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Mensagens - AndréVinhovsky

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Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Cursos PROVOBIS
« em: Setembro 23, 2006, 22:04:31 »
Olá a todos.

Bem, até estava interessado mas infelizmente só vi este post agora :?

Abraço

2
Ensino e Atividades Académicas / Sou contra as privadas!!
« em: Maio 20, 2005, 12:38:30 »
Antes de mais Olá a todos :!:

Caro colega Miguel. Tal como o AbiliCT, porque somos colegas de turma, frequento a Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa. Infelizmente não entrei nem no SJoão, nem na Ana Guedes nem na Cidade do Porto e por isso optei por ficar perto de casa e frequentar uma privada. Acabei o 12º ano com média de 16 valores...e tu, q média acabaste o teu 12º? Se calhar, se tivesse concorrido àuns 7 anos atrás, provavelmente até tinha entrado...não? Seja como for, tinha média para frequentar uma publica, optei por não o fazer...isso faz de mim nemos capaz? Isso faz com que eu leve um atestado de burro?

Digo-te mais, falas tanto dos médicos...concordo ctg, é preciso ter uma média daquelas para entrar em medicina...agora vai a uma escola de medicina e faz um interrogatório, perguntando onde fizeram o 12º ano ou mesmo o 10º, 11º, 12º. Mts te vão responder, num extrenato...para terem médias para entrar...neste caso, onde os situas? Nos inteligentes ou nos burros?

Tens a tua razão qd dizes que o ensino de enfermagem é um negócio e que as escolas abrem como cogumelos. Nisso, sou da mm opinião. Mas n podes afirmar, cm o fizeste anteriormente, que os estudantes de enfermagem de uma escola privada são menos capazes.

3
Olá Rui.

É de facto uma proposta interessante...já agora, gostaria de saber o ordenado, abraço

4
Cuidados Gerais / Mar Adentro: À Volta da Eutanásia
« em: Março 20, 2005, 20:23:50 »
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Para mim Eutanásia significa a dignidade de um doente, que pouco tem a não ser essa mesma dignidade. O seu direito de escolher... A SUA vida... O valor que este atribui à vida... E não o meu valor, ou o teu, o valor atribuído por qualquer um de nós, seja por ideiais religiosos ou qalquer outro tipo de ideal.

Como podes verificar no meu post, eu n pedi uma definição, pedi que me explicassem o acto em si...pois eu digo-te q é de facto ter em conta a vontade de uma pessoa e por isso terminas com a sua vida, quer queiram quer não, quem aceita participar nesse acto está a matar uma pessoa.

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Quem disse que o doente não quer ser reanimado? De certa forma, irás contra a vontade do doente quando este refere querer pôr termo à sua vida... Mas perante um indivíduo que se encontre nessa situação a que te referes, achas que não se deve reanimar, certo? Mas ele poderá pretender viver, seja em que estado for... De certa forma tu decides a sua morte, mas se ele ta pedisse tu recusarias-la...


Uma coisa é tu pores termo a uma vida, porque eutanásia é isso mesmo, qd te pedem, outra coisa é ajudares a morrer...como eu já disse anteriormente, para mim um Enfermeiro deve preservar a vida mas n leva-la ao extremo e por isso deve tb ajudar a morrer, NUNCA matar...

5
Cuidados Gerais / Mar Adentro: À Volta da Eutanásia
« em: Março 20, 2005, 16:43:50 »
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O que eu queria dizer principalmente no meu post anterior é que não deviamos (no fundo como tambem dizes) perante algumas situações de sofrimento, coma, etc. fechar a porta à eutanásia.
O que queria argumentar era exactemente que a "alternativa" eutanásia quando "aplicável" devia ser sempre bem ponderada e discutida.

Perante isto, pergunto, quem tem autoridade para poder decidir o fim de uma vida? Qd um doente está em coma, cm podes saber q é essa a sua vontade? Não podemos esquecer que, independentemente do estado, as pessoas continuam a ser pessoas, com uma pssado e um presente, onde crenças e valores continuam presentes, mesmo não tendo condições de as manifestar..imaginem uma pessoa que acredita e segue a religião católica...certamente que estaria contra o facto de lhe aplicarem a eutanásia pq iria contra tudo aquilo em que acredita...



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Dizes que és contra o matar (acho que euthanásia não é a mesma coisa) mas tambem és contra "levar a vida ao extremo". Quando é que a vida é levado ao extremo, e o que é que farias para que isso não acontecesse? Pessoas que são em favor de euthanásia não são em favor de matar, mas tem uma percepção diferente do que o que é vida ou dignidade e o que pode significar viver como prisoneiro no próprio corpo..


Cm disse, sou tb contra a distanásia ou seja, levar a vida sempre ao extremo, independentemente das condições que dessa atitude advêm...vou-te dar um exemplo para tentar explicar ao que me refiro...

Imagina um doente numa medicina, já de idade, com complicações respiratórias e cardíacas e q se sabe q à partida a vida deste doente será curta...se ele entra em paragem reanima-se? Penso q não se devia...neste caso n estar a matar ninguem mas ajudar a morrer, não estás a levar a vida ao extremo mas ajudas apenas o doente a suportar o sofrimento e não a arrastar este mm sofrimento...aqui está a grande diferença, penso eu....

Ok, admito pq acho q sou um pouco radical nas minhas afirmações...mas então descrevam-me o que é a eutanásia, não me lembrem as definições lindas e pomposas mas expliquem-me o acto em si, como se procede...

6
Cuidados Gerais / Mar Adentro: À Volta da Eutanásia
« em: Março 19, 2005, 16:50:25 »
É um tema bastante complicado mas pertinente e como já foi referido não deve ser tabu e ser "deixado para depois".

Pouco tenho a dizer a não ser que sou contra a eutanásia....e a distanásia.

Para mim, um enfermeiro deve zelar pela vida e dignidade das pessoas, no entanto deve também fazer com que estas morram com dignidade, ou seja "ajjudar a morrer" e NUNCA matar, pois para mim é mesmo o que a eutanásia é, matar. Penso que eutanásia é um nome mais bonito para não parecer tão mal...

Sou tb contra tentar levar a vida ao extremo só porque a Ciência evoluiu imenso e faz com que estas situações sejam possíveis...no entanto, "milagres" acontecem e neste mm extremo, as pessoas recuperam...como saber avaliar então as situações?

Penso que muitas das perguntas que tenho serão respondidas no meu estágio de integração-UCIP.

7
Cuidados Gerais / Exercicio Ilegal: Papel da Ordem dos Enfermeiros
« em: Março 16, 2005, 21:45:07 »
Penso q o Stephan tem razão...

Não posso falar muito porque afinal ainda n pertenço à ordem mas faz algum sentido a ordem n actuar sobre interesses de todos nós? Afinal, as pessoas que fazem parte da direcção da ordem, também são enfermeiros... :roll:

8
Cuidados Gerais / Venda de medicamentos em supermercados
« em: Março 16, 2005, 18:25:44 »
Penso q, cm em todos os sítios, existem bons e maus profissionais e, consequentemente, bons e maus farmacêuticos. Como já vi a venderem contracepção de emergência sem qualquer tipo de pergunta ou ensino, também já vi o contrário, em que a farmaceutica perguntava em que dia tinha sido a última menstruação, qd tinha acontecido a relação sexual desprotegida, etc...

Existem dois tipos de consumidores, os que têm algum conhecimento sobre medicamentos, como por exemplo, saberem para que serve um Paracetamol e aqueles que não têm conhecimento nenhum.

Neste 2º grupo, torna-se um pouco arriscado em vender medicamentos não sujeitos a receita médica numa superfície comercial...e será que a venda destes medicamentos apenas se realizará com um técnico de farmácia por perto a aconselhar? Não me parece, a não ser que sejam facturados mts medicamentos, caso contrário, não compensa do ponto de vista económico.

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Cuidados Gerais / O Corredor da Dor
« em: Março 16, 2005, 17:59:33 »
Este artigo foi escrito pelo colega António Silva, enfermeiro especialista em Saúde Comunitária, a exercer funções de enfermeiro chefe, na Urgência-Geral do Hospital de S. Bernardo, SA, em Setúbal.

É uma reflexão às condições de trabalho a que é sujeito e o impacto e consequências que delas advêm, tendo como base da reflexão o código deontológico do enfermeiro.

 
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O corredor da dor

Venho por este meio pedir a vossa atenção para aquilo a que denomino o corredor da dor.

Existem sentimentos que só fazem sentido vividos no calor da realidade. Todos os dias, agradeço o facto de poder fazer parte de um grupo muito especial.

Sou enfermeiro. Não pertenço a uma minoria bem paga, não sou um protegido da ira dos descontentes, nem tão pouco sou visto como um conformista.

Tenho de assegurar a protecção da vida dos que sofrem, em toda e qualquer circunstância, mesmo que isso implique o sacrifício da minha segurança ou, até, da integridade da minha saúde. Porque todos têm direito à vida, independentemente da sua raça, credo ou patologia.

E este é o preço que pago para poder sentir aquilo que realmente faz sentido para mim: salvar uma vida; ajudar a suportar o fardo da dor; acalentar a esperança do regresso à saúde, quando isto é importante; animar e encorajar as pessoas e a comunidade para participarem nas decisões e nas acções que promovem a própria saúde; acompanhar os que caminham para a sua morada final, com dignidade, carinho e honra.

Estará muito distante do cidadão a ideia de que o enfermeiro é o “advogado” do doente? Este papel social da arte do cuidar transforma o enfermeiro no paladino dos direitos humanos e no arauto de grandes transformações dos comportamentos e atitudes.

É assim que o enfermeiro se transforma num elemento incómodo para qualquer instituição pautada pela directividade, pela visão obtusa da vida e dos fenómenos e do desafio da descoberta e pelo total desprezo pela humildade em perguntar “como se faz”.

Tais instituições reservam para os seus colaboradores e para a comunidade envolvente uma fonte de doença. É o protótipo da instituição não saudável.

Seguimos com atenção a peça escrita no Jornal Correio da Manhã, no dia 1 de Março, e gostaríamos de acrescentar que o “conflito” entre os médicos e a administração do Hospital de S. Bernardo, SA não é, por si só, a causa primordial da “vergonha” subscrevendo esta adjectivação) criada por esta administração.

Os enfermeiros têm formação especializada em gestão e planeamento em saúde, tendo alguns de nós, mestrados nesta matéria, daí o diagnóstico da situação, orientado para a solução dos problemas identificados, construir um dos anexos do documento entregue àquela administração.

Para maior das vergonhas, a 1 de Março, findo o prazo para a resposta às nossas quatro posições decorrentes do diagnóstico da situação efectuado sobre a Urgência-Geral do H. de S. Bernardo, sem que estas fossem satisfeitas ou até discutidas, os enfermeiros foram, em protesto, para as portas da administreação. Esta limitou-se a informar sobre a encomenda de uma auditoria a uma empresa espanhola. Desta forma, foi ignorado, por completo, o diagnóstico de situação por nós efectuado, bem como as porpostas de solução para os problemas identificados.

Os números apresentados pelas estatísticas respeitantes ao aumento exponencial de utentes e à diminuição drástica do numero de enfermeiros no serviço de Urgência-Geral, não mostram a realidade nua e crua relativa aos doentes cuidados num corredor sem fim, contíguo a dois serviços (Urgências Pediátricas e Urgência-Geral). Neste corredor, circulam pessoas estranhas ao serviço: desde doentes do SADU (Serviço de Atendimento de Doentes Urgentes), a doentes de balcão, para a realização de exames complementares, até a crianças, que se deslocam ao balcão de Ortopedia. Ali passam, também, lixos, roupas, comida, etc. etc. Passam, igualmente os enfermeiros do serviço, com medicação e material para cuidar dos doentes que aí foram “depositados”.

No corredor, prestam-se cuidados de higiene e conforto aos doentes, deixando toda a sua intimidade comprometida pela passagem de transeuntes, que não têm outra forma de aceder aos destinos que necessitam alcançar. Um corredor de serviço, como aquele, destina-se a isto mesmo: permitir às pessoas o acesso aos destinos necessários e não ao internamento de doentes descompensados e em risco de vida.

Neste corredor também se morre! E este facto contribui para aumentar, cada vez mais, a preocupação dos enfermeiros que, apesar de todos os esforços, não conseguem fazer uma vigilância adequada dos doentes que, por estarem menos instáveis que outros, tiveram de ceder a rampa de oxigénio, o monitor cardíaco e também o cuidado do enfermeiro.

Esta realidade é motivo de vergonha!

Sou enfermeiro no Hospital de S. Bernardo, SA, no serviço de Urgência-Geral. Sou obrigado a cumprir o Código Deontológico do Enfermeiro, Decreto-Lei n.º 104/98:

Artigo 78
Princípios Gerais


1. Intervenções de enfermeiro são realizadas com a preocupação da defesa da liberdade e da dignidade da pessoa humana e do enfermeiro.
3. Princípios orientadores da actividade dos enfermeiros:
a.A responsabilidade inerente ao papel assumido perante a sociedade;
b.O respeito pelos direitos humanos na relação com os clientes;
c.A excelência do exercício da profissão, em geral, e não relação com outros profissionais

Artigo 79
Dos deveres deontológicos em geral


a.Cumprir as normas deontológicas e as leias que regem a profissão;
b.Responsabilizar-se pelas decisões que toma e pelos actos que pratica ou delega;
c.Proteger e defender a pessoa humana das práticas que contrariem a lei, a ética ou o bem comum, sobretudo quando carecidas de indispensável competência profissional.

Do dever para a comunidade

O enfermeiro, sendo responsável para com a comunidade na promoção da saúde e na resposta adequada às necessidades em cuidados de enfermagem, assume o dever de:

a.Conhecer as necessidades da população e da comunidade em que está inserido;
b.Participar na orientação da comunidade na busca de soluções para os problemas de saúde detectados;
c.Colaborar com outros profissionais em programas que respondam às necessidades da comunidade;

Dos Valores Humanos

O enfermeiro, no seu exercício, observa os valores humanos pelos quais se regem o indivíduo e os grupos em que este se integra e assume o dever de:

a. Cuidar da pessoa sem qualquer discriminação económica, social, política, étnica, ideológica ou religiosa; (…)
c. Salvaguardar os direitos da pessoa idosa, promovendo a sua independência física, psíquica e social, e o auto cuidado, com o objectivo de melhorar a sua qualidade de vida.

Artigo 82
Dos direitos à vida e à qualidade de vida


O enfermeiro, no respeito pelo direito da pessoa à vida durante todo o ciclo vital, assume o dever de:

a.Atribuir à vida de qualquer pessoa igual valor, pelo que protege e defende a vida humana em todas as circunstâncias;
b.Respeitar a integridade biopsicossocial, cultural e espiritual da pessoa;
c.Participar nos esforços profissionais para valorizar a vida e a qualidade de vida;
d.Recusar a participação em qualquer forma de tortura, tratamento cruel, desumano ou degradante.

Artigo 83
Do direito ao cuidado


O enfermeiro, no respeito pelo direito ao cuidado na saúde ou na doença, assume o dever de:

a.Co-responsabilizar-se pelo atendimento do indivíduo em tempo útil, de forma a não haver atrasos no diagnóstico da doença e do respectivo tratamento; (…)
d. Assegurar a continuidade dos cuidados, registando fielmente as observações e intervenções realizadas;
e. Manter-se no seu posto de trabalho, enquanto não for substituído, quando a sua ausência interferir na continuidade de cuidados.

Artigo 84
Do dever de informação


No respeito pelo direito à autodeterminação, o enfermeiro assume o dever de:

a.Informar o indivíduo e a família, no que respeita aos cuidados de enfermagem;
b.Respeitar, defender e promover o direito da pessoa ao consentimento informado;
c.Atender com responsabilidade e cuidado todo o pedido de informação ou explicação feito pelo indivíduo em matéria de cuidados de enfermagem;
d.Informar sobre os recursos a que a pessoa pode ter acesso, bem como sobre a maneira de os obter.

Artigo 86
Do respeito pela intimidade


Atendendo aos sentimentos de pudor e interioridade inerentes à pessoa, o enfermeiro assume o dever de:

a.Respeitar a intimidade da pessoa e protegê-la de ingerência na sua vida privada e na da sua família;
b.Salvaguardar sempre, no exercício das sua funções e na supervisão das tarefas que delega, a privacidade e a intimidade da pessoa.

Artigo 87
Do respeito pelo doente terminal


O enfermeiro, ao acompanhar o doente nas diferentes etapas da fase terminal, assume o dever de:

a.Defender e promover o direito do doente à escolha do local e das pessoas que deseja que o acompanhem na fase terminal da vida;
b.Respeitar e fazer respeitar as manifestações de perda expressas pelo doente em fase terminal, pela família ou pessoas que lhe sejam próximas;
c.Respeitar e fazer respeitar o corpo após a morte.

Artigo 88
Da excelência do exercício


O enfermeiro procura, em todo o acto profissional, a excelência de exercício, assumindo o dever de:

a.Analisar regularmente o trabalho efectuado e reconhecer eventuais falhas que mereçam mudança de atitude;
b.Procurar adequar as normas de qualidade dos cuidados às necessidades concretas da pessoa; (..)
d.Assegurar, por todos os meios ao seu alcance, as condições de trabalho que permitam exercer a profissão com dignidade e autonomia, comunicando, através das vias competentes, as deficiências que prejudiquem a qualidade dos cuidados;
e.Garantir a qualidade e assegurar a continuidade dos cuidados das actividades que delegar, assumindo a responsabilidade pelos mesmos.

Artigo 89
Da humanização dos cuidados


O enfermeiro, sendo responsável pela humanização dos cuidados de enfermagem, assume o dever de:

a.Dar, quando presta cuidados, atenção à pessoa como uma totalidade única, inserida numa família e numa comunidade;
b.Contribuir para criar o ambiente propício ao desenvolvimento das potencialidades da pessoa.

Artigo 90
Dos deveres para com a profissão


Consciente de que a sua acção se repercute em toda a profissão, o enfermeiro assume o dever de:

a. Manter no desempenho das suas actividades, em todas as circunstâncias, um padrão de conduta pessoal que dignifique a profissão; (…)

É impossível cumprir a lei nas condições que a Urgência-Geral do Hospital de S. Bernardo obriga os seus enfermeiros a trabalhar.

Corremos o sério risco de deixar os doentes do corredor sem a vigilância de que necessitam e a que têm direito e, desta forma, incorrer numa sanção disciplinar por desrespeito ao Código Deontológico acima transcrito.

Os enfermeiros da Urgência-Geral já vêm alertando a instituição onde trabalham, de há mais de três anos a esta parte. Nunca ninguém responsável se dignou a apresentar uma solução que fosse, assumida por quem de direito e que nos “tirasse os doentes daqueles corredor da dor”.

No final do ano transacto e até hoje, amplificámos a informação sobre a nossa preocupação por via sindical, que deu alguns frutos muito sofridos, mas os doentes continuam no corredor da dor. Fizemos tudo conforme vem nos livros, isto é, pelas vias competentes. Ninguém se dignou a resolver este problema.

É por isto que, de uma forma desesperada e em nome dos doentes do “corredor da dor”, venho apresentar esta denúncia e rogar por uma ajuda emergente: por favor, ajudem-nos a cuidar dos nossos doentes do “corredor da dor”.

Sei que, como funcionário publico, não me devo manifestar de forma individual, mas, em nome da honra e dos direitos dos doentes que cuido, é minha obrigação denunciar esta situação.

Prefiro ser julgado por não fazer o jogo das instituições, a ver condenada a minha carreira de 18 anos por ter deixado morrer o meu doente num corredor sem vigilância.


In Revista Ordem dos Enfermeiros, n.º 12, Maio 2004;

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Cuidados Gerais / Exercicio Ilegal: Papel da Ordem dos Enfermeiros
« em: Março 10, 2005, 20:21:00 »
Imprimi a carta e coloquei no CSParedes para todos os enfermeiors lerem...é engraçado porque um dia antes de esta carta ser publicada aqui no forum eu e a minha orientadora falavamos exactamente do mm, até lhe perguntei qt um enf paga de cotas por mês e tinha feito as contas 7.5€ x 12 x 32 000 (aproximadamente, devem ser estes os numeros de enfermeiros) e perguntei-lhe exactamente a mm coisa...para onde vai o €??

Acrescentava uma coisa apenas à carta...a proliferação exponencial das escolas privadas de enfermagem...até onde isto vai parar?????

11
Novidades / Simpósio de Enfermagem no Hospital de Seia
« em: Março 05, 2005, 16:05:13 »
Bom, devo dizer-vos q o Simpósium foi  :wink:  mt porreiro.

E claro, só os bonitos tiveram direito a foto hehe

Na foto,  AbílioCT, [...], FábioVieirovsky,RicardoSantos, Eu

Uma mini reunião dos utilizadfores do forumenfermagem :wink:

12
Novidades / Simpósio de Enfermagem no Hospital de Seia
« em: Fevereiro 21, 2005, 21:06:56 »
O tempo foi passando e o encontro em Seia é já este fds...Quem vai? Eu vou  :D

Volto a falar do chocolate quente mas...eu n conheço nada de lá, alguem quer dar sugestões?Era porreiro, o 1o encontro do Forum..na Neve  :wink:  mt chike :!:

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Cuidados Gerais / Vida Profissional vs Vida Pessoal do Enfermeiro
« em: Fevereiro 21, 2005, 20:21:01 »
Qd se comenta a vida de um Enfermeiro, o 1o aspecto negativo é o trabalho por turnos.

É certo que essa característica da nossa profissão tb traz vantagens, cm a Cruela e outros já referiram..mas será que a balança pesa mais para o lado + do que para o lado -?

Qual é a sensação de ter  q trabalhar numa vêspera de Natal?Deixando a família?E qd se é casado ou se é pai/mãe?

E o facto de as férias n coincidirem com as dos filhos? Ou de se trabalhar no fds qd, supostamente é a altura da semana em q os amigos mais se juntam? :roll:

14
Novidades / Concurso: "Toma lá o panfleto"
« em: Fevereiro 13, 2005, 10:17:56 »
Estou sem Palavras  :D

Agradeço a todos em meu nome e do Abílio. Rotten_Boy, o teu panfleto tb merecia ganhar, está tão bom cm o nosso e a sua qualidade á de grande nível, um abraço a todos  :!:

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Cuidados Gerais / Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« em: Fevereiro 11, 2005, 11:04:31 »
Subscrevo o que foi dito pelo ruienf e o Guytonn.

É importante, devido à satisfação pessoal de cada um, o adquirir novos conhecimentos, não só dentro da área de Enfermagem como também de outras áreas da Saúde ou mm fora dela.

Por isso é importante saber delimitar o campo de acção da profissão de enfermagem e saber onde esta se encaixa com a área de outros profissionais com quem forma uma equipa muldisciplinar, nomeadamente a área Médica, para que não se confundam competências e campos de acção. E penso que, antes dos enfermeiros se preocuparem em adquirir conhecimentos noutras áreas e poderem realiza-las, deviam era primeiramente abranger todas as acções da competência da Enfermagem, para que situações como as que têm acontecido (caso dos auxiliares de acção médica) não venham a acontecer nunca mais para bem de todos nós.

Se o Enfermeiro cumprir com as suas obrigações e competências, já será um OPTIMO Enfermeiro :!:

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