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Tópicos - LuisMatos&JoanaOliveira

Páginas: [1]
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Trabalhar fora de Portugal / Trabalhar no RUnido
« em: Abril 24, 2013, 08:59:21 »
Boa tarde colegas,

coloco este tópico aqui, para tentar saber informações mais aprofundadas da empresa de recrutamento e saber alguns aspectos da entrevista.
A empresa intitula-se de SYNERGY GROUP, é do RU e uma semana atrás enviaram-me informações sobre as entrevistas que vão fazer no Porto dia 29 de Maio.
Encontro.me com CIT IIndeterminado numa USF e a proposta deles será um contrato definitivo, com um salario razoavel, com progressao na carreira, formação etc. Gostava de saber, caso passe e antes de tomar uma decisão errada, se alguem sabe esclarecer se:
- é credivel a empresa? ou é mais uma a tentar enganar?

Relativamente a entrevista, já fiz 2 entrevistas com pequenos testes, por telefone e passei. Alguém me consegue esclarecer se realmente errarmos numa pergunta de cálculo não se passa?É o que tem escrito to formulário.
Se tiverem outro tipo de informação que achem que possa ser útil AGRADECIA.
Obrigado


www.synergygroup.co.uk
Nome da consultadora:  Soraia.Mendes@synergygroup.co.uk

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Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Caso prático
« em: Abril 12, 2013, 19:36:29 »
Boa tarde caros colegas,

hoje coloco aqui um caso clinico que acho que pode ser mt interessante para todos os profissionais de saude.
Anamnese:
- Insuficiencia Renal com hemodialise;
- HTA;
- Diabetes tipo I longa data;
- Patologia cardiaca (utente desconhece o nome);
- Sexo mascculino;
- autonomo nas AVDs

Anamnese da ferida:
- Aparecimento súbito de pequena mancha vermelha na regiao do calcâneo;
- Sem traumatismo prévio
- Sem infeção

Meios complementares de diag:
- IPTB = 0,5
- Dopller vascular - sons monofásicos e diminuidos

Conclusão:
1 - Ulcera por pressão? Segundo a EPUAP "International NPUAP-EPUAP Pressure Ulcer Definition
A pressure ulcer is localized injury to the skin and/or underlying tissue usually
over a bony prominence, as a result of pressure, or pressure in combination with
shear. A number of contributing or confounding factors are also associated with
pressure ulcers; the significance of these factors is yet to be elucidated."


2- Ferida traumatica?Já descartamos essa hipotese.

3 - Ulcera arterial? IPTB =0,5, sons arteriais monofásicos....

Se calhar escapou.me alguma coisa.... hummmmmmmmmmmmmmm
É claro que pode ser 1 ou 3, mas sem realizarmos um MCDT médico básico, não iremos ter a certeza - Rx.
Conclusão: Rx= esporão no calcâneo. E agora, que tipo de ferida é? Posso estar errado, mas classifico-a como úlcera por pressão, dado que existe uma proeminência óssea que através do peso , provoca uma pressão e interrupção do aporte sanguineo. Mas não tenho a certeza se será.
Qual a vossa opiniao?
Este foi um caso para aprender e partilhar.
Atentamente

Bom fim de semana

3
Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Terapia compressiva
« em: Dezembro 10, 2012, 18:39:33 »
Boa tarde caros colegas,

fiz uma pesquisa sobre a tematica no forum de enfermagem e verifiquei que existem profissionais, que procuram informação fidedigna neste âmbito. Fica qui então alguns documentos, para mim, cruciais para perceber sobre terapia compressiva.
PAra inicio, recomendo lerem estes 1ºs documentos, visto terem sido elaborados por profissionais altamente reconhecidos, tais como: Hugo Partsch,Christine Moffatt,Javier Soldevilla Ágred, Giovanni Mosti,,Marco Romanelli ; e terem elaborado "position documents, para permitirem que possamos falar a mesma "lingua":

1º - Understanding compression therapy, 2003, position documents

2º - PRINCIPLES OF BEST PRACTICE, Compression in venous leg ulcers: A consensus document" A World Union of Wound Healing Societies’ Initiative

3º Compression Therapy: A position document on compression bandaging" BEST PRACTICE
FOR THE MANAGEMENT OF LYMPHOEDEMA - 2ND EDITION INTERNATIONAL LYMPHOEDEMA FRAMEWORK

4 - COMPRESSION - CONSENSUS DOCUMENT based on SCIENTIFIC EVIDENCE AND CLINICAL EXPERIENCES - Claudio Allegra, Hans Bernbach, Werner Blättler, Vladimir Blazek,
Albert Claude Benhamou, Jean Patrick Benigni, Monika Gniadecka, Horst Gerlach,
Sergio Mancini, Michel Perrin, Hugo Partsch 2009
 
5 º Evidence based compression therapy -  H. Partsch - Society for Vascular Medicine - 2003

Além destes documentos internacionais, deixo também 2 nacionais, que despertaram-me muito interesse e felicito quem teve a coragem e força de vontade de os colocar em papel.

1- A R T I G O D E I N V E S T I G A Ç Ã O - Conhecimentos e práticas de Terapia Compressiva de enfermeiros de cuidados de saúde primários - Paulo Jorge de Jesus Martinho*
Pedro João Soares Gaspar -Revista de Enfermagem Referência-  III Série - n.° 6 - Mar. 2012

2 - Revisão da Literatura: Úlcera Venosa: Promoção da adesão ao uso de meia elástica
na prevenção de recidiva - UNIVERSIDADE DO MINHO - ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM
Ano lectivo 2010/2011

3- Úlceras de Perna – Tratamento baseado na evidência - Autores: Kátia Augusta X. Furtado (Enfermeira). Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil de Lisboa (Serviço de
Hematologia) Ano: 2003

Para mim, são as grandes biblias da terapia compressiva.
Espero que tenha ajudado alguém :) Boa leitura

4
Boa tarde caros colegas,

por intermedio da Smith & Nephew recebi esta informação, a qual partilho com vocês:

Smith & Nephew e a Wounds International
 
Temos o prazer de anunciar que a Smith & Nephew e a Wounds International vão realizar um WebCast mundial no dia 13 de Dezembro 2012 às 08h30m 11h30m e 17h00m, intitulado: “TIME to revisit Wound Bed Preparation” (“TIME – Revisão da Preparação do Leito da Ferida”).

 
Registe-se agora no Webcast mundial:
 
TIME to revisit Wound Bed Preparation
 
Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2012
 
A tabela TIME (Tecido, Infecção/Inflamação, Meio em equilíbrio, margens Epiderme (não avançam ou com os bordos elevados)) foi desenvolvido há 10 anos por um grupo internacional de especialistas para proporcionarem uma abordagem estruturada à Preparação do Leito da Ferida (Wound Bed Preparation) (1).
 
 A Preparação do Leito da Ferida tornou-se num conceito bem estabelecido e a tabela TIME foi desenvolvida como uma ferramenta prática para identificar e remover as barreiras à cicatrização nas feridas crónicas (2).
 
Este webcast focaliza-se numa revisão recente do TIME – dez anos depois, que foi conduzida por especialistas internacionais, muitos dos quais estiveram envolvidos no desenvolvimento do conceito original. Durante a transmissão on-line, os palestrantes vão voltar a analisar os principio do TIME (3), bem como destacar os desenvolvimentos mais recentes e a relevância do TIME na prática clínica através da apresentação de uma série de estudos de caso.
 
Esta transmissão on-line WebCast : “TIME to revisit Wound Bed Preparation” irá contar com apresentações do Professor David Leaper e Dra. Caroline Dowsett. Durante a transmissão, haverá oportunidade de colocar questões aos oradores durante uma sessão Perguntas&Respostas.
 
Data: Quinta-feira, 13 de Dezembro 2012
 
 
 
 
 
Horário: 08h30m
 
ou
 
Horário: 11h30m
 
ou
 
Horário: 17:00m

 
Registe-se gratuitamente, por favor em: www.webcasts.woundsinternational.com

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Boa noite caros colegas,

este é um tema que me debato todos os dias no meu local de trabalho.
Recebo um doente vindo de uma cirurgia vascular (varizes) e TODOS, e mesmo TODOS os doentes vêm com a mesma informação clínica: "sr enfermeiro, o médico só me disse para usar meia elastica até ao dia de remoção de pontos"!!!
Será uma questão economicista para o lado dos médicos? isto é, para posteriores recidivas?!!
Uma questão económica para os utentes? uma vez que a maior parte vÊm com meias dos hospitais e não vem com indicação para manter a terapia!
A etiologia continua a mesma: INSUFICIENCIA VENOSA CRÓNICA, e "penso eu" que crónico significa para o resto da vida!
Sempre que recebo um utente com este problema, aconselho para usar PARA O RESTO DA VIDA!
Independentemente da cirurgia vascular, seja ela escleroterapia, striping ou outro tipo , não CURA, apenas adia o problema. E um problema que nos diz respeito a todos nós, uma vez que depois temos utentes com úlceras venosas de muitos e longos anos, a tratar muitas das vezes, diariamente, e somos todos nós que pagamos isso!
Um exemplo para toda a gente: o CS de Famalicão iniciou a terapia compressiva em 2006 (salvo erro), onde tinham utentes com ulceras de varios anos, e com este tipo de terapia neste momento a taxa de incidencia é hiper reduzida em 2012! Sigamos os bons exemplos e tornar-nos-emos um modelo a seguir! Ganham os utentes, ganhamos todos.
Podem dizer: "mas nós não temos formação." Muito bem, passo a publicidade a APTF tem cursos sobre terapia compressiva; "e material não temos no nosso serviço?" também não tenho, mas estou apenas há´1 ano no centro de saude e já fiz um "mini" estudo com poster publicado, com a importancia do uso da MEIA ELASTICA, visto nao ter ligaduras de compressão, de foorma a justificar ao ACES que a implementação de ligaduras de compressão/consulta de ulcera de perna, trará enormes ganhos económicos e sobretudo em SAÚDE!!
Sou enfermeiro porque amo a minha profissão, e faço tudo em prol dos doentes!!

Partilhem a vossa experiencia sff.Obrigado

6
Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Infeção em feridas
« em: Novembro 26, 2012, 23:17:06 »
Boa noite caros colegas,

Que tema tão complexo e de elevada subjetividade!
Quem é que nunca se deparou com uma ferida e disse logo "é uma ferida infectada"! Como é que vocês normalmente avaliam se tem infeção ou não?Apenas pela supuração?exsudado?Cor?ou mais algumas caracteristicas que nos permitem levar a um "observação/diagnóstivo" mais profundo.
E se for friavel? sabiam que pode ser um sinal de infeçao? normalmente, este sinal não é valorizado pela maior parte dos profissionais, mas devia ser levado mt em conta.
Por outro lado, dada a subjetividade do fenomeno, uns dizem que " claramente infectada", enquanto o colega do lado, " de maneira nenhuma, não tem caracteristicas claras de infeção". Em que ficamos?
Sugiro, baseado nas normas internacionais, os acrónimo, "NERDS"e "STONES" (em anexo) , mas os últimos não se referem aos Rolling :) , são uma excelente ferramenta de apoio na avaliação se realmente a infeção está presente ou não. Se é uma matéria altamente subjetiva, então porque não se uniformiza as avaliações, baseada em dados cientificos e validados internacionalmente, visto que a nivel nacional, pouco ou nada se faz, no âmbito cientifico.
Deixo também um manual de assepsia de 1894 realizado por Dr JOÃO MACHADO D'(ARAÚJO. Sim, de 1894, à mais de um século atrás. E é interessante algumas frases proferidas relativamente ao penso ideal tais como:
"Poder absorvente. — «As substancias não devem absorver os líquidos em quantidade maxima de maneira a saturar-se, mas.pouco a pouco, deixando-as evaporar á medida que são absorvidas, prestando-se assim a nova absorpção. Devemos attender também à rapidez do poder de imbibição"

Um bom penso, deve, como dissemos, exercer uma acção antiseptica, porque os productos de secreção das feridas constituem meios de cultura infinitamente favoráveis.

Demais, o penso antiseptico secco é inofensivo para o organismo ; ao passo que os antisepticos em solução diluída não exercem acção bactericida e em solução concentrada, se exercem acção germicida, podem dar logar a intoxicações geraes graves, perturbações locaes, como irritação da pelle, eczemas

FIca uma reflexão :)

7
Boa tarde Colegas,

a Systagenix lançou um novo produto para avaliar a "EPA -elevated level of protease activity" em non hard healing wounds. À primeira vista parece um instrumento de avaliação interessante e como todos os recentes produtos, são extremamente dispendiosos. Que in formações  é que este produto nos vai facultar:

- Ao utilizarmos em feridas "hard-to-heal", vai-nos APENAS dizer que é uma ferida que tem alta produção de proteases, que leva ao atraso na cicatrização da ferida, provocando eczema, maceração (excesso de exsudado), promoção da infeção. Alguma novidade relativamente a esse tipo de feridas? Na minha opinião não.

Não me parece que vá ser uma aposta ganha, visto a utilização deste produto ser dispendiosa e ao obter um resultado positivo , impingir a utilização do Promogran ou Promogran Prisma ( matriz moduladora da protease) curiosamente da mesma marca, como também muito dispendioso. Tenho muita prática relativamente ao Promogran, e considero um apósito excelente, quando bem aplicado (como todos os apósitos - está subentendido).

Sabiam que "it was found that stress had a possible role in a modulation of the matrix metalloproteinases; diabetes mellitus, obesity, malnutrition, old age, sepsis, decreased perfusion, malignacy, peripheral arterial diseases,have an impact on healing  Pag 3 EWMA  Hard to health wounds

EPA:
"New evidence shows that EPA is associated with a 90% probability of a wound not healing without appropriate intervention. Twenty-eight percent of non-healing wounds are thought to have EPA; however, a recent study reveals that there are no visual cues to detect it. 'Early detection and treatment is key,' says Dr Rob Snyder, Systagenix Medical Director. 'You can’t tell which wounds have EPA, no matter their aetiology, age or appearance. In the absence of visual cues, EPA would go undetected resulting in the probability of poor or delayed healing"

Conclusão, é óbvio que existem inúmeros factores que impedem a cicatrização das feridas, mas no ponto de vista do produto apresentado, não me parece que vá acrescentar muita coisa, à àrea de tratamento de feridas.
PS : estou à espera de discórdia :)

8
Ola Colegas,

que tema tão complexo e com um impacto tão penoso da vida dos diabéticos. Deve ser das feridas mais complexas, mais morosas, mais dispendiosas e mais desgastantes (provavelmente serão as ulceras malignas, mas como não tenho muita/quase nenhuma prática evidencio aquilo que é a minha pratica diária).
E para o utente? o impacto que tem na vida daquele?social, economico, profissional, temporal, psicologico, cultural, e religioso?e o futuro? será que contiará a ser uma ulcera diabetica apenas?
- Sabiam que em cada 30 seg uma pessoa perde uma perna?Que corresponde a 1 milhão de pessoas/ano? "Bakker F, Foster AVM, Riley P, 2005"
- Sabiam que a principal causa de amputação de perna é a úlcera diabética?"Bakker F, Foster AVM, Riley P, 2005"
- Regra dos 50: (Clinical Care ofthe Diabetic Foot 2005)

          - 50% das amputações - transfemoral/trantibial
          - 50% dos diabéticos - tempo médio entre a 2a amputação <= 5 anos
          - 50% dos diabéticos - morrem num tempo médiio inferior a 5 anos.

- "A distinção entre pé neuropático e isquémico, permitiu que na decada de 80, se assistisse  a uma redução de percentagem de grandes amputações para valores em torno de 8% nos doentes observados na 1a consulta" (Acta Médica: Avaliação da taxa de amputações: Consulta Multidisciplinar do Pé Diabético; Hospital Santo António; 2002.

Algumas considerações para termos em conta da complexidade e da gravidade desta doença.

9
Boa tarde Colegas,

coloco estes estudos sobre os custos inerentes ao tratamento de feridas. Infelizmente, a nivel nacional, os estudos são diminutos, mas cabe a nós dar a reviravolta.
- Será que questionamos, quanto é que fica cada tratamento realizado? (trabalho num CSaude, e sei que quando terminamos um determinado procedimento aparece tudo discriminado, mas será que temos isso em conta? Será que com a quantidade de doentes que estão na sala de espera, no final temos 1 min para verificar o que foi gasto e quanto?E se poderia ter sido mais economico?)

- Será que utilizamos por automatização/intuição a aplicação de determinados apositos em detrimento de outros mais economicos?
- Será que se utilizarmos um determinado aposito, mais caro e mais vezes inicialmente, não será mais económico no final dos tratamentos? Por ex. será que numa úlcera venosa, em vez de utilizarmos hidrofibras com espumas como penso secundário, não era mais rentável, fazer um estudo sobre um tratamento convencional Vs terapia compressiva e apresentar aos respetivos chefes? Claro está que o tratamento inicial ficaria mais dispendioso, mas reduziasse o numero de tratamentos, o numero de apositos, o tipo de apositos, pomadas/emolientes, corticoides tópicos, antibioticos ... Claro está que isto não é simples de se fazer, mas posso prometer-vos que irei estudar a melhor opção para tentar modificar comportamentos face a este ponto mas sobretudo, apresentar resultados.

Dada a atual conjuntura nacional, a mudança de atitude passa por todos, mas todos, seja a area qual fôr, mas se todos contribuirmos, o impato poderá ser diferente. Alguns podem dizer, não são estas despesas que cavam o buraco do nosso pais, mas sabemos qual a dimensão deste custo perante a despesa nacional de saúde?

Deixo também uns estudos que poderão ser interessante e despertar alguma curiosidade.

10
Boa tarde colegas,

é um tema bastante interessante, que acho que não damos o devido valor nem realizamos a devida avaliação! Será que fazemos a avaliação da dor ? Contra mim falo!  Com uma simples escala podemos avaliar e sermos mais eficazes no tratamento, visto o utente permitir/confiar nas nossas competências!

- Quantas vezes nos deparamos com uma hidrofibra ou alginato, em feridas secas completamente "agarrado" ao leito da ferida?
- Quantas vezes ao removermos o aposito não provoca traumatismo e atrasa o processo de cicatrização?
- Quantas vezes nao reparamos em placas de hidrocoloide a servir como "proteção" em úlceras por pressão de categoria I e fazemos uma remoção da pele?
- Será que todas as feridas têm a mesma intensidade de dor? (pergunta retórica)

EWMA 2002 -
"There was complete agreement that gauze was the product which most often caused pain
at dressing changes (mean rank=1.0), followed by knitted viscose (3.1), film dressings
(3.2), paraffin tulle (3.5) and low adherent dressings (4.8). Foam dressings and
hydrocolloids were ranked equally (mean rank=6.5). Hydrogels (mean rank=9.5),
hydrofibre (9.2), alginates (7.3) and soft silicones (7.2) were assessed as the products
least likely to cause pain at dressing changes
" Pag 5

" Wounds will always be painful to some extent, but we can do much to control the
impact of this pain on our patients. We can improve their ability to cope with the
unpleasantness of necessary dressing procedures by using accurate assessment, good
preparation, adequate analgesia, a high standard of clinical technique and the most
appropriate cleansing and dressing materials. The direct benefit of pain relief on wound
healing rates requires more detailed study, but simply showing respect, empathy and
care to our patients is the essence of good health care, and will facilitate a smooth
procedure for both clinician and patient."
Pag 19

11
Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Biofilme
« em: Maio 26, 2012, 16:33:33 »
Boa tarde colegas,

Biofilme - que palavra tão cara e bela associada ao tratamento de feridas.
- O que sabemos sobre o biofilme?
- Conseguimos observar a olho nu?
- Qual a sua importância na evolução de uma ferida?
- De que forma é que conseguimos controlar a propagação do biofilme?

Respondo apenas a pergunta n2: "The identification of the biofilm bacteria in wounds can be assessed using several molecular methods such as fingerprinting, using 16S rRNA, fluorescence in situ hybridization (FISH), pyrosequencing and quantitative PCR (Q-PCR)51,64." Pag 18.

As restantes ficam para os curiosos que quiserem ver o documento.  :D

12
Boa tarde colegas,

deixo-vos 2 documentos (DIABETIC FOOT DISORDERS e um livro gratuito - A Pratical Manual of Diabetic foot Care), que explicam com clareza e muito aprofundado sobre as patologias do pé diabético, bem como a respetiva fisiopatologia.
Acho os 2 documentos, muito acima da média.
Bom proveito para os mais curiosos.

- http://apwca.com/guidelines/report_diabeticFoot.pdf
- http://www.ebook3000.com/A-Practical-Ma ... 12092.html

BOa leitura.

13
Boa tarde colegas,

partilho com voces um documento publicado muito recentemente,que acho muito interessante e aconselho a ler porque de certeza, vai retirar muitas dúvidas quanto ao uso da prata.

http://www.woundsinternational.com/pdf/ ... _10381.pdf

Cumprimentos,

Filipe MAtos

14
Será que não somos constantemente bombardeados pela industria farmacêutica para nos impingirem para optarmos por aquele produto que faz milagres? Ou será, que estes produtos estão a retirar a nossa capacidade de raciocinar devidamente sobre o que realmente faz a diferença?
Contra mim falo, apenas há 2 anos atras, apos longa investigação internacional, percebi a nossa dependência patologia relativamente aos apositos.
Não acham que estamos obcecadosn pelos apositos, por vezes, extraemamente caros que por vezes, não resultam, pela nossa falta de conhecimentos, de uma boa anamnese?

Quando é que vamos começar a olhar para um doente com ferida e não, apenas, para a ferida?

Para que é que estudamos a fisiologia, anatomia e fisiopatologia?onde é que estão os nossos conhecimentos?Tenho a certeza, que com bons conhecimentos devidamente fundamentados, conseguimos fazer a diferença, e demostrar que realmente percebemos não só de ferida, mas de tudo subjacente a ela, O DOENTE.
Que fique bem claro, não sou contra a industria farmaceutica, tem um grande valor nesta area, apenas acho que se percebermos o que está realmente por detras do aparecimento daquela ferida, podemos evitar custos do utente/nós ao estado, bem como, obter uma eficiencia muita mais célere.
Vamos aplica-los.

Cumprimentos

Filipe MAtos

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Caros colegas,

permitam partilhar com voces este fantastico estudo realizado em 2008, por uma pessoa que tive um enorme prazer de conhecer e trabalhar, por pouco tempo, em Londres no Hospital Mile End.
O que verifiquei foi que o trabalho deles passa principalmente por uma componente gigantesca de prevenção, algo que infelizmente nós, não estamos habituados.
Contudo, já li este artigo e recomendo, para mais não seja, terem conhecimento de pequenos passos que podem fazer uma diferença gigantesca na prevenção complicações da insuficiencia
 venosa cronica.

http://www.wounds-uk.com/pdf/content_9222.pdf

Cumprimentos

Filipe MAtos

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