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Meus caros,

Sinto-me "forçado" a comentar este tópico, sendo que tenho em crer que esta minha resposta poderá fugir um pouco às anteriores opiniões.

Começo por afirmar que a visão que os outros têm de nós é por nós criada. Assim, a opinião da população em geral sobre o papel da Enfermagem é fruto do que os Enfermeiros transparecem e transmitem. A credibilidade de uma profissão passa pela credibilização dos profissionais e não só por ficarmos contentes "com o sorriso do doente" ou com "uma palavra de apreço". Isso vale o que vale, mas atrevo-me a adiantar que isso não nos irá levar a lado nenhum.

Importa reflectirmos entre o grupo de pares, delinearmos o caminho e unirmo-nos. Unirmo-nos... Unir não implica só dizer "ah e tal... vamos lá à greve!", "ah e tal... vamos fazer uma petição". Reparem que estes dois pontos não foram escolhidos ao acaso: o Enfermeiro só se une nestas ocasiões, porque de resto é uma anarquia total. Cada um por si e na luta contra os "senhores doutores". Ou melhor, luta pelas costas, subjugação pela frente.

Assim, primeiro ponto: se o Enfermeiro se preocupasse consigo e com o desenvolver da sua profissão e de um corpo de conhecimentos que a identificasse, tal luta nem se justificaria.

Segundo ponto: se o Enfermeiro exercesse a sua prática profissional, de acordo com o corpo de conhecimentos enunciado na anterior premissa, certamente a profissão evoluiria. E porque não usar os meios ao nosso dispor (tendo em conta que somos uma profissão de contacto directo com o cliente) para demonstrarmos o que efectivamente somos?

Claro que no contexto actual nós somos o quê?

Somos o que a população, cliente de cuidados de saúde, pensa de nós. Tal como o Sr. Jornalista da revista em questão pois, durante o período de tempo que esteve na unidade de saúde, partindo do principio que foi idóneo, relatou o observado. Calhou de observar no SU de uma Hospital Geral e Universitário. Se fosse num Hospital Distrital seria diferente?

Lembrem-se que a melhor publicidade é a efectuada "boca a boca"... e nisso falhámos redondamente (prova disso é este artigo, resultado que alguém que passou 24h num hospital, vendo o que se passava).

Só para terminar, dois pontos, também para reflectir:
1. Comprariam primeiramente um jornal com uma entrevista ao José Mourinho ou com uma entrevista ao Ulisses Morais (exemplos ao acaso, porque até simpatizo com o trabalho de ambos)? É sabido que uma capa de um jornal desportivo com uma capa com alusão ao Benfica vende mais que uma com alusão a outro clube. São coisas que vendem. E o Médico "vende mais" que o Enfermeiro. E porquê???...
2. Na sequência do ponto anterior, vem este: o exagero/ "eufemismo metafórico" do Sr. Jornalista relativamente aos médicos vende... O Dr. House vende... A Anatomia de Grey vende...

Com os melhores cumprimentos, Abílio Cardoso Teixeira

PS: Parabéns pela iniciativa. Poderá ser um ponto de mudança. Poderá...
PS2: Nós somos o que fazemos...

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Boa tarde.

Tinho lido alguns tópicos, mas por falta de tempo não lhes tenho dedicado muito tempo. Porém este merece ser debatido.

Acham assim tão descabidas tais afirmações?

A submissão do enfermeiro ao médico já vem de trás com a delegação de tarefas (não foi assim que nasceu a Enfermagem?). E na sociedade portuguesa, em geral, isto está enraizado. Ou seja, para grande parte da população, hierarquicamente o médico será sempre superior ao Enfermeiro, sendo este um mero cumpridor de prescrições (e não é isto que muitos Enfermeiros são?). E é este o vosso problema? Eu não me importo muito com isto, porque nem sequer tento comparar-me ao médico. Eles têm a sua função, nós a nossa.

Acho que o problema será outro. Um exemplo: a luta pela prescrição de terapêutica... Não vejo a necessidade premente de tal enquanto não estabelecermos internamente outros objectivos. Definir o que é Enfermagem. Definir campos de acção, como por exemplo, "O cuidar da família do doente hospitalizado", "Os ensinos"... Ou isto é menos importante que podermos prescrever medicação?

Infelizmente assiste-se, dentro da Enfermagem a uma eterna comparação com o Médico. Logo, como queremos que os outros não nos comparem, se nós, muitas vezes, para justificarmos acções nos comparamos a eles?

Outra questão a reflectir: a investigação em Enfermagem. Ora isto mostra-se extremamente importante na definição (ou auxilio) do campo de acção, no demonstrar o que fazemos e que é só nosso (ressalvo que não há qualquer desprimor em cumprir prescrições, pois isso também é "tarefa" nossa). Penso que se deva apostar no marketing em Enfermagem, desenvolvendo investigação neste campo. Desenvolver investigação em campos distintos, desde o direito aos recursos humanos, economia e assim demonstrar à população quem somos, o que fazemos.

Claro que teremos que esclarecer muito bem o que queremos, porque acho que ainda não se sabe muito bem qual o rumo a tomarmos.

Cumprimentos, Abílio Cardoso Teixeira

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Caro magistralestratega, peço desculpa se me exprimi de forma não muito perceptível.

Algures disse que de acordo com as recomendações da ESPEN ser mais viável a instituição de um suporte nutricional entérico ao longo das 24h. Pelos motivos por si referidos, como pelo exemplo que dei. Mas é a minha opinião pessoal, fruto da interpretação do mesmo documento.

Agora, se me perguntar se concordo ou não com pausa nocturna, posso-lhe responder que depende. Nos doentes do meu serviço sou apologista da não existência de pausas. Se a razão for a manutenção da integridade do ritmo circadiano, pergunto-me se em Cuidados Intensivos não existem inúmeros factores que o alterem... Eu próprio questiono-me diversas vezes disso. Porém, como referi anteriormente, penso que se deva avaliar o doente, antes de se optar pela pausa nocturna.

Quanto a alguns dos artigos apresentados, em que abordava a administração de nutrição por bólus, foi para fazer uma comparação com a contínua. O certo é que não encontrei algo que justificasse a opção pela pausa. Porém não tenho grande disponibilidade, no imediato, para rever os "meus cardápios". Assim que tenha algum tempo livre tentarei voltar a esta mesma discussão. Entretanto peço que a mantenham activa, apresentando os vossos argumentos. Não a façam esquecer, porque cada vez se nota um maior envolvimento dos enfermeiros na nutrição...

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Outro artigo que refere desvantagens do método contínuo:http://pen.sagepub.com/cgi/content/abstract/14/4/353.

"Continuous pump feeding can reduce gastrointestinal discomfort and may maximise levels of nutrition support when absorptive capacity is diminished. However, intermittent infusion should be initiated as soon as possible (grade A)" (STROUd et al., 2003) - disponível para descarregar em http://www.bsg.org.uk/pdf_word_docs/enteral.pdf.

E mais um artigo, que compara os dois métodos: http://ncp.sagepub.com/cgi/content/abstract/17/2/118.

Ou seja, a bibliografia aqui apresentada mostra argumentos a favor destes dois métodos. Penso que o mais importante será avaliar o doente e decidir qual o método mais adequado ao mesmo.

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As vantagens da instituição do suporte nutricional no doente crítico estão comprovadas e descritas em vasta literatura.

Neste sentido, é fundamental proporcionar um adequado aporte ao doente. Assim, penso que, de acordo com as recomendações da ESPEN (que não fazem referência a pausa nocturna), torna-se mais viável a instituição de um suporte nutricional entérico ao longo das 24h. Pelos motivos que o colega "magistralestratega" referiu anteriormente, e também porque, pegando no seguinte exemplo:
Num doente com 70 kg, o alvo será aproximadamente 1400 Kcal/ dia. Assim, de uma fórmula isocalorica (1 Kcal/ mL) teriam que ser infundidos os 1400 mL em 16h, partindo do principio que a pausa será de 8h. Ou seja, no doente crítico, sujeito a diversos factores de stress, o risco de intolerância poderia estar aumentado. Mas quem melhor que os colegas que adoptam esta prática para me elucidar se estarei certo relativamente a este ponto.

De igual modo, existem alguns estudos sobre esta mesma dictomia (contínua vs intermitente). Temos que:
- PARKER et al no estudo "A controlled comparison of continuous versus intermittent feeding in the treatment of infants with intestinal disease" adianta que o suporte nutricional contínuo aumenta o balanço de nutrientes principais.
- HIEBERT et al no estudo "Comparison of continuous vs intermittent tube feedings in adult burn patients", adiantam que o tempo exigido para o atingir do objectivo nutricional foi menor nos individuos alimentados em regime contínuo.
- KOCAN e HICKISCH no estudo "A comparison of continuous and intermittent enteral nutrition in NICU patients", afirmam que existem poucas evidências das vantagens de um método sobre o outro.

Ou seja, o mais importante será o atingir do alvo, ou seja, "nutrir" o doente de uma forma adequada, partindo também do principio que o doente crítico reveste-se de uma série de particularidades, que por si só já alteram o "ritmo circadiano", como referiu o colega saborgeraçoes.

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De acordo com as recomendações da ESPEN, temos que, no doente crítico:
- o suporte nutricional deverá ser instituído o mais precocemente possível;
- o suporte nutricional por via entérica deverá ser preferido em detrimento do suporte por via parentérica;
- numa fase inicial, no meu serviço até ao 5º dia, deverão ser fornecidas 20-25 kcal/ kg/ dia, de uma dieta polimérica isocalórica ao longo das 24h;
- numa fase posterior, convalescença, deverão ser fornecidas 25-30 kcal/kg/dia;
- para a avaliação do resíduo gástrico são valorizados conteúdos inferiores a 200 ml, independente do volume infundido até aí, sendo que, valores inferiores são re-infundidos;
- a avaliação da tolerância, após a total progressão no esquema, é realizada no turno da tarde e em SOS;
- em caso de intolerância, está protocolada a administração de fármaco procinético.

Claro que há "ses". Esta é a base do protocolo, elaborado em conformidade com as normas e recomendações emanadas pela ESPEN.

Porém, existe um problema relacionado com pausas alimentares. Para procedimentos que exijam o jejum, quanto tempo fica o doente em jejum, até à realização do referido procedimento?

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Caros colegas,

Sinto-me obrigado a comentar este tópico.

Estão a haver alguns equívocos na chamada divisão entre Enfermeiros e Médicos no Programa. Ou seja, não se pretendeu com a criação do Programa do "X Congresso Anual da APNEP" criar qualquer divisão. A APNEP (Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica) é uma Associação que acolhe profissionais de diferentes áreas: Enfermeiros, Médicos, Nutricionistas, Farmacêuticos, Dietistas, entre outros (e perdoem-me se me esqueço de algum grupo profissional).

O Programa foi elaborado por membros destas diferentes classes, caracterizando diferentes envolvimentos das diferentes classes nesta tão vasta área. Nesta criação não se pretendeu que os Enfermeiros apenas estivessem presentes na sala "Apollo II", destinado ao programa de Enfermagem. Pretendeu-se sim, que o congressista escolhesse a sala e o tema que mais lhe conviesse. Até porque a sala em causa tinha apenas 100 lugares sentados (salvo erro) e estavam presentes muitos mais Enfermeiros.

Propositadamente, para este Congresso, pretendeu-se que os palestrantes/ moderadores do Programa elaborado por Enfermagem fossem, em 90% Enfermeiros. Foi uma decisão devidamente pensada e fundamentada.

Termino só por felicitar a Comissão Científica e Organizadora, assim como todos os envolvidos no Congresso pelo desenrolar dos dois dias de trabalho, tanto pela excelência, no global, das palestras, como da assistência/ serviços prestados.

Com os melhores cumprimentos, em representação da APNEP, Abílio Cardoso Teixeira.

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Assuntos laborais / Re: Manifestação
« em: Fevereiro 28, 2008, 15:03:44 »
Caros colegas,

Por motivos vários tenho-me mantido "ausente" deste fórum. Porém este tópico suscitou-me algum interesse, pela pertinência das palavras de EnaRot, as quais eu subscrevo.

Poderão dizer que são ideias pré-concebidas, que eu recuso... Poderão apontar "milhentas" razões, mas meditemos nas palavras de Ena Rot.

Não interpretem apenas as palavras, mas analisem o conteúdo, que para mim é uma verdade.

Um abraço, e boas manifestações

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Saudações a todos!

Em primeiro lugar, penso que o carro de emergência deveria ser igual em todos os serviços (pelo menos o essencial, admitindo que haja uma ou outra diferença).

Segundo ponto: trabalho num serviço em que o carro é aberto com mais regularidade que o habitual e tem algumas diferenças em relação ao resto do hospital (dado que em caso de PCR não activamos a emergência interna e é um serviço com características específicas: grande parte dos doentes já estão entubados e ventilados).

Assim numa primeira gaveta estão os fármacos e SF (100cc) e DW5% (100cc), assim como sistemas de soros e prolongador, agulhas e seringas. Na segunda gaveta: laringoscópio e respectivas lâminas (pequena, média e grande), pilha e lâmpada para o mesmo (caso seja necessário substituir), fita de nastro, guia de entubação, pinça de Maghil, filtro e traqueia, mascara de hudson (ou seja, material de "via aérea"). Na última gaveta: gelofundine, SF (1000cc), Solução de Ringer e lactato e não tenho a certeza se voluven e o ambú e máscaras faciais. Nesta última gaveta existem ainda os selos que permitem o selar do carro. Na gaveta lateral: tubos para entubação endotraqueal (2 de cada tamanho).

Para terminar, gostaria de ressalvar que, no meu serviço, o carro é usado, obviamente, em casos de PCR e entubações de emergência. Mas como estamos perto de todo o material, muitas vezes em caso de re-entubação ou entubação traqueal preparamos nós o material, não abrindo o carro de emergência. Ainda temos 1 carro de apoio feito por nós, que tem material para colocação de cateter venoso central ou de diálise, cateter arterial, cateter de PIC, drenos torácicos, traqueostomia percutânea.

De ressalvar que poderei ter-me esquecido de algum material atrás enumerado, que à partida poderá parecer-me tão lógico que nem me lembrei dele. Oportunamente divulgarei a lista do material do carro de emergência, transversal a todo o hospital.

Abraço

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Cuidados Gerais / Agressão vs Imobilização
« em: Junho 07, 2007, 10:33:23 »
Caros colegas,

Começo por dizer que prefiro chamar restrição de movimentos a imobilização.

No serviço no qual trabalho, por norma, procedemos a esta mesma restrição de movimentos. Tal facto prende-se não só com a agressividade (casos raros), mas mais com a confusão. E porque o fazemos?

Convém, antes de proceder à explicação, dizer que trabalho num serviço de cuidados intensivos. Ou seja, temos doentes com tubo endo-traqueais, cuja confusão poderá ser "inimiga" dos mesmos. Os doentes por norma, têm ainda vários catéteres (de salientar o arterial e o venoso central), assim como algálias e sonda gástrica. O período imediato ao seu "acordar" da sedação é muitas vezes agitado. Neste sentido, optamos pela restrição de movimentos para "proteger" o doente.

Quanto à possível agressividade dos mesmos/ familiares: após a mesma ou tentativa temos um impresso próprio para preencher ("Registo de Ocorrências"), que é posteriormente enviado para a "Comissão de Risco".

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Cuidados Gerais / Autonomia Profissional
« em: Junho 07, 2007, 10:25:14 »
Penso que para uma profissão ser autónoma terão que estar reunidas condições para isso, sendo assumidas como tal pelo grupo de pares. Neste momento, penso que não estão reunidas condições para que isso aconteça.

Isto não invalida que tenhamos acções autónomas... Porém, na nossa realidade, penso que ainda se está preso ao papel do médico, conferindo uma autonomia limitada aos cuidados. Porém, como foi anteriormente afirmado, concordando inteiramente com a opinião, temos uma base de conhecimentos científicos que sustentam a nossa prática. Temos também o dever de os actualizar. Isto é uma das premissas para a autonomia de uma profissão.

Temos ainda uma linguagem classificada e uniformizada - com a qual muitos não concordam, mas que é a que temos, ou seja, é um primeiro passo (penso é que ela não regula nada no sentido literal). Pode ter algumas lacunas (que penso ter), mas descobrindo-as, descobrindo aspectos em que possa melhorar, discutindo-a fomenta-se o espírito critico-reflexivo.

Terminando: penso que alguma visão limitadora da autonomia da Enfermagem provem dos Enfermeiros(as) mais velhos(as), que eu compreendo: trabalhando há relativamente pouco tempo já a coloquei em causa, considerando, enquanto aluno, ter uma visão utópica da realidade.

Só uma curiosidade: a Enfermagem em Portugal copiou os modelos dos EUA e outros países? Caro Pedro, refere-se aos modelos de cuidados (que regulam a prática)?

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Cuidados Gerais / Hipocrisia da Enfermagem
« em: Março 13, 2007, 16:16:29 »
Meus caros...

Eu sou Enfermeiro e não pretendo ser nem médico, nem auxiliar de acção médica (AAM), nem fisioterapeuta, nem técnico de radiologia, nem qualquer outro profissional de saúde que de algum modo auxilie o doente no seu processo de recuperação...

Tenho o meu campo de actuação e pretendo que ele não colida com os profissionais que me são próximos. Não busco os erros deles para os apontar em praça pública. Esta guerrinhas são absolutamente desnecessárias, quer dentro de um grupo profissional quer dentro de uma equipa multi-profissional.

Respondendo directamente às questões levantados pelo pescador100rede: por essas tarefas são responsáveis os enfermeiros. Assim como pelos banhos, como por levar o doente à realização de exames complementares de diagnóstico, entre outros. Felizmente trabalho em cuidados intensivos, onde estas falsas questões não existem:  o saco colector é efectivamente despejado pelos auxiliares, mas caso precise de ser mudado essa nunca será tarefa de AAM. O banho é sempre dado pelo Enfermeiro com auxílio do AAM. A medicação é sempre dada pelo Enfermeiro. Se o doente se ausente do serviço por algum motivo é sempre acompanhado pelo Enfermeiro.

Mas isto é possível porquê? Ratio de Enfermeiro/Doentes: 1:2. Imaginemos isto num serviço de Medicina... È impensável! Mas não invalida o que disse anteriormente.

Não pretendo desempenhar tarefas médicas nem de AAM nem de outros profissionais. Assim como pretendo que estes não façam as minhas. Se o fazem é porque algo errado se passa. Agora, penso que este não é um assunto nada polémico. Aliás, penso que este é um assunto morto à nascença: um AAM é um AAM (com todas as tarefas para as quais estão habilitados) e um Enfermeiro é um Enfermeiro (com todas as tarefas para as quais estão habilitados).

Não há nada a discutir em relação a isto...

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Caros colegas,

Li atentamente todos os comentários e gostaria de deixar algumas opiniões. A primeira das quais prende-se com o título deste tópico. Esta é uma pergunta para a qual tenho pronta resposta: são os Enfermeiros. Quer sejam de órgaos de chefia, ligados ao ensino, ou "meros prestadores de cuidados".

De igual forma tenho a lamentar que a existência de discursos inflamados, alguns de tendência "esquerdista" em nada contribuem para o mudar da realidade. É sempre mais fácil colocar as culpas nos órgãos superiores... Temo eu... Posso ter um pensamento utópico, mas infelizmente muito do que vou lendo por este espaço, assim como por outros, penso que pouco contribuem para o mudar do estado das coisas. Aliás, muitos deste movimentos são movidos por recém-licenciados ainda à procura do primeiro emprego.

Não os censuro, de forma alguma. Agora indago-me se a génese do problema é esta. Ou esta é uma consequência de outras coisas? As lutas movidas por estes novos movimentos têm por base motivos mais que lícitos, mas está a ser dirigida no sentido correcto?

Outro ponto digno de realce, que aqui foi focado e não poderia deixar de passar em branco: os Enfermeiros do Norte que não cumprem a totalidade do contrato. Isto para mim chama-se sentido de responsabilidade. Tive oportunidade de ir trabalhar para Lisboa antes de arranjar emprego no Porto. Recusei. Porquê? Porque não saberia se iria cumprir o contrato na totalidade, porque a partir do momento que me ligassem de um hospital da zona do Grande Porto a minha vontade seria partir. Ou seja, os contratados pelos hospitais do Sul devem ter em mente este mesmo aspecto: a sua contratação trata-se de um investimento por parte do contratante. Quebras neste mesm,o contrato acabam por ter influência em possíveis "aquisições". Como já se verifica... e não os censuro.

Com os melhores cumprimentos e votos de boa sorte a todos aqueles que ainda buscam o primeiro emprego.

Abílio Cardoso Teixeira

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Cuidados Gerais / Hipertemia, o quw fazer!?
« em: Janeiro 17, 2007, 22:07:37 »
Relativamente ao aumento da temperatura e implementação de medidas externas não farmacológicas de arrefecimento: como referi, trata-se de um grupo de doentes com características muito específicas. Um aumento de temperatura trará consigo um aumento gradual da Pressão Intracraneana. Poderá ser tortura (admito... e são essas chamadas de atenção que fazem reflectir sobre a prática), mas um aumento gradual da PIC tem repercussões para o doente e na sua recuperação...

Estas medidas poderão não ser as mais correctas, mas poderão ser um mal menor...

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Cuidados Gerais / Enfermagem, que autonomia?
« em: Janeiro 17, 2007, 14:10:09 »
De facto um tema deveras pertinente.

Tive a oportunidade de assistir a um interessante debate em que se abordou esta mesma temática. Foram realçados pontos extremamente interessantes e dignos de relevo, tendo em conta que o referido congresso estava relacionado com "cuidados intensivos". Foram abordados diversos estudos, que oportunamente, disponilizarei os resultados.

Porém penso que o passo essencial e a grande lacuna prende-se com a documentação em Enfermagem: ou seja, só o que está documentado foi realizado. Assim, como poderemos afirmar que faremos isto ou aquilo se não temos base que a sustente? Uma "boa documentação" permitirá a análise da mesma e a obtenção de dados concretos sobre o que efectivamente a Enfermagem faz.

Porém esta questão da autonomia tem muitos "ses"... Primeiro ponto: a autonomia é conquistada, não é dada. Com isto quero dizer que implica o envolvimento do profissional na, por exemplo, obtenção de novos conhecimentos/ actualização dos mesmos.

Para finalizar, na minha realidade, apesar de achar inicialmente o contrário (trabalho numa unidade de cuidados intensivos, onde pensava termos uma autonomia muito, muito limitada) e tendo em conta o que vou lendo por este fórum e ouvindo em conversas com colegas, temos uma autonomia não tão limitada, comparativamente com outras realidades. Poderá parecer contra-senso (para mim não!), mas tal facto não poderá estar relacionado com termos médico 24h/dia no serviço?

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