermagem "veterinária", lembram-se??



"Mais do que perplexidade, a nova faculdade de enfermagem veterinária - curso a ser leccionado, no próximo ano lectivo, no Instituto Politécnico de Viseu - "provoca repulsa", à Ordem dos Enfermeiros.

Em causa não está o curso em si, até porque "não se questiona a necessária formação de técnicos veterinários", avança a bastonária Augusta Sousa, mas "a sua nomenclatura". Ou seja, "não pode admitir-se que se chame enfermeiro a um técnico de veterinária, porque isso é deturpar o conceito de enfermagem", defende a responsável, para quem "esta profissão é, no seu núcleo, a relação entre o profissional, uma outra pessoa e a forma como esta última evolui, nas suas circunstâncias, na presença do primeiro".

Visto esta definição, a Ordem considera "inadmissível" a criação deste rótulo, para este curso, justificando a decisão do Ministério da Ciência e do Ensino Superior à luz da "falta de conhecimento sobre o que é a essência da enfermagem".

Por isto mesmo, a Ordem dos Enfermeiros, avança Augusta Sousa, "vai pressionar o Ministério para alterar a designação". Caso tal não aconteça, a Ordem tentará, de várias formas, demonstrar "o absurdo de semelhante situação.
"



Após dois anos, ninguém se dignou a escutar a Ordem... Pouco peso político? Ou nenhum?






A segunda é refente às vagas de medicina e enfermagem (notem bem a diferença na posição dos dois bastonários)!!!



"Das 548 vagas a mais para a Saúde, medicina foi a área beneficiada, obtendo mais 169 do que no ano lectivo anterior. "Um bom caminho, que vai evitar a abertura de novos cursos", defende Germano Sousa, bastonário da Ordem dos Médicos. Do outro lado da barricada, está a enfermagem com "a percentagem menos elevada de aumento de vagas", lamenta a bastonária Augusta Sousa.

De facto, os números indicam que, relativamente ao ano passado, medicina registou um aumento na ordem dos 16%, enquanto que enfermagem se ficou pelos 6%. "O valor não está alheio, com certeza, à oferta privada", frisou Augusta Sousa. De qualquer forma, acrescenta, "são necessários mais enfermeiros", sendo que "o que é preciso é investir-se na qualidade de ensino e na qualidade da formação". Algo colocado em causa, tendo em conta que o sector privado "tem crescido de forma desorganizada, levantando dificuldades reais", adverte, por fim, a bastonária.

Um problema do qual medicina conseguirá escapar, já que, "com esta medida, será perfeitamente dispensável a criação de faculdades privadas ", argumenta Germano Sousa. Para aquele responsável, "o importante é que se valorize os cursos já existentes e que se proporcionem condições favoráveis para se receberem mais alunos".

Pedro Nunes, presidente da Delegação Regional do Sul, considera que "até sete faculdades são demais. Cinco seriam suficientes". Ainda assim, "esta abertura de vagas trouxe a resolução para a conhecida falta de médicos .
"



Enfermagem tem quase 60 escolas. E mais não digo!
Só agradeço à Senhora bastonária por ter f*****  a nossa classe!


Resumindo: pagamos para uma ordem que não tem peso político e social. Não tem "voz" e quando tem, só saem asneiras, e demagogias para com a classe política! Mas nem "engraxando" os políticos vamos lá!!!

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Cuidados Gerais / Parecer da Ordem acerca do RHA
« em: Setembro 07, 2006, 18:06:35 »
A Ordem dos Enfermeiros emitiu um parecer onde refere que não apoia os horários acrescidos.

Será que a Ordem apoia alguma coisa que seja em benefício do Enfermeiros...?

Só dizem:

os enfermeiros não podem...
os enfermeiros não devem...
os enfermeiros não são....
os enfermeiros não têm....



Porra!! Se que a Ordem têm prazer em destruir a classe?

Será que dá algum gozo particular ver os Enfermeiros a receberem pelo suposto trabalho prestigiado como é a Enfermagem pouco mais de 750 euros??

Será que eles acham que com a fragilização económica a classe fica favorecida e ganha notoriedade social??
Quem vê o seu gordo salário todos os meses sem problemas, são os membros da Ordem, bem instalados nas suas sedes luxuosas e cheias de mordomias. Viagens grátis (mais baratas que de borla!) e tudo!!

A ordem há-de explicar aos enfermeiros como é que eles acham que se governa uma casa, e pagam-se as contas?? Com lirismos??

Fico triste, e ainda por cima obrigam-me a pagar (quotas) estas palhaçadas e opiniões utópicas e líricas!!!

Não tarda nada vêm dizer que os enfermeiros para fazerem um excelente trabalho, só podem fazer menos de 35 horas semanais, com a correspondente diminuição salarial!!

Será que não há alternativas a esta bastonária?? Será que ela apoia alguma coisa?

9
Cuidados Gerais / Espermatozóides dos Enfermeiros
« em: Setembro 06, 2006, 22:58:33 »
Li no Correio da Manhã uma notícia no mínimo curiosa.

Esta refere-se à criação de um banco de esperma e óvulos (o primeiro em Portugal). De acordo com o referido banco,  só aceitam material genético de acordo com "critérios rigorosos na selecção dos dadores" que estão relacionados com a "qualidade do material genético". Para isso só aceitam doacções de profissionais libeirais de determinadas classes.

Estudantes universitários, médicos, professores, enfermeiros, arquitectos ou engenheiros, são as opções propostas.

É um simples pormenor (poderão pensar voçês...), mas reparei que incluem a nossa profissão nesta "selecção elitista"...

E pronto, resta as colegas que quiserem, fazer o seu donativo... eh, eh, eh... lol

As mulheres recebem uma quantia que ronda os 500 a 750 euros (para compensar o tratamento a que necessitam de se sujeitar). Os homem têm de se contentar com um certificado de agradecimento, ou seja, grátis.

10
Os enfermeiros foram considerados como a quarta profissão mais prestigiada dos EUA (país onde existe falta de Enfermeiros). Deixo-vos o Link para lerem esta deliciosa notícia:

http://www.prnewswire.com/news/index_mail.shtml?ACCT=104&STORY=/www/story/09-08-2005/0004103089&EDATE=

Reparem que nos países onde existe Excesso de Enfermeiros o prestígio varia no sentido inverso, ou seja, quantos mais enfermeiros (desemprego) menos prestígio.


Os Enfermeiros ficaram mais bem posicionados do que profissões clássicas, com status e bem posicionadas na sociedade norte-americana, como por exemplo os Engenheiros, Advogados e Actores.

11
Cuidados Gerais / Que fizeram os Enfermeiros para merecer isto?
« em: Junho 29, 2006, 22:56:25 »
A Bastonária quer-nos "matar" à "facada"!

Lembram-se de ela ter dito que faltavam 21 mil Enfermeiros? Pois agora numa entrevista a uma revista de Gestão Hospitalar disse que "faltam 33 mil"... (Não foi nada que eu já não tivesse dito... para o mês que vem vão faltar 38 ou 40 mil Enfermeiros)!

Mas ao ler a revista (que vou deixar os links), fico completamente "extasiado"... a Bastonária sem dúvida vive numa mundo fantasioso e utópico...
A própria revista refere que o ministro da saúde já afirmou que existem escolas a mais e Enfermeiros no desemprego, mas a nossa "querida" Bastonária afirma que não! Que é preciso formar ainda mais Enfermeiros!!
Pergunto eu: para quê? Neste momento o mundo inteiro acha que mediante as políticas de contenção do governo a formação dos enfermeiro está exageradamente massificada! A própria revista deu a entender que muitas escolas não têm qualidade....!!!!!!! Só a Bastonária é que não vê isso!!!!!

Será que a Bastonária está noutro planeta???


Links (são 7 páginas)

http://www.online2.memorandum.pt/resultado_mail.asp?ver=jpg&codf=4189&idnoticia=4331995&tipo=cr&pag=1

http://www.online2.memorandum.pt/resultado_mail.asp?ver=jpg&codf=4189&idnoticia=4331995&tipo=cr&pag=2

http://www.online2.memorandum.pt/resultado_mail.asp?ver=jpg&codf=4189&idnoticia=4331995&tipo=cr&pag=3

http://www.online2.memorandum.pt/resultado_mail.asp?ver=jpg&codf=4189&idnoticia=4331995&tipo=cr&pag=4

http://www.online2.memorandum.pt/resultado_mail.asp?ver=jpg&codf=4189&idnoticia=4331995&tipo=cr&pag=5

http://www.online2.memorandum.pt/resultado_mail.asp?ver=jpg&codf=4189&idnoticia=4331995&tipo=cr&pag=6

http://www.online2.memorandum.pt/resultado_mail.asp?ver=jpg&codf=4189&idnoticia=4331995&tipo=cr&pag=7



Qual a vossa opinião colegas??

p.s. - só gostei de uma coisa: a intenção dos enfermeiros começarem a prescrever dentro de protocolos definidos.

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Cuidados Gerais / Enfermeiro contra-ataca no Jornal "O Público"!
« em: Janeiro 20, 2006, 14:30:58 »
Fica aqui o link, pois não consegui copiar a notícia. É acerca de uma carta ao director enviada por um colega nosso, acerca de umas acusações injustas...
É uma notícia curta, mas vale a pena ler....

http://www.online.memorandum.pt/resulta ... 9278&tipo=

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Ensino e Atividades Académicas / Ordens que se preocupam!!
« em: Janeiro 19, 2006, 13:01:40 »
Uma notícia que deixo aqui acerca da preocupação da ordem dos engenherios com os seus profissioniais. Leiam, e vejam como até se preocupam com as remunerações. Ah... é verdade! E já vieram a público dizer que existem muitos cursos de engenharia, e que vai propor ao ministério o encerramento de muitos deles!!! Tem tudo a haver, com a nossa ordem...

Entre 33 mil engenheiros só 495 estão desempregados
2005/12/15 | 15:47
Ordem considera que «a nível remuneratório, não se pode afirmar que sejam particularmente bem pagos», situando-se entre os 10 e os 25 mil euros o rendimento médio anual nos primeiros anos de profissão
 
Apenas 495 dos 33 mil engenheiros portugueses inscritos na Ordem estão desempregados, de acordo com um inquérito divulgado hoje por aquele organismo, que sublinha, no entanto, que muitos destes profissionais trabalham noutras áreas.

«Entre os membros efectivos da Ordem dos Engenheiros (OE) o nível de emprego é altíssimo, havendo apenas 1,5 por cento de engenheiros desempregados à data de realização do inquérito», revela o estudo nacional, realizado entre Abril e Setembro deste ano e destinado a avaliar a situação da classe.

Apesar das funções de «Projecto» e «Administração e Gestão» serem as que mais ocupam aqueles profissionais, os engenheiros estão também presentes nos mais variados sectores de actividade como «Marketing», «Ensino», «Consultoria», «Recursos Humanos» ou ainda «Investigação e Desenvolvimento».

No entanto, a Ordem considera que «a nível remuneratório, não se pode afirmar que sejam particularmente bem pagos», situando-se entre os 10 e os 25 mil euros o rendimento médio anual nos primeiros anos de profissão (que equivale a um salário entre os 714 e os 1.785 euros vezes 14 meses).

Entre os seguintes 10 e 20 anos de exercício de actividade, a média remuneratória ronda os 25 e os 35 mil euros, subindo para uma média mínima de 45 e uma máxima de 60 mil a partir dos 20 anos de carreira.

A especialidade com mais membros é a de «Engenharia Civil», com 42,8 por cento dos inquiridos, «pelo que não surpreende que, entre a totalidade dos membros da Ordem, o ramo de actividade com mais profissionais seja o da 'Construção' (32,5 por cento)», refere o relatório.

Quanto à mobilidade profissional, 69,4 por cento dos inquiridos nunca mudaram de região de trabalho, apesar de 61,7 por cento ter trabalhado um mais de uma empresa desde o início da carreira.

Ainda segundo dados do inquérito divulgado hoje, cerca de metade dos engenheiros frequentaram, nos últimos três anos, acções e cursos de formação.

Só no último ano, a Ordem promoveu 51 acções em todo o país, sendo mais escolhida a formação nas áreas de «Especialização em Engenharia», «Economia/Gestão» e «Informática
».


Retirado do site portugaldiario.iol.pt

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Um texto retirado do site da Ordem dos Enfermeiros. secção regional do Centro, assinado pelo seu presidente, Enf. Amílcar Carvalho (ex- enfermeiro director dos HUC), publicado num jornal regional, onde refer que a taxa de desemprego naquela região entre os recém licenciado ronda os 20% (outros dados referem que no norte já ronda os 45%)... Depois não digam que ninguém avisou... o mais grave é que continuam a proclamar falta de enfermeiros quando nem para os desempregados há emprego!!! Boa leitura... pode ser que desta nos juntemos para pôr termo a este flagelo que JÁ atingiu a classe!!

 
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"Os Enfermeiros e as passas do emprego!... 12-01-06
 
 
 Há 3 meses escrevemos umas notas que decidimos não propor para publicação. Abordávamos na altura o que chamamos do síndrome da contenção financeira do 2º semestre. Justificação que procurávamos encontrar para o "congelamento"da não admissão de enfermeiros nas instituições de saúde.
. Justificação que procurávamos encontrar para o "congelamento"da não admissão de enfermeiros nas instituições de saúde.
Tinham concluído a licenciatura centenas de enfermeiros, só no distrito de Coimbra cerca de 3 centenas, e aos utilizadores dos Centros de Saúde, dos Hospitais e de outros serviços eram prestados cuidados abaixo dos suas necessidades! Pensávamos que as alterações nas Administrações de algumas instituições, não deveriam impedir o desenvolvimento dos planos de admissão de enfermeiros, porque os doentes continuavam a necessitar continuamente de cuidados.
 
 
Perguntávamos à altura:
-De quem será a responsabilidade de dezenas de enfermeiros estarem no desemprego?
-Quem será responsável pelo deficit de resposta em cuidados de enfermagem, nas unidades de saúde e nos domicílios de cada cidadão?
-Faltando centenas de enfermeiros nos serviços de saúde, inclusive nos domicílios, quanto está a custar ao serviço público e à saúde dos portugueses, a não admissão de enfermeiros?
Salientávamos:
Que a rotatividade permanente de enfermeiros, com saídas e entradas em novas instituições e a instabilidade no emprego a que estes são submetidos, está a ter implicações na qualidade dos cuidados de enfermagem e de saúde e terá um reflexo negativo na saúde de cada um de nós e na economia das instituições.
 
E concluíamos:
Alguns dos gestores da saúde conformados com o determinismo dos ciclos políticos, desenhados em regra para o imediatismo, sem visão estruturante e estratégica, têm assumido uma exigência cega na redução de custos, em especial, em vésperas de orçamento, sem ponderarem adequadamente a qualidade e a equidade no acesso aos cuidados e serviços.
 
O que chamávamos o síndrome da contenção do 2º semestre, e que associamos a falta de financiamento projectivo, de contratualização e as quebras da governação, decorre do quadro financeiro das instituições de saúde, que em regra, no final do 1º trimestre, em cada ano, já não têm cabimento orçamental para os seus encargos.
falta de financiamento projectivo, de contratualização e as quebras da governação, decorre do quadro financeiro das instituições de saúde, que em regra, no final do 1º trimestre, em cada ano, já não têm cabimento orçamental para os seus encargos.
 
Em muitos dos serviços de saúde, verifica-se não ser possível reduzir custos de pessoal em enfermeiros. Mas, mesmo assim a redução sem explicação aceitável é a pratica!
 
Então, concluíamos, a consequência, é imperar o aumento de débitos em tempo aos enfermeiros, dada a decisão de não se aplicarem os regimes de trabalho, em vigor, caso da prática de regime de horário acrescido, de não se efectuar a autorização das horas extraordinárias necessárias, de não se admitirem os enfermeiros necessários, que até existem e estão no desemprego!.
 
Porque os dados das carências de enfermeiros são públicos, assumidos pela governação a nível central e regional, os tempos de espera para atendimento nos hospitais e nos domicílios conhecidos e elevados, a não iniciativa de colocação dos enfermeiros e outros profissionais, deve levar os cidadãos e os enfermeiros, a agirem na defesa do direito à saúde e pelo direito ao emprego.
 
Também é público e assumido por governantes da saúde, que o trabalho precário é pernicioso e desadequado nos enfermeiros e na saúde. Mas os rebates de consciência ou estados de lucidez, destes governantes, só surgem quando a plateia é ampla e é preciso impressionar. As medidas positivas tardam em comparação com as medidas de encarniçamento da carga laboral e do tempo de exercício profissional.
 
Pensávamos ser legítimo concluir que poderíamos estar em presença de um acto deliberado das administrações das instituições, em conivência com a governação, de destabilização e destruição do serviço público de saúde.
Mas, quisemos dar mais um crédito a muitos dos responsáveis dos serviços de saúde que assumiram não admitir os enfermeiros necessários, na esperança de que no curto prazo a situação se altera-se.
 
 
Seis meses volvidos sobre a existência de centenas de enfermeiros disponíveis para ingressarem no mercado de trabalho e sem emprego, a resposta das instituições é no máximo, entrevista ou concurso de reserva de recrutamento. Ou seja, a afirmação de que não têm necessidades imediatas de enfermeiros!
 
Aproveitando a quadra natalícia a Ordem dos Enfermeiros – Secção Regional Centro, contactou os 509 enfermeiros inscritos na região nos últimos 6 meses e perguntou-lhe se estavam a trabalhar.
Confirmou-se a nossa suspeita!
Valorizando uma amostra significativa entre as respostas recebidas até ao passado dia 30, conclui-se que 19% dos enfermeiros recém formados e inscritos na secção estão desempregados!
Provavelmente, uma das suas passas de fim de ano deve ter sido para o emprego, se é que valorizaram este ritual. A disponibilidade para exercerem em qualquer localidade ou área de trabalho são claramente evidenciadas, pelo que não são razões de selectividade por um local de trabalho que justificam a não colocação. Muitos gostariam mesmo de ir para os Cuidados de Saúde Primários onde o deficit é dramático!
 
Por outro lado, os que estão empregados, face à sua relação contratual, deixam-nos sentimentos, sugestões e interrogações que endereçamos aos responsáveis políticos locais e nacionais, que passamos a reproduzir:
"Contratos de 3+3 meses não permitem nem continuidade de cuidados nem motivação do prestador"; "Deveriam ser renovados os contratos …sempre que o serviço tem falta de enfermagem, por vezes nos saímos para admitir outro colega a contrato"; "Poucas ofertas de trabalho. Este tipo de contrato não nos permite segurança"; "Com estes contratos não podemos traçar objectivos de longo prazo e vive-se numa constante insegurança por não saber o que nos espera num futuro próximo".
Entre os que não estão a trabalhar são muitas as expressões que revelam sentimentos de indignação e não compreensão das razões de estarem no desemprego. Um deles diz-nos: "É frustrante mantermo-nos dependentes dos pais e não podermos apoiar as pessoas com o nosso trabalho quando sabemos que fazemos falta nas instituições e famílias".
Um deles diz-nos: "É frustrante mantermo-nos dependentes dos pais e não podermos apoiar as pessoas com o nosso trabalho quando sabemos que fazemos falta nas instituições e famílias".
 
O agravamento da situação dos serviços de saúde por deficit de pessoal é um dado que vale a pena reter. Não sendo único, condiciona a disponibilidade para os enfermeiros e outros profissionais terem um desempenho reflexivo, pensarem os processos de inovação, assumirem disponibilidade para a mudança, que podem estar entre os objectivos do Ministro da Saúde.
 
Existem taxas de utilização de enfermeiros na região centro e no país, em média superiores a 140%, oficialmente reconhecidas. Quer dizer que os enfermeiros estão a trabalhar acima das suas normais condições e da sua capacidade total, pelo menos, em 40%, sem prejuízo da existência de deficit de resposta aos cidadãos em cuidados de enfermagem. No mínimo, faltam 4000 enfermeiros na região centro.
 
Agindo como se este facto não existi-se ou não fosse suficiente, o governo e o ministro da saúde, fazem tábua rasa do claro entendimento social, profissional e científico de que os enfermeiros exercem uma profissão de risco, e assumem perturbar a estabilidade social, impondo propostas injustas e não oportunas de aumento do tempo para a reforma.
 
A pratica do acto consumado, da não resolução ou a escusa ao diálogo são repudiadas pela Ordem dos Enfermeiros sejam da responsabilidade de instituições de saúde, da administração regional ou central.
 
A Ordem dos Enfermeiros pretendendo contribuir para a solução dos problemas da saúde vai em 2006 continuar a reclamar uma politica de emprego e de desenvolvimento profissional dos enfermeiros.
 
O direito de acesso aos cuidados de enfermagem, as condições para o exercício e os meios para alocar os recursos necessários são ainda premissas que não podem deixar de ser valorizadas com eficácia, assertividade, em tempo útil.
 
A saúde de muitas pessoas está a ser prejudicada pela negligência politica de não aproveitamento da mão obra qualificada e disponível para prestar cuidados de enfermagem.
 
Bloquear a contratação dos enfermeiros necessários, agravar as condições de trabalho nos serviços de saúde, são opções de risco, que põem em risco a saúde dos portugueses!"
 
Presidente do CDR Centro da Ordem dos Enfermeiros
 
 
Amílcar de Carvalho
amílcar@ordemenfermeiros .pt
 
Artigo publicado no Jornal Campeão das Províncias de 5 de Janeiro de 2006
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Nunca pensei ver a nossa classe neste estado....

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Cuidados Gerais / Médicos atacam Enfermeiros...novamente...
« em: Dezembro 02, 2005, 13:42:26 »
No site do Sindicato Independente dos Médicos, encontrei este artigo que de mentira não vejo nada, mas os médicos consideraram isto como "pérolas conceptuais"... Enquanto nos sindicatos de enfermagem não vejo ataques aos médicos, nos sites médicos vejo permanentemente ataques aos enfermeiros. Dexo-vos o artigo para voçês lerem e opinarem...

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"                                  O ENFERMEIRO JOÃO SEMANA!

Num estilo que define e classifica o seu utilizador, o enfermeiro e presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Norte, José Azevedo, debita numa entrevista ao jornal Primeiro de Janeiro pérolas conceptuais como as que a seguir se transcrevem:
1. "o pensamento dos médicos, sobretudo os que têm uma relação de proximidade com os enfermeiros, estagnou no tempo e esta classe ainda conota os enfermeiros como «irmãzinhas de caridade»".
2. "sublinho que, nos cuidados primários, os enfermeiros deveriam ser os profissionais de maior relevância e os serviços nos centros de saúde deveriam estar ao cuidado dos enfermeiros; nos países mais desenvolvidos, nos âmbitos social e económico - como os escandinavos - os profissionais de enfermagem possuem competências adicionais - como a atribuição de baixa até sete dias - que a legislação lhes permite".
3. "José Correia Azevedo reivindica, desta forma, que o sector de enfermagem assuma, de forma vincada, o controlo dos cuidados primários nos estabelecimentos de saúde, prossecução essa que, para o presidente do SE, é travada pelo lobby dos laboratórios farmacêuticos com a anuência dos médicos".
4. "destaca as medidas envidadas nos países escandinavos, onde as consultas médicas são determinadas pelos enfermeiros, de acordo com o estado dos doentes".
E questionado sobre o motivo da actual greve por tempo indeterminado dos enfermeiros da Urgência do Hospital S. João, na sequência da substituição do anterior responsável (e dirigente sindical) pela actual Administração do HSJ, esclarece:
1. "o que aconteceu no S. João resumiu-se ao facto de, nas urgências, existir um enfermeiro-chefe de grande gabarito e que foi substituído porque estava prestes a demonstrar que os serviços daquele departamento só funcionavam em pleno porque lá existiam, apenas, enfermeiros. Os médicos só seriam solicitados por chamada - não havendo a necessidade efectiva da sua presença - por inerência de situações e por imperativos que determinariam a sua assistência nas urgências".
2. "ao contrário do enfermeiro, o médico sobrecarrega o doente com uma grande quantidade de fármacos que, por vezes, não surtem efeito, e/ou despoletam outro tipo de doenças ou dependências", afirma o presidente do SE.
Mas uma sua Colega de profissão e sindical, na mesma entrevista, não lhe fica atrás:
1. "que entendam que para o País é mais eficaz e menos dispendioso ter os enfermeiros à frente do serviço de urgência".
2. "além disso, quem melhor do que os enfermeiros para gerir os serviços administrativos de um hospital, já que são estes os profissionais que seguem à risca as diligências adoptadas por Florence Nightingale, a precursora (século XIX) do que, actualmente, se denomina por administração clínica e hospitalar".
3. "os enfermeiros não querem ser superiores às outras classes, pretendem, somente, desempenhar condignamente o seu papel inspirados em dois grandes vultos de referência para esta profissão: Florence Nightingale - a precursora da enfermagem moderna e que corresponde à vertente científica - e João Cidade - um grande enfermeiro, aliás o patrono universal da enfermagem".

Mas não é só!!  Há mais!

                                          A HISTÓRIA REPETE-SE?

"Consta que o recentemente aposentado Enf. º José Azevedo, cujo último cargo foi o de Enfermeiro - Director da SRS do Porto, após exoneração da Administração do Hospital de S. João, se mantém em plenas funções, ocupando o seu gabinete na Sub-Região, promovendo e presidindo a reuniões, visitando presunçosamente centros de saúde e opinando sobre tarefas e estratégias assistenciais.
Simédicos não quer acreditar que tal corresponda à verdade, a não ser que a ARS Norte o tenha contratado, até porque, agora que se aposentou, terá por certo muito que fazer com o arranque do seu Lar do Enfermeiro do Norte, nas instalações idílicas frente ao mar e para este efeito cedidas há 17 anos pela então Ministra Dr.ª Leonor Beleza.
A menos que este seja um privilégio da enfermagem e a história se repita, repondo o que aconteceu com a Sr.ª Enf. ª Mariana Diniz de Sousa, a qual, já aposentada, continuou durante muito tempo a usufruir do seu gabinete e das suas mordomias na Direcção Geral de Saúde."


Não percebi... será que se sentem ameaçados? será inveja? medo? ódio? não percebo... se foram ao site www.simedicos.pt eles deleitam-se, rigozijam.se, com os pagamentos de horas extra que os tribunais condenam o estado a fazer! E nós a ganhar como bacharéis!!!

Alguém acha bem, um médico no início de carreira, fazer horas extraordinárias e ser pago como um médico no topo da carreira em regime de exclusividade 42h????? E depois o SNS está mal... pois esta!!!!

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