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Cuidados Gerais / "O regresso dos choques eléctricos"
« em: Abril 16, 2010, 09:23:57 »
O regresso dos choques eléctricos

Depois de décadas em que caiu em desuso, a electroconvulsivoterapia, mais conhecida por choques eléctricos, voltou a ser usada para tratar patologias mentais graves e resistentes à medicação. Em Portugal, já é aplicada em várias unidades com toda a segurança.

É difícil esquecer as violentas imagens, tantas vezes repetidas nos filmes americanos, de doentes psiquiátricos a quem eram infligidos electrochoques. O preconceito enraizou-se, até na classe médica, e só na última década é que esta terapêutica voltou a ser aplicada no nosso país.

"Actualmente, a técnica é usada com recurso a anestesia geral, relaxantes musculares, para evitar os espasmos, e com todos os meios de reanimação", explica António Gamito, director do Departamento de Psiquiatria do Centro Hospitalar de Setúbal e organizador do 2.º Encontro Nacional de Electroconvulsivoterapia, que hoje se realiza em Sesimbra.

As sessões decorrem em bloco operatório e são seguidas de um curto período de recobro, findo o qual uma pessoa jovem e sem complicações médicas pode voltar à sua rotina, de acordo com o especialista, que enfatiza as condições de segurança de todo o processo e a necessidade de consentimento, por escrito, do doente.

Mais eficaz do que fármacos

O que a electroconvulsivoterapia provoca é uma convulsão, através de meios eléctricos, que se traduz em algo semelhante a um ataque epiléptico. António Gamito explica que, embora se desconheçam ao certo os mecanismos, há vasta prova da sua eficácia no tratamento de depressões graves e perturbações bipolares que não respondem à medicação, bem como de surtos psicóticos transitórios, para mais rápido controlo de alucinações e delírios.

Trata-se, porém, de uma terapêutica de última linha para casos bem seleccionados, já que tem indicações muito precisas e exige meios dispendiosos. O director de Psiquiatria do Centro Hospitalar de Setúbal, que se interessa há dez anos por esta terapia, realça que há portadores de certas perturbações que são altamente resistentes aos psicofármacos.

Nesta situação, encontram-se principalmente pessoas com perturbações do humor, ou seja, depressão ou doença bipolar. As depressões endógenas (com forte componente genética) tendem a ser crónicas e a não responder eficazmente à medicação. Com um tratamento de quatro a seis electrochoques, é possível remitir significativamente a sintomatologia, sublinha o psiquiatra, que adverte, porém, para a possibilidade de recaídas e da necessidade de sessões de manutenção.

Como qualquer tratamento, a electroconvulsivoterapia tem contra-indicações, como história de problemas cardíacos, por exemplo, e acarreta os riscos de uma anestesia geral. "As desvantagens são quase inexistentes, desde que aplicada a doentes bem estudados, em instalações adequadas e por técnicos experientes", garante António Gamito.


in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Socieda ... id=1545038

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Cuidados Gerais / Enfermeiros preparados para o crime
« em: Fevereiro 03, 2010, 16:46:33 »
Polícias vão ter ajuda especializada em matéria forense através de curso da Escola Superior de Enfermagem.

Cortar a roupa da vítima de um crime, enrolá-la e guardá-la num saco de plástico é um acto mecânico do enfermeiro desesperado por salvar uma vida. Mas na roupa há vestígios fundamentais ao sucesso de uma investigação criminal. E o papel do enfermeiro pode ser a chave para chegar a um qualquer suspeito.

A necessidade de repensar o papel do enfermeiro num cenário de crime ou perante uma vítima resultou de 15 anos de experiência do enfermeiro Albino Gomes. No serviço de emergência pré-hospitalar, no Garcia de Orta, em Almada, o enfermeiro lidou com casos de violência doméstica, vítimas de facadas, tiros, crianças mal tratadas. E deparou sempre com o mesmo problema: como lidar com estas vítimas e preservar provas de forma a não prejudicar a investigação policial?

"Somos os primeiros a chegar ao local, muitas vezes somos nós quem acciona a polícia, damos informações e cabe-nos tentar não destruir vestígios", refere Albino Gomes, o coordenador da primeira pós-graduação de Enfermagem Forense, que começou sexta-feira na Escola Superior de Enfermagem S. Francisco das Misericórdias, em Lisboa.

A Enfermagem Forense é já uma realidade noutros países europeus, mas em Portugal falha. Em Agosto, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, uma vítima de violação esperou 12 horas - sem poder comer ou lavar-se - por um perito em Medicina Legal. "Se houvesse investimento nesta área, qualquer enfermeiro prestaria os primeiros cuidados e até faria uma zaragatoa para poupar a vítima a tamanho sofrimento", refere o enfermeiro João Paulo Nunes, director da Escola Superior de Enfermagem.

No ano em que a Escola comemora 60 anos, João Paulo recebeu de braços abertos a vontade e a ideia do enfermeiro Albino em ter especialistas na área forense. "Aliada à formação técnica deve estar a sensibilidade. O enfermeiro não deve preocupar-se apenas com a vítima e com o tratamento, mas com todo o contexto em que ela se encontra", defende João Paulo.

O enfermeiro Albino sentiu essa necessidade e ingressou no mestrado em Medicina Legal. Terminou a tese sobre " a preservação de vestígios". Hoje vai conseguir passar parte dessa informação, em parceria com o Instituto Nacional de Medicina Legal, a todos os formandos - que não são apenas enfermeiros, mas também elementos da Polícia Judiciária.

"Num futuro próximo pretendemos ter enfermeiros forenses no INML a trabalhar directamente com as equipas de investigação criminal das várias polícias", avança o director da escola.

Albino Gomes sublinha a importância desta colaboração. "Às vezes socorremos vítimas em locais tão pequenos que somos obrigados a alterar toda a disposição do local do crime. Se soubermos a importância dessas modificações para a investigação criminal, poderemos presta-la à polícia", diz. A ideia, lembra, não é formar enfermeiros CSI, mas sim saber como preservar provas fundamentais. Saber também como lidar com uma vítima de um crime violento e até perceber se houve, de facto, um crime por trás de determinado sintoma.


http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/inter ... id=1483093

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Cuidados Gerais / Bio-impressora 3D já permite produzir artérias
« em: Dezembro 22, 2009, 12:44:14 »
O sistema permite regenerar tecidos a partir de células individuais e o objectivo é que, daqui a 10 anos, seja possível criar órgãos complexos como o coração, respondendo às necessidades de forma simples, e garantindo que não há rejeição porque as células originais pertencem ao receptor.

A procura de órgãos para transplante ainda é um processo moroso e que por vezes não tem sucesso porque os pacientes não podem esperar indefinidamente por um dador compatível. No entanto, investigadores australianos e americanos acabam de inventar um sistema que pode vir a resolver, de forma simples, este problema.

Com efeito os investigadores da Invetech em parceria com a Organovo criaram uma bio-impressora 3D que consegue transformar um conjunto de células específico numa estrutura 3D, usando duas cabeças de impressão, uma para colocar as células e outra para criar a matriz que será o suporte.

Usando este sistema já se produziram artérias que poderão ser utilizadas em cirurgias de bypass em menos de 5 anos e espera-se que, daqui a uma década seja possível criar órgãos complexos como o coração, os dentes ou os ossos.

O decorre numa atmosfera estéril e utiliza células do órgão que se quer regenerar do próprio paciente que necessita do transplante, garantindo-se assim que não há rejeição.

Segundo explicou Keith Murphy da Organovo “O objectivo é que os cirurgiões disponham de tecidos sempre que surja a necessidade, e melhor forma de o fazer é distribuir várias bio-impressoras aos investigadores e tornar possível que produzam tecidos tridimensionais de acordo com as necessidades”.

in http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?m ... 13101&bl=1

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Cuidados Gerais / Classificação da OMS
« em: Dezembro 12, 2009, 14:28:25 »
Boa tarde,

Não sei se a escolha do tópico tenha sido a melhor, mas pareceu-me a mais acertada, posto isto...
Ando a realizar um artigo científico acerca da representação da enfermagem na sociedade portuguesa, mas para tal necessitava de fazer uma divisão da amostra por idades para colocar no SPSS, mas para tal necessito da classificação das idades da OMS.
Andei no sítio da OMS e não visualizei nada nesse sentido.
Se alguém me puder facultar essa informação agradecia.

Cumprimentos

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