Mostrar Mensagens

Esta secção permite-lhe ver todas as mensagens colocadas por este membro. De realçar que apenas pode ver as mensagens colocadas em zonas em que você tem acesso.


Tópicos - _

Páginas: [1] 2
1
Novidades / Alerta: assim perdemo-nos!
« em: Fevereiro 23, 2006, 14:55:22 »
Saudações a todos!

Após uma ausência não muito prolongada, devido a diversos motivos, decidi ler atentamente alguns post's que, anteriormente, li na diagonal... Porém perdi-me devido á proliferação de novos post´s e respostas a muitos outros...

Não critico de forma alguma este facto, sendo de certa forma de salutar, dado reflectir um crescente entusiasmo por este espaço. No entanto, gostaria de expor algumas ideias.

Assim, penso que as notícias não deveriam ser colocadas como novo tópico. Existe um espaço para elas e, se houver necessidade de se recorrer a elas para comentar/ debater/ esclarer/ (...) algo, penso que se poderá recorrer à inserção de uma hiperligação para a referida notícia. Desta forma a extensão dos post´s diminuiá, não cansando tanto a leitura.

O outro ponto (e refiro não querer ferir susceptibilidades, compreendendo que existem muitos tópicos com interesses variados, abrangendo um amplo leque de interesses) prende-se com a quantidade de post´s diários... Não sei como explicar o que pretendo dizer, mas a melhor forma é explicando o que sinto quando vejo vários post´s novos: "Opa... Onde está mesmo aquele post de ontem???". Ou seja (e novamente refiro não querer criticar ninguém), penso que esta postagem deveria ser gradual, aguardando respostas... Porque respondendo a vários post's não significam várias respostas. Penso que, actualmente, não existe nenhum post "verdadeiramente" participativo, porém caso houvesse este seria diluído na avalanche de novos post´s.

Sem mais, saudações cibernáuticas...

2
Novidades / Tertúlia Online: discussão em directo
« em: Dezembro 28, 2005, 18:21:09 »
Há algum tempo, em conversa entre membros do forumenfermagem, surgiu a ideia de realizar uma tertúlia entre Enfermeiros. Foram colocadas diversas hipóteses, considerados diversos factores, surgindo a ideia de se discutir um tema aqui mesmo: no forumenfermagem.

Ultimamente, tem levantando muita celeuma, muita discussão o tema "Empregabilidade em Enfermagem". Sendo um tema actual e pertinente, pareceu-nos importante abordá-lo desta forma, promovendo uma salutar troca de opiniões "na hora".

Assim, usaremos a sala de chat como meio de transmissão das ideias geradas pelos participantes desta nossa primeira "tertúlia".

Apelámos ao bom senso dos utilizadores e ao cumprimento de certas regras oportunamente divulgadas pelo administrador deste forum, de forma a que consigámos esclarecer e partilhar pontos de vista, promovendo uma saudável troca de ideias.

Quaisquer dúvidas poderão ser colocadas aqui.

E façamos desta iniciativa um sucesso... Façamos dela algo a repetir!

Com os melhores cumprimentos, Abílio Cardoso Teixeira.

3
Cuidados Gerais / Bolsa de Emprego
« em: Setembro 20, 2005, 14:53:45 »
Neste tópico pretende-se a colocação de anúncios relativos a procura de emprego, na área da Enfermagem, claro. Desde concursos públicos a abertura de bolsas, entre outros...

Enfermeiros Docentes
Instituição: Esc. Sup. Enf. Calouste Gulbenkian de Lisboa
Prazo de Entrega de documentos: 01/10/2005
D.R.Nº: 169
Data da publicação:02/09/2005
Tipo de Concurso: Documental professor-coordenador – área científica de Enfermagem de saúde mental e psiquiátrica
Vagas: 1

Instituição: Esc. Sup. Enf. Calouste Gulbenkian de Lisboa
Prazo de Entrega de documentos: 01/10/2005
D.R.Nº: 169
Data da publicação:02/09/2005
Tipo de Concurso: Documental professor-coordenador – área científica Enf. Médico-cirúrgica
Vagas: 1

Instituição: Esc Sup Saúde do Instituto Politécnico de Bragança
Prazo de Entrega de documentos: 23/09/2005
D.R.Nº: 163
Data da publicação:25/08/2005
Tipo de Concurso: Documental Assistentes 1º triénio Enf Comunitária; Enf Médico-Cirúrgica e Saúde Materna e Obstétrica
Vagas: 3

Instituição: Escola Superior de Saúde de Viseu
Prazo de Entrega de documentos: 21/09/2005
D.R.Nº: 153
Data da publicação: 18/08/2005
Tipo de Concurso: Documental Professor Adjunto – Área Científica Enfermagem na Reabilitação
Vagas: 1

Instituição: Escola Superior de Saúde de Viseu
Prazo de Entrega de documentos: 21/09/2005
D.R.Nº: 153
Data da publicação: 18/08/2005
Tipo de Concurso: Documental Professor Adjunto – Área Científica Enfermagem na Comunidade
Vagas: 1

Instituição: Esc. Sup. Enf. Francisco Gentil
Prazo de Entrega de documentos: 14/10/2005
D.R.Nº: 169
Data da publicação: 02/09/2005
Tipo de Concurso: Documental professor-coordenador – área científica enfermagem do adulto e do idoso
Vagas: 1

Enfermeiro Nível I
Instituição: Hospital Sobral Cid
Prazo de Entrega de documentos: 29/09/2005
D.R.Nº: 177
Data da publicação: 14/09/2005
Tipo de Concurso: Interno Geral de Acesso
Vagas: 7

Fonte: www.sep.pt

4
Cuidados Gerais / Procura de primeiro emprego
« em: Agosto 09, 2005, 12:55:15 »
Sou recém-licenciado em Enfermagem. Encontro-me neste momento à procura de emprego. Não posso dizer que ando à muito a procurar, que não ando... De igual forma não me posso queixar de falta de emprego que felizmente ainda não há. Ou melhor, começa a haver.

Na região do Grande Porto começa a haver escassez de postos de trabalho relativamente ao elevado número de recém-licenciados. Não pretendo com este texto colocar o dedo em algumas feridas (que muita gente admite, mas... ), mas sim reflectir um pouco sobre as vivências de um Enfermeiro à procura de um primeiro local de trabalho.

Andar a entregar cartas de apresentação, curriculum’s vitae pelos hospitais da zona do Grande Porto, é uma tarefa complicada. É o ter que tomar opcções, ponderando o melhor. Quem está fora desta realidade deve pensar que estou a falar de barriga cheia... Não é o que se passa.

Nos dias em que andei a percorrer essas ruas do Porto e arredores, dei por mim a pensar: “Enfermagem devia ser a profissão da moda...”. Já não o deve ser, mas é uma profissão que dá dinheiro. O que nos leva a um ciclo vicioso: muitos alunos de Enfermagem, e Enfermeiros entraram para Enfermagem como segunda opção, o que inflacciona as notas de entrada. Dessa forma, muitos não entram para Enfermagem em instuições de ensino público, optando pela privada. Desta forma, abrem escolas privadas, aumentando assim o número de vagas. Com este aumento do número de vagas por Enfermagem, aumentam, ao fim de quatro anos, o número de recém-licenciados.

Solução para este problema: não vislumbro. Ou melhor, por acaso até vislumbro. Passa, quiçá, por uma mudança de atitudes, o que não é muito fácil para um jovem acabado de terminar o 12º ano, com vista a ingressar na faculdade. Há sempre certos factores que são levados em conta na escolha do curso, um deles é a empregabilidade. Há ainda a imagem social que o Enfermeiro recebe um/ vários ordenados consideráveis, e arranja emprego num abrir e fechar de olhos. Sabe-se de antemão que alguns Enfermeiros espanhóis trabalham em Portugal e que faltam x número de Enfermeiros.

Claro que me podem apontar: mas isso não é geral. Eu respondo: pelo menos no Grande Porto é. Sem por em causa a qualidade das instituições de ensino, penso apenas que os parâmetros de admissão deveriam ser mais restritos.

De acordo com a Ordem dos Enfermeiros (2003), há falta de enfermeiros, estando desequilibrada a sua distribuição entre as diferentes regiões do globo. No que concerne a Portugal, para que se alcance o rácio 5,9 enfermeiros por cada mil habitantes, faltam aproximadamente 20.000 enfermeiros.

Isto em 2003. Um ano antes a bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE), Mariana Diniz de Sousa, alertava para a proliferação das escolas de Enfermagem, que conduziriam a, num prazo de 8-10 anos excesso de oferta. Passados 3 anos desta sua preocupação, no Porto já se começam a sentir alguns sinais.  É engraçado isto, porque, pesquisando um pouco, vamos lendo notícias sobre a terrível falta de Enfermeiros que assola o nosso país.

Poder-se-á dizer que tudo começou aquando de um estudo feito em 1994 pelo Ministério da Saúde, onde se concluiu que havia enfermeiros a mais. A partir daí, limitou-se a entrada nas escolas de enfermagem e congelaram-se os lugares de quadro nos hospitais. Constatou-se porém que foi um erro de cálculo por parte dos Recursos Humanos do Ministério da Saúde (Melo, Luísa - Senhor Doutor Enfermeiro. Portugal: 1999. Consultado em Agosto de 2005. Artigo disponível para download em http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=664 ).

Ora este erro agora está-se a pagar caro, a par dos pontos exposto acima. Que se poderá fazer para inverter esta situação? Que medidas se poderão adoptar? Limitar o número de vagas por instituição? Acabar com acumular em diferentes instituições?

Já se começa a viver uma situação algo preocupante no seio da Enfermagem em Portugal...

5
Cuidados Gerais / A confiança na Enfermagem
« em: Março 14, 2005, 20:53:42 »
O estudo «Marcas de Confiança 2005», desenvolvido a nível europeu para avaliar os níveis de confiança relativamente às instituições, profissões e marcas, revela os pilotos de aviação (92,4 por cento) são a profissão em que os portugueses mais confiam seguido dos bombeiros (92 por cento), farmacêuticos (88 por cento), enfermeiros (86 por cento) e médicos (80 por cento).

O estudo abrangeu em Portugal 1.355 leitores da Reader's Digest, que responderam a um questionário postal, e foi realizado entre Setembro e Novembro de 2004.

Fonte: www.portugaldiario.iol.pt/

Acho que esta "classificaçao" é resultado do trabalho desenvolvido, e de certa forma traduz a satisfação para com a classe de Enfermagem. Apesar de abranger apenas 1355 portugueses seria interessante ver numa população mais significativa qual seria o resultado obtido...

Mas de qualquer maneira, ficam os Parabéns para todos nós!

6
Nos dias 25 e 26 de Fevereiro de 2005, foi promovido pelo Hospital de Nossa Senhora da Assunção – Seia, o 2º Simpósio de Enfermagem da Serra da Estrela, abordando a temática da Emergência/ Urgência, incluindo uma simulação de resgate na Serra da Estrela. De acordo com a página do hospital de Seia, estiveram cerca de 700 assistentes presentes, o que de certa forma traduz a qualidade dos temas a serem abordados

Nos últimos tempos tem emergido um crescente interesse e especialização pela emergência hospitalar, formando-se inclusive diversos técnicos preparados para actuarem nesta área (Enfermeiros, Médicos), tal como se pode ler no Panfleto divulgativo do evento. Esta, é assim uma temática que se torna cada vez mais discutida, porque não existe formação específica na área da questão em debate, quer a nível de escolas de Enfermagem, quer a nível de outras áreas.

Este Simpósio encontrava-se dividido em três grandes áreas, a saber: Atendimento Pré-Hospitalar, Atendimento Intra-Hospitalar e Emergência Intra-Hospitalar. Não irei tentar abordar os aspecto que podem ser consultados na literatura específica sobre esta temática, mas os aspectos que nos foram transmitidos fruto da experiência dos oradores.

Ao longo deste simpósio, foi destacado, por exemplo, a importância do Enfermeiro na emergência pré-hospitalar, actuando não dentro de quatro paredes como acontece a nível hospitalar, mas tem uma actuação que em tudo se sujeita às mesmas regras, mas fora das quatro paredes. Este aspecto parece não ter grande importância, mas de acordo com as palavras da Enf. Celínia Antunes (INEM de Coimbra), que não consigo fielmente transpor, tem uma importância que muitos pensam não existir. Não é por se trabalhar ao “ar livre”, que não se tem regras... Estas são as mesmas, e terão que ser cumpridas.

Também foi abordada a relação Médico-Enfermeiro. Eles são uma equipa que se pretende que estejam em perfeita sintonia. Conhecendo os protocolos, conseguem actuar em perfeita sintonia, não precisando mesmo de falar, o que é evidente, reveste-se de enorme importância no ganho de tempo. Esta relação, ao contrário do que muitas vezes acontece a nível hospitalar, segundo os entendidos, não segue aqueles caprichos que todos conhecemos, da relação Enfermeiros/ Médicos. Eles são uma equipa, que se pretende seja perfeita, porque são os dois e mais ninguém.

Este foram os dois grandes aspectos que mais me ficaram na memória. E na retina ficaram alguns momentos da Simulação de Resgate na Serra da Estrela (Senhora do Espinheiro), que envolveu elementos da Guarda Nacional Republicana e Bombeiros Voluntários de Seia. Esta simulação tem extrema importância neste local, em que os acessos à Serra são em alguns casos precários, pelo que há a necessidade de criar cenários de possíveis acidentes, de forma a, numa eventualidade, se actuar de forma organizada.

O cenário desta simulação era o seguinte: um automóvel com quatro pessoas despistou-se, tendo provocado o encarceramento de três passageiros e um terceiro, que conseguiu sair do carro para procurar socorro, acabou por se perder na Serra e entrar em hipotermia. Para o local foram destacados os seguintes meios, dois binómios homem/cão, seis viaturas dos Bombeiros de Seia, (quatro ambulâncias, um carro de desencarceramento e um carro de comando), e uma equipa médica. Poder-se-á perguntar o porquê de não se deslocarem para o local o carro do INEM, o que é explicado pelo tempo que o carro demoraria a chegar ao local (INEM mais próximos são em Castelo Branco e Coimbra, salvo erro).

Como conclusão final, fica a necessidade de formação nesta área, porque como já foi referido, quer a nível de Escolas de Enfermagem, quer a nível de outras áreas não se investe neste campo, que é de extrema importância.

7
Saúde Infantil e Pediátrica / E assim vamos nós...
« em: Fevereiro 13, 2005, 21:12:05 »
No mundo:
    Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem tecto;
     1 bilhão de analfabetos;
     1,1 bilhão de pessoas vivem na pobreza, destas, 630 milhões são extremamente pobres, com renda per capta anual bem menor que 275 dólares;
     1,5 bilhão de pessoas sem água potável;
     1 bilhão de pessoas passando fome;
     150 milhões de crianças subnutridas com menos de 5 anos (uma para cada três no mundo);
     12,9 milhões de crianças morrem a cada ano antes dos seus 5 anos de vida;

A FOME
 Causas naturais
    Clima;
     Seca;
     Inundações;
     Terremotos;
     As pragas de insectos e as enfermidades das plantas.

Causas humanas
    Instabilidade política;
     Ineficácia e má administração dos recursos naturais;
     A guerra;
     Os conflitos civis;
     O difícil acesso aos meios de produção pelos trabalhadores rurais, pelos sem-terras ou pela população em geral;
     As invasões;
     Deficiente planificação agrícola;
     A injusta e antidemocrática estrutura fundiária, marcada pela concentração da propriedade das terras nas mãos de poucos;
     O contraste na concentração da renda e da terra num mundo subdesenvolvido;
     A destruição deliberada das colheitas;
     A influência das transnacionais de alimentos na produção agrícola e nos hábitos alimentares das populações de Terceiro Mundo;
     A utilização da "diplomacia dos alimentos" como arma nas relações entre os países;
     A relação entre a dívida externa do Terceiro Mundo e a deteriorização cada vez mais elevada do seu nível alimentar;
     A relação entre cultura e alimentação.

Causas da fome crônica e desnutrição
    Pobreza;
     Distribuição ineficiente dos alimentos;
     Reforma agrária precária;
     Crescimento desproporcional da população em relação à capacidade de sustentação.

 Fome infantil
    Cerca de 5 a 20 milhões de pessoas falecem por ano por causa da fome e muitas delas são crianças.


PS: Já em vários posts foi referido o estado lastimoso em que o nosso Mundo está... Já foram postadas diversas imagens, já muito se falou disto, mas disperso por alguns posts. Desta forma, temos aqui um tópico destinado a debater esta temática...

Poderão perguntar a razão de o colocar aqui... Não tenho resposta, não o sei dizer porquê... Mas vejam as imagens e perceberão a minha razão...  :cry:

8
Numa época em que fala de eleições, de propostas, de contra-propostas...

Numa altura em que se debatem... os debates televisivos, numa altura onde são divulgadas as medidas a tomar num possível mandato, deixo uma notícia, e uma questão.

PS trava materno-infantil no "S. João" (in JN onLine, 05-02-2005)

A construção do Centro Materno-Infantil do Norte junto ao Hospital de S. João não avançará, caso o PS vença as eleições legislativas do próximo dia 20. Os socialistas garantem que "toda a situação" da saúde materno-infantil do Porto e do Norte "será reequacionada" e que a localização do referido equipamento será discutida com os profissionais e a comunidade.

"Parece-nos que não está tecnicamente consubstanciada a construção do centro num anexo do Hospital de S. João", referiu Manuel Pizarro, candidato a deputado pelo círculo do Porto e membro da comitiva socialista que ontem visitou a Maternidade Júlio Dinis.

Manuel Pizarrro, médico, sublinhou que há muitas questões por resolver no modelo defendido pelo Governo cessante e assinalou que o Hospital de S. João "já não suporta" um equipamento daquela dimensão.

Uma das mais fortes hipóteses defendidas pelo PS pressupõe a optimização dos serviços neonatais no Hospital de S. João e pela construção do centro noutra zona. Até porque, conforme explicou Manuel Pizarro, o Porto necessitará de duas unidades. As normas definem que nenhuma maternidade deve ter menos de 1500 partos, mas que também não deve ter mais de cinco mil. Como no ano passado, somando dados dos hospitais de S. João e de Santo António e da Maternidade, registaram- se 6600 partos, verifica-se que um único centro materno-infantil não é suficiente.

Manuel Pizarro lembrou, ainda, que um equipamento deste género não se limita aos partos. Existem outras áreas que necessitam de valências condignas e o espaço físico existente no perímetro do "S. João" é diminuto. Por outro lado, acrescentou, o projecto de construção do centro (o Governo cessante garantiu que a obra arrancaria este ano e estaria pronta em 2008) não acautela um plano de acessibilidades ao equipamento.



Aproveito esta notícia para deixar uma questão: por que passará a reequação da situação, como nos garante o PS? E já agora outra questão: será que os restantes partidos têm uma opinião sobre este assunto?

Para finalizar, gostaria de dizer que partilho a opinião do Sr. Manuel Pizarro.

9
"Tenho aqui... o meu melhor amigo"

Porque esta é uma realidade do nosso país, deixo-vos alguns excertos de uma notícia, publicada no Jornal de Notícias (30/01/2005).

"Aqui estamos protegidos", começa Paulo, um rosto entre os milhares de jovens institucionalizados no nosso país. Só não faz parte da estatística dos 15 mil menores, porque em muito ultrapassou a idade em que o Estado tem obrigação de o defender.

E como é que as crianças chegam aos lares?
"o internamento é sempre a última alternativa", assegura um responsável. Normalmente, tudo começa numa denúncia, que pode chegar através de um familiar, de um vizinho, do hospital. "Cada vez mais há uma maior sensibilidade para este tipo de problemática. A sociedade está mais alerta", corrobora.

Como sobrevivem as instituições?
Uma casa particular, mas com o Estado como parceiro. "A Segurança Social é a entidade que assegura, na sua maior parte, a economia destas instituições privadas de solidariedade social (IPSS), pagando um determinado montante por cabeça, até à idade limite de 18 anos, com excepções que podem ir até aos 21. O resto é responsabilidade das instituições que se "arranjam" através de empresas e outros donativos", explica Fausto Ferreira.

Meninos angustiados
Nem tão pouco Ricardo (nome fictício), 13 anos, que, um ano antes dos 12 - idade limite de acolhimento da Asas, em Santo Tirso - "fez uma depressão", revela a assistente social Maria do Céu. Aliás, conta, "demorou-se a perceber tanta tristeza".

O tempo foi falando por si. "Qualquer criança quer a segurança de ter alguém, uma família para sempre. Eles sentem que isto é uma alternativa e vivem sempre em angústia", explica a técnica. Imagine-se o que significará uma transferência para outro lar - que os acolha até à maioridade - depois de já estarem integrados e de se relacionarem com os outros meninos e técnicos como se de família se tratasse. Para Fausto Ferreira, "é terrível e inconcebível"; para uma das dirigentes da Asas, Gilda Torrão, "nem passa pela cabeça mandá-los embora".

Já Ricardo não fala muito no assunto e muito menos de ter chegado, com mais três irmãos, de uma família com violência à mistura. "Gosto disto, tenho aqui os meus irmãos e o meu melhor amigo". A cara ruboriza-se e lá confessa que na escola há uma namorada. "Não posso dizer o nome dela", impõe-se.

A equipa que revê a sua situação, periodicamente, chegou à conclusão que não há condições para um regresso à família e o tribunal deu autorização para se abrir um processo de adopção. "Acontece que é muito difícil adoptarem-se quatro miúdos de uma vez", diz Maria do Céu. O projecto de vida do Ricardo e seus irmãos passará, muito provavelmente, pela institucionalização até à maioridade.

São aos milhares nas instituições, talhando o seu presente e o que há-de vir...

Números
22 mil menores eram acompanhados, em 2003, pelas comissões de protecção de crianças e jovens em risco
15 mil menores institucionalizados no ano de 2004.
5294 menores vítimas de negligência. Os restantes milhares evidenciam abandono escolar, maus tratos físicos e psicológicos, abandono, abuso sexual, crimes, consumo de drogas, mendicidade, trabalho infantil...

10
Saúde Infantil e Pediátrica / A morte na Criança
« em: Janeiro 22, 2005, 18:43:02 »
AZEREDO et al (2004) efectuaram um estudo qualitativo, através de entrevista, junto das famílias de crianças internadas no Instituto de Oncologia do Porto. Visavam o estudo do impacto que o diagnóstico de uma doença oncológica teve na respectiva família e de que forma esta conseguiu lidar com este problema.

As conclusões do estudo, demonstram a realidade vivenciada, direi quase diariamente, pelos diversos profissionais do serviço de Pediatria da dita instituição. Irei transcrever neste post algumas das citações contidas no estudo.

A comunicação do diagnóstico aos Pais
...Foi um grande choque !
...Nem é bom lembrar!
...Se me espetassem o coração, não sairia uma gota de sangue!
...Perguntei logo ao Sr. Dr. o que era necessário para a minha filha recuperar a saúde......
....disse-me que eu estava maluca, que estava feita com eles (médicos)....
.... a primeira reacção do meu marido foi perguntar-me porque aconteceu isto com o nosso filho!....


Comunicação do diagnóstico à criança
...disse-lhe que tinha uma doença no sangue semelhante à anemia......
...disse-lhe que tinha o sangue fraco...
....disse-lhe que tinha uma ferida no cérebro que o IPO estava a cicatrizar...
....Senti-me perdida, sem saber como dizer à minha filha o que ela tinha, sem a fazer sofrer....


Comunicação do diagnóstico aos irmãos
...o meu filho que nunca foi crente refugiou-se em Deus para atenuar a sua angústia...

A Família face à criança doente
...O meu outro filho quer ficar doente para ficar comigo e com o irmão ....
....sempre fomos todos muito chegados....ele é o bebé da família.....
...a minha filha não quer ver o pai... disse mesmo à Srª Enfermeira para não o deixar entrar... diz que o pai a trata como um bebé ...


A família e a sociedade
......quando a minha filha pôde regressar à escola eu fui preparar os seus amigos, dizendo-lhes que a doença não era contagiosa.......
.....Olham-no com pena, como se não fosse uma coisa normal.....como se não conhecessem a doença......
.......Os vizinhos, por vezes, são cruéis.......quando viram o meu marido a trazer a roupa da minha filha, disseram que ele já trazia a última roupa......


A família e o internamento
....estou esperançada pois os médicos dizem que o tratamento da minha filha tem dado resultado.......
......às vezes no hospital só vemos as crianças que “ caem” pois as que melhoram não voltam mais.....


Bibliografia:
AZEREDO et al - A Família da Criança Oncológica - Testemunhos. Acta Médica Portuguesa, 2004. 17: 375-380

O cuidar é mais abrangente que o curar... Poderemos sempre CUIDAR de uma criança possuidora de um mau prognóstico, diminuindo o seu sofrimento.

Aceitamos a morte de um idoso, como a morte de alguém cujo destino biológico ditava esse mesmo fim... Custa-nos aceitar a morte de uma criança que, ainda sem saber o que é a vida, conhece a morte...

PS: o trabalho citado encontra-se disponível para download na página da ordem dos médicos.

11
Dicas de informática e internet / Motor de Busca...
« em: Janeiro 02, 2005, 15:54:08 »
"As cabecinhas pensadoras do Google não param. Este sítio, ainda em fase beta, promete ajudar as nossas buscas (...) de forma inteligente. Imaginemos que procura por determinado assunto. O Google "adivinha" o que queremos e sugere termos de busca para nos ajudar a encontrar o que procuramos" (Bits & Bytes, 24-12-2004)

http://www.google.com/webhp?complete=1&hl=en

12
Cuidados Gerais / Os Valores Humanos e a Enfermagem: Morte&Sofrimento
« em: Janeiro 02, 2005, 14:41:06 »
“Artigo 81.º
Dos valores humanos
O enfermeiro, no seu exercício, observa os valores humanos pelos quais se regem o indivíduo e os grupos em que este se integra e assume o dever de:
(...)
e) Abster-se de juízos de valor sobre o comportamento da pessoa assistida e não lhe impor os seus próprios critérios e valores no âmbito da consciência e da filosofia de vida;
(...)”

(Código Deontológico de Enfermagem, Artigo 81)

Estava a estudar Ética, e achei este ponto pertinente, e alvo de possível reflexão...

Sendo a Enfermagem uma disciplina de cuidado ao individuo na sua globalidade e individualidade, depreende-se que os cuidados englobem a família do mesmo, ou quem lhe é próximo, ou de igual forma, quem por ele está responsável. Assim, depreende-se também que o Enfermeiro deveria abster-se de “juízos de valor sobre o comportamento” desses indivíduos. Esta foi a dedução que eu fiz...

Pergunto-me: se esta dedução está correcta, este principio cumpre-se? Não será, infelizmente, normal, ouvirmos entre Enfermeiros falar-se da filha do Sr. António, ou dos pais do Joãozinho? Ou então colocar em causa as atitudes da sobrinha da Dona Maria?

13
Cuidados Gerais / Triagem de Manchester
« em: Dezembro 30, 2004, 14:13:26 »
A discussão surgida em “Enfermeiros especialistas, Bolonha e os Srs Doutores....”, levantou um questão interessante: a triagem dos doentes de um serviço de urgência de acordo com o protocolo de Manchester.

“É a designada triagem de Manchester, concebida e implementada naquela localidade inglesa em 1997.”

“O sistema de triagem de Manchester, já em vigor em vários Hospitais do País, está acreditado pelo Ministério da Saúde, Ordem dos Médicos e ordem dos Enfermeiros. Este sistema utiliza um protocolo clínico que permite classificar a gravidade da situação de cada doente que recorre ao Serviço de Urgência.”

“O método consiste na identificação da queixa inicial e mediante a colocação de questões sucessivas (designadas como discriminadores), um profissional de saúde vai colocar o doente numa escala e assim fica determinada a prioridade clínica, a que se atribui uma cor específica.

Cada utente é classificado numa das cinco categorias designadas por cores. Para cada cor existe um tempo máximo de espera previamente definido: vermelho zero minutos, laranja 10 minutos, amarelo 60 minutos, verde 120 minutos e azul 240 minutos. Os “vermelhos”, “laranjas” e “amarelos” ficam logo no lado de dentro do serviço de urgências e os outros voltam para a sala de espera.”


“A decisão de prioridades vai ser tomada com base científica, acabando com o critério subjectivo e pouco fundamentado, alicerçado por exemplo na forma de transporte do doente: em maca, a pé, ou de cadeira de rodas. Mesmo no caso dos doentes que venham de ambulância é feita essa avaliação prévia, podendo ser assistidos imediatamente se os casos se justificarem.

A triagem é feita por um enfermeiro logo à entrada das urgências e rapidamente estabelece um tempo-alvo recomendado até à observação de cada utente, não estabelecendo um diagnóstico definitivo sobre o seu estado de saúde, o que competirá ao médico de serviço.”

De acordo com MARQUES, et al., num estudo efectuado no SU do HSJ – Porto, pode-se concluir que grande parte dos utentes (94.9%) conhece este protocolo, assim como o seu modo de funcionamento, emitindo opinião sobre o mesmo. Através do mesmo estudo, constata-se que uma quantia significativa de pessoas recorreram ao SU sem necessidade.

Fontes:
http://oeste.info/noticias/noticia.asp?nid=4618

http://www.hospitaissa.min-saude.pt/Sit ... anchester/

MARQUES, C.; et al. - Avaliação da satisfação dos utentes num Serviço de Urgências com o Protocolo de Manchester, disponível em http://intro.med.up.pt/2003_2004/t21_1/ ... tifico.htm

14
Saúde Infantil e Pediátrica / O começo...
« em: Dezembro 24, 2004, 16:40:48 »
A gravidez, como o começo...
...como o futuro de uma sociedade...

No momento da união do espermatozóide ao óvulo, começa o gerar de um novo ser... De um ser que poderá ser o nosso futuro Presidente da República, um novo Nobel da Paz, um Ditador, um terrorista, ou apenas mais um entre os restantes...

Todas as crianças de hoje, que espera-se, sejam o futuro de amanhã, já o foram assim... Assim como nós o fomos... A gravidez como começo de tudo...

15
“Não tenho sonhos sobre o meu futuro. Trabalhei sempre com tijolos e continuarei a trabalhar. Nunca me bateram, mas aos meus irmão mais novos sim. Quando era suposto eles estarem a trabalhar, eles fugiram da fábrica de tijolos para brincarem. O capataz ficou furioso com os meus pais, que depois bateram nos meus irmãos. Depois, puderam ir dormir: Quando os vi serem espancados, fiquei triste. Nunca se deve bater nas crianças”
Qurban, 13, Paquistão


“Se uma crianças é travessa, ainda será pior se os pais lhe baterem. Isso não funciona. A criança fará novamente a mesma coisa, depois os pais ficarão zangados e baterão com mais força. A minha madastra bateu-me com uma cana e não parou enquanto não viu sangue na minha cabeça. Quando ela bateu no meu braço, ele inchou e eu fugi para viver nas ruas. Eu nunca a esqueci. Pessoas como ela devem ser castigadas. O meu castigo para ela foi sujar todas as paredes de casa. O meu pai está na prisão. Ele costumava explicar-me as coisas quando eu costumava ser desobediente.”
Bruno da Silva Paixao, 13, Brasil


“A minha mãe batia-me sempre com uma cana ou uma mangueira. Por causa disso eu e o meu irmão fugimos de casa. Eu penso que os pais têm o direito de bater nos filhos por vezes, mas nunca sem razão. Tal como a minha mãe, quando me batia porque eu me atrasava para a escola. Não têm direito! Quando uma pessoa bate numa criança sem razão, esta fica furiosa, e quer fugir de casa”
Tomas Bugenio Rodrigues, 11, Brasil


"É errado bater numa criança. Os meus pais nunca me bateram. Se uma criança parte um copo, não se lhe deve bater, mas cuidar da mão da criança, e mostrar como se trata o ferimento da mão. Os pais devem primeiro pensar e ensinar a criança. Eles sabem como é levar porrada. Eles também foram crianças! O modo como os pais educam os filhos afecta o modo como eles crescem e o seu futuro. A televisão mostra muita violência contra as crianças. Eles deviam ensinar os pais a ensinar os filhos, em vez de lhes baterem.”
Matheus Guedes de Paula, 13, Brasil


“Eu penso que é terrível bater numa criança. Por vezes a minha mãe bate-me. Eu sempre disse que não pensava que aquilo fosse bom: depois ela pedia-me para a perdoar. Os meus pais tentaram perceber que não se deve bater. Muitos pais batem nos filhos quando estão stressados. Acredito que qua as crianças que sofrem estes maus-tratos tornam-se agressivas. Familiares que agridam as crianças devem receber tratamento psiquiátrico. A prisão não ajuda. Eu penso que um bom pai deve dar um beijo de boa noite, um abraço antes de ires para a escola, e ajudar antes dos testes. Isso é dar Amor!”
Denise Zamprogno de Sousa, 13, Brasil


“O meu pai costumava-me bater muitas vezes com uma cana ou com uma mangueira, mas quando me batia eu só queria desobedecer mais. Os pais devem tentar falar com os filhos, antes de os maltratarem. Eles são os únicos que os devem ensinar a distinguir o bem do mal. Eles supostamente deveriam ser os seus conselheiros. Tenho 15 anos, e quero ter um namorado. O meu pai não percebe isso. Um dia cheguei a casa atrasada e ele bateu-me, com força, com uma mangueira. O meu corpo todo inchou. Fugi durante várias vezes. Os pais nunca devem perder a paciência com os filhos. Devem tentar compreendê-los. Pais que maltratem os seus filhos devem ser punidos de acordo com a lei.”
Marilia de Silvia Paixao, 15, Brazil

PS: Peço desculpa pela extensão do post, mas tentei seleccionar as mensagens mais significativas, mas foi-me difícil...
Nesta época natalícia, em que as crianças "fazem a festa", convém não nos esquecermos que por esse mundo fora, nem todos terão Natal.

In: www.childrensworld.org

Páginas: [1] 2