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Mensagens - LuisMatos&JoanaOliveira

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1
Trabalhar fora de Portugal / Trabalhar no RUnido
« em: Abril 24, 2013, 08:59:21 »
Boa tarde colegas,

coloco este tópico aqui, para tentar saber informações mais aprofundadas da empresa de recrutamento e saber alguns aspectos da entrevista.
A empresa intitula-se de SYNERGY GROUP, é do RU e uma semana atrás enviaram-me informações sobre as entrevistas que vão fazer no Porto dia 29 de Maio.
Encontro.me com CIT IIndeterminado numa USF e a proposta deles será um contrato definitivo, com um salario razoavel, com progressao na carreira, formação etc. Gostava de saber, caso passe e antes de tomar uma decisão errada, se alguem sabe esclarecer se:
- é credivel a empresa? ou é mais uma a tentar enganar?

Relativamente a entrevista, já fiz 2 entrevistas com pequenos testes, por telefone e passei. Alguém me consegue esclarecer se realmente errarmos numa pergunta de cálculo não se passa?É o que tem escrito to formulário.
Se tiverem outro tipo de informação que achem que possa ser útil AGRADECIA.
Obrigado


www.synergygroup.co.uk
Nome da consultadora:  Soraia.Mendes@synergygroup.co.uk

2
Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Re: Caso prático
« em: Abril 16, 2013, 18:22:10 »
Boa tarde caros colegas,

colega Jose Alves, de facto para termos uma análise muito mais aprofundada e precisa deveriamos procurar e avaliar mais aspectos.
Os aspectos referidos, de facto concordo com todos eles, uma vez que eles estão todos discriminados no livro "A Practical Manual of Diabetic Foot Care - BOOK " Michael Edmonds 2004.
Também concordo que realmente o IPTB em utentes com medicalcinose pode ser dúbia a avaliação, no entanto, nos cuidados de saúde primários não dispômos de MCDTs de elevado poder diagnóstico, precisão. De facto em doentes com medicalcinose os valores que normalmente se obtem sao acima 1,2, devido a sua incompressibilidade, o que tal não se verificou.  Logo, posso contentar-me com doppler, que usei para permitir a audição dos sons arteriais nos membros inferiores, IPTB - independentemente da sua baixo poder diagnóstico, oximetro, palpação e observação, e registo fotográfico programado. E apesar das limitações para se realizar um diagnostico o mais preciso quanto possivel, no 1º contacto foi encaminhado para o médico de familia, e posteriormente referenciado para um consulta de especialidade de pé diabético e cirurgia vascular.
No entanto, e concordando em parte com o que disse mas relembrando de outros aspectos que tambem temos de ter em conta:
 1º - tempo que temos para atender 1 utente, não sei se no seu local de trabalho se tem tempo para fazer uma avaliação tão correcta e pormenorizada como apresentou, mas dou.lhe os meus parabens se o conseguir. Eu tenho 15 ms para reailizar atendimento,avaliação, tratamento e registos, o que inviabiliza-me a sua avaliação holistica.
2º - meios de apoio - felizmente,posso dar.me ao luxo de ter dopler vascular, monofilamento, braçadeiras largas, oximetro, Diapasão. O que alguns colegas, infelizmente não têm acesso.
3º - Quanto à lesão, não concordo completamente visto que mesmo que haja uma reperfusão vascular a base do problema continua lá - o esporão. O facto de ser uma patologia neuroisquemica, que realmente é muito importante, não me parece que solucionará o problema.

Atentemante

3
Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Re: Caso prático
« em: Abril 12, 2013, 20:11:26 »
Caro colega,

Indice de Pressão Tornozelo-braço é um exame de rastreio vascular não invasivo que ajuda a identificar a presença de doença arterial periférica dos grandes vasos, comparando o valor mais alto da pressão arterial sistólica do tornozelo (pedioso e tib post), com o valor mais alto da pressão arterial braquial, o que traduz a melhor estimativa da pressão arterial central sistólica.

Traduzido de: Sacks et al., 2002; Vowden & Vowden, 1996, 2001).
Está relacionado com a terapia compressiva.

4
Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Caso prático
« em: Abril 12, 2013, 19:36:29 »
Boa tarde caros colegas,

hoje coloco aqui um caso clinico que acho que pode ser mt interessante para todos os profissionais de saude.
Anamnese:
- Insuficiencia Renal com hemodialise;
- HTA;
- Diabetes tipo I longa data;
- Patologia cardiaca (utente desconhece o nome);
- Sexo mascculino;
- autonomo nas AVDs

Anamnese da ferida:
- Aparecimento súbito de pequena mancha vermelha na regiao do calcâneo;
- Sem traumatismo prévio
- Sem infeção

Meios complementares de diag:
- IPTB = 0,5
- Dopller vascular - sons monofásicos e diminuidos

Conclusão:
1 - Ulcera por pressão? Segundo a EPUAP "International NPUAP-EPUAP Pressure Ulcer Definition
A pressure ulcer is localized injury to the skin and/or underlying tissue usually
over a bony prominence, as a result of pressure, or pressure in combination with
shear. A number of contributing or confounding factors are also associated with
pressure ulcers; the significance of these factors is yet to be elucidated."


2- Ferida traumatica?Já descartamos essa hipotese.

3 - Ulcera arterial? IPTB =0,5, sons arteriais monofásicos....

Se calhar escapou.me alguma coisa.... hummmmmmmmmmmmmmm
É claro que pode ser 1 ou 3, mas sem realizarmos um MCDT médico básico, não iremos ter a certeza - Rx.
Conclusão: Rx= esporão no calcâneo. E agora, que tipo de ferida é? Posso estar errado, mas classifico-a como úlcera por pressão, dado que existe uma proeminência óssea que através do peso , provoca uma pressão e interrupção do aporte sanguineo. Mas não tenho a certeza se será.
Qual a vossa opiniao?
Este foi um caso para aprender e partilhar.
Atentamente

Bom fim de semana

5
Boa noite colega Jorge Araujo

conforme pediu, deixo o documento.
Boas entradas

6
Boa tarde colega Bruna,

deixo-lhe aqui alguns documentos, que no meu entender são mt importantes para a ajudá-la a compreender melhor a terapia compressiva:

1º - Understanding compression therapy, 2003, position documents

2º - PRINCIPLES OF BEST PRACTICE, Compression in venous leg ulcers: A consensus document" A World Union of Wound Healing Societies’ Initiative

3º Compression Therapy: A position document on compression bandaging" BEST PRACTICE
FOR THE MANAGEMENT OF LYMPHOEDEMA - 2ND EDITION INTERNATIONAL LYMPHOEDEMA FRAMEWORK

4 - COMPRESSION - CONSENSUS DOCUMENT based on SCIENTIFIC EVIDENCE AND CLINICAL EXPERIENCES - Claudio Allegra, Hans Bernbach, Werner Blättler, Vladimir Blazek,
Albert Claude Benhamou, Jean Patrick Benigni, Monika Gniadecka, Horst Gerlach,
Sergio Mancini, Michel Perrin, Hugo Partsch 2009
 
5 º Evidence based compression therapy -  H. Partsch - Society for Vascular Medicine - 2003

Além destes documentos internacionais, deixo também 2 nacionais, que despertaram-me muito interesse e felicito quem teve a coragem e força de vontade de os colocar em papel.

1- A R T I G O D E I N V E S T I G A Ç Ã O - Conhecimentos e práticas de Terapia Compressiva de enfermeiros de cuidados de saúde primários - Paulo Jorge de Jesus Martinho*
Pedro João Soares Gaspar -Revista de Enfermagem Referência-  III Série - n.° 6 - Mar. 2012

2 - Revisão da Literatura: Úlcera Venosa: Promoção da adesão ao uso de meia elástica
na prevenção de recidiva - UNIVERSIDADE DO MINHO - ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM
Ano lectivo 2010/2011

3- Úlceras de Perna – Tratamento baseado na evidência - Autores: Kátia Augusta X. Furtado (Enfermeira). Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil de Lisboa (Serviço de
Hematologia) Ano: 2003

Para mim, são as grandes biblias da terapia compressiva.
Espero que tenha ajudado Boa leitura

7
Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Terapia compressiva
« em: Dezembro 10, 2012, 18:39:33 »
Boa tarde caros colegas,

fiz uma pesquisa sobre a tematica no forum de enfermagem e verifiquei que existem profissionais, que procuram informação fidedigna neste âmbito. Fica qui então alguns documentos, para mim, cruciais para perceber sobre terapia compressiva.
PAra inicio, recomendo lerem estes 1ºs documentos, visto terem sido elaborados por profissionais altamente reconhecidos, tais como: Hugo Partsch,Christine Moffatt,Javier Soldevilla Ágred, Giovanni Mosti,,Marco Romanelli ; e terem elaborado "position documents, para permitirem que possamos falar a mesma "lingua":

1º - Understanding compression therapy, 2003, position documents

2º - PRINCIPLES OF BEST PRACTICE, Compression in venous leg ulcers: A consensus document" A World Union of Wound Healing Societies’ Initiative

3º Compression Therapy: A position document on compression bandaging" BEST PRACTICE
FOR THE MANAGEMENT OF LYMPHOEDEMA - 2ND EDITION INTERNATIONAL LYMPHOEDEMA FRAMEWORK

4 - COMPRESSION - CONSENSUS DOCUMENT based on SCIENTIFIC EVIDENCE AND CLINICAL EXPERIENCES - Claudio Allegra, Hans Bernbach, Werner Blättler, Vladimir Blazek,
Albert Claude Benhamou, Jean Patrick Benigni, Monika Gniadecka, Horst Gerlach,
Sergio Mancini, Michel Perrin, Hugo Partsch 2009
 
5 º Evidence based compression therapy -  H. Partsch - Society for Vascular Medicine - 2003

Além destes documentos internacionais, deixo também 2 nacionais, que despertaram-me muito interesse e felicito quem teve a coragem e força de vontade de os colocar em papel.

1- A R T I G O D E I N V E S T I G A Ç Ã O - Conhecimentos e práticas de Terapia Compressiva de enfermeiros de cuidados de saúde primários - Paulo Jorge de Jesus Martinho*
Pedro João Soares Gaspar -Revista de Enfermagem Referência-  III Série - n.° 6 - Mar. 2012

2 - Revisão da Literatura: Úlcera Venosa: Promoção da adesão ao uso de meia elástica
na prevenção de recidiva - UNIVERSIDADE DO MINHO - ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM
Ano lectivo 2010/2011

3- Úlceras de Perna – Tratamento baseado na evidência - Autores: Kátia Augusta X. Furtado (Enfermeira). Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil de Lisboa (Serviço de
Hematologia) Ano: 2003

Para mim, são as grandes biblias da terapia compressiva.
Espero que tenha ajudado alguém :) Boa leitura

8
Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Re: Uso de Betadine
« em: Dezembro 09, 2012, 22:45:56 »
Boa noite caros colegas,

Também concordo com o que disseram. O uso de desinfectante para feridas que não estão infectadas/inflamadas, no meu entender, nao vamos ganhar absolutamente nada com a aplicaçao daquele produto.
Na minha pratica diária, por exemplo, feridas traumáticas limpas, feridas cirurgicas limpas, NUNCA utiizo antissetico, mas apenas, SF.


No entanto deixo a justificação na qual me baseio:

"Bacterial impact on wound healing" AWMA 2011, pag 11 e 12

"Antiseptics, iodine, povidone iodine and traumatic wound cleansing" Muhammad N Khan, Abul H Naqvi , July 2005,

"Povidone-Iodine Solution in Wound Treatment", Robert I Burks,, Downloaded from http://ptjournal.apta.org/ by guest on October 30, 2012

"The Role of Iodine in Antisepsis and Wound Management : A Reappraisal". Review article. Acta chir belg, 2003, 103, 241-247, G. Selvaggi, S. Monstrey, K. Van Landuyt, M. Hamdi, Ph. Blondeel

"Wound Management - Aseptic"Date of issue: Nov 2008
Version No: 4
Date of Review: Nov 2010
Author: Liz Mcloughlin

Cumprimentos

LuisFilipeMatos

9
Boa tarde caros colegas,

por intermedio da Smith & Nephew recebi esta informação, a qual partilho com vocês:

Smith & Nephew e a Wounds International
 
Temos o prazer de anunciar que a Smith & Nephew e a Wounds International vão realizar um WebCast mundial no dia 13 de Dezembro 2012 às 08h30m 11h30m e 17h00m, intitulado: “TIME to revisit Wound Bed Preparation” (“TIME – Revisão da Preparação do Leito da Ferida”).

 
Registe-se agora no Webcast mundial:
 
TIME to revisit Wound Bed Preparation
 
Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2012
 
A tabela TIME (Tecido, Infecção/Inflamação, Meio em equilíbrio, margens Epiderme (não avançam ou com os bordos elevados)) foi desenvolvido há 10 anos por um grupo internacional de especialistas para proporcionarem uma abordagem estruturada à Preparação do Leito da Ferida (Wound Bed Preparation) (1).
 
 A Preparação do Leito da Ferida tornou-se num conceito bem estabelecido e a tabela TIME foi desenvolvida como uma ferramenta prática para identificar e remover as barreiras à cicatrização nas feridas crónicas (2).
 
Este webcast focaliza-se numa revisão recente do TIME – dez anos depois, que foi conduzida por especialistas internacionais, muitos dos quais estiveram envolvidos no desenvolvimento do conceito original. Durante a transmissão on-line, os palestrantes vão voltar a analisar os principio do TIME (3), bem como destacar os desenvolvimentos mais recentes e a relevância do TIME na prática clínica através da apresentação de uma série de estudos de caso.
 
Esta transmissão on-line WebCast : “TIME to revisit Wound Bed Preparation” irá contar com apresentações do Professor David Leaper e Dra. Caroline Dowsett. Durante a transmissão, haverá oportunidade de colocar questões aos oradores durante uma sessão Perguntas&Respostas.
 
Data: Quinta-feira, 13 de Dezembro 2012
 
 
 
 
 
Horário: 08h30m
 
ou
 
Horário: 11h30m
 
ou
 
Horário: 17:00m

 
Registe-se gratuitamente, por favor em: www.webcasts.woundsinternational.com

10
Boa noite caros colegas,

este é um tema que me debato todos os dias no meu local de trabalho.
Recebo um doente vindo de uma cirurgia vascular (varizes) e TODOS, e mesmo TODOS os doentes vêm com a mesma informação clínica: "sr enfermeiro, o médico só me disse para usar meia elastica até ao dia de remoção de pontos"!!!
Será uma questão economicista para o lado dos médicos? isto é, para posteriores recidivas?!!
Uma questão económica para os utentes? uma vez que a maior parte vÊm com meias dos hospitais e não vem com indicação para manter a terapia!
A etiologia continua a mesma: INSUFICIENCIA VENOSA CRÓNICA, e "penso eu" que crónico significa para o resto da vida!
Sempre que recebo um utente com este problema, aconselho para usar PARA O RESTO DA VIDA!
Independentemente da cirurgia vascular, seja ela escleroterapia, striping ou outro tipo , não CURA, apenas adia o problema. E um problema que nos diz respeito a todos nós, uma vez que depois temos utentes com úlceras venosas de muitos e longos anos, a tratar muitas das vezes, diariamente, e somos todos nós que pagamos isso!
Um exemplo para toda a gente: o CS de Famalicão iniciou a terapia compressiva em 2006 (salvo erro), onde tinham utentes com ulceras de varios anos, e com este tipo de terapia neste momento a taxa de incidencia é hiper reduzida em 2012! Sigamos os bons exemplos e tornar-nos-emos um modelo a seguir! Ganham os utentes, ganhamos todos.
Podem dizer: "mas nós não temos formação." Muito bem, passo a publicidade a APTF tem cursos sobre terapia compressiva; "e material não temos no nosso serviço?" também não tenho, mas estou apenas há´1 ano no centro de saude e já fiz um "mini" estudo com poster publicado, com a importancia do uso da MEIA ELASTICA, visto nao ter ligaduras de compressão, de foorma a justificar ao ACES que a implementação de ligaduras de compressão/consulta de ulcera de perna, trará enormes ganhos económicos e sobretudo em SAÚDE!!
Sou enfermeiro porque amo a minha profissão, e faço tudo em prol dos doentes!!

Partilhem a vossa experiencia sff.Obrigado

11
Boa noite colegas,

devido ao tamanho dos ficheiros, tenho que deixar o link para quem quiser fazer o download.

http://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=& ... Gk7bmRQRAw

Obrigado e bom fim de semana

12
Competência acrescida: Tratamento de Feridas / Infeção em feridas
« em: Novembro 26, 2012, 23:17:06 »
Boa noite caros colegas,

Que tema tão complexo e de elevada subjetividade!
Quem é que nunca se deparou com uma ferida e disse logo "é uma ferida infectada"! Como é que vocês normalmente avaliam se tem infeção ou não?Apenas pela supuração?exsudado?Cor?ou mais algumas caracteristicas que nos permitem levar a um "observação/diagnóstivo" mais profundo.
E se for friavel? sabiam que pode ser um sinal de infeçao? normalmente, este sinal não é valorizado pela maior parte dos profissionais, mas devia ser levado mt em conta.
Por outro lado, dada a subjetividade do fenomeno, uns dizem que " claramente infectada", enquanto o colega do lado, " de maneira nenhuma, não tem caracteristicas claras de infeção". Em que ficamos?
Sugiro, baseado nas normas internacionais, os acrónimo, "NERDS"e "STONES" (em anexo) , mas os últimos não se referem aos Rolling :) , são uma excelente ferramenta de apoio na avaliação se realmente a infeção está presente ou não. Se é uma matéria altamente subjetiva, então porque não se uniformiza as avaliações, baseada em dados cientificos e validados internacionalmente, visto que a nivel nacional, pouco ou nada se faz, no âmbito cientifico.
Deixo também um manual de assepsia de 1894 realizado por Dr JOÃO MACHADO D'(ARAÚJO. Sim, de 1894, à mais de um século atrás. E é interessante algumas frases proferidas relativamente ao penso ideal tais como:
"Poder absorvente. — «As substancias não devem absorver os líquidos em quantidade maxima de maneira a saturar-se, mas.pouco a pouco, deixando-as evaporar á medida que são absorvidas, prestando-se assim a nova absorpção. Devemos attender também à rapidez do poder de imbibição"

Um bom penso, deve, como dissemos, exercer uma acção antiseptica, porque os productos de secreção das feridas constituem meios de cultura infinitamente favoráveis.

Demais, o penso antiseptico secco é inofensivo para o organismo ; ao passo que os antisepticos em solução diluída não exercem acção bactericida e em solução concentrada, se exercem acção germicida, podem dar logar a intoxicações geraes graves, perturbações locaes, como irritação da pelle, eczemas

FIca uma reflexão :)

13
Ola Colegas,

sim ALLEINADE, percebeu exatamente o que queria evidenciar. Obrigado  :D
Claro que ajudam imenso, no controlo do exsudado, infeção e promoção da cicatrização, MAS, se realmente não houver uma prévia colheita de dados antecipada e rigorosa, podemos colocar o apósito XPTO mais caro e mais indicado para aquele tipo de feridas, mas se não percebermos o estado sistémico do utente, não tivermos atenção as patologias, medicacação, vacinas, condições habitacionais e sociais, quase de certeza que não vamos obter bons resultados.
E sim Cátia, de facto a boa prática é fundamental, mas não concordo, dada a pouca experiência que tenho, a nivel hospitalar, centros de saúde, clinicas e FORMAÇÕES sobre feridas, permita que lhe diga, mas ainda continuo a ver muitas asneiras da grossa! Quem tem a vontade e desejo de aprender mais e aposta na formação, tiro o meu chapéu!
Dou só apenas dois exemplos muito simples:
 - Feridas excassamente exsudadivas - uso continuo de espuma de poliuretano
 - Uso indiscriminado da iodopovidona e qq tipo de ferida, seja exsudativa ou não.
Bem estes são apenas 2 exemplos de que já tive a oportunidade de presenciar continuamente, de jovens enfermeiros...
Portanto colega, sim é necessário continuar a investir na formação.

14
Caro colega Enf-PT-Sempre ,

concordo em absoluto no que diz. De facto, a prevenção do aparecimento de todo o tipo de feridas devia ser o PRINCIPAL objetivo, principalmente a partir dos cuidados primários, que muitas vezes é completamente negligenciado.
Partilho esta experiência:
Fiz um estágio profissional voluntário durante uma semana em Londres num hospital especializado na área de tratamento de feridas, e pude constatar que exsite uma enorme preocupação na prevenção por parte de todos os profissionais de saude. Desse modo, o SNS Ingles tem a possibilidade de tornar o sistema gratuito e puder facultar todo, mas todo, o material de tratamento/prevenção de complicações (todo o tipo de calçado adaptado para diabéticos, material de apoio, meias elásticas ...) sempre que precisassem. A taxa de reincidência e de infeção, por exemplo, era extremamente baixa. Porquê? prevenção no local de tratamento, ensinos sobre prevenção contínuos e SOBRETUDO, O MAIS IMPORTANTE PARA MIM, RELAÇÃO EMPÁTICA com os doentes, de que forma, lá não havia Sr Exmo Dr, Sr Enf, Sr Director, mas sim o nome próprio, que sinceramente, acho que é a chave, na maioria dos casos, para obtermos um resultado à posteriori, satisfatório.
A PREVENÇÃO PODE FAZER.SE TODOS OS DIAS, EM TODOS OS MOMENTOS LEVANDO A UMA MENOR INCIDÊNCIA DA DOENÇA E POSTERIORES COMPLICAÇÕES, REDUZINDO OS CUSTOS, A TAXA DE OCUPAÇÃO HOSPITALAR, AS CO-MORBILIDADES.
Palavra tão simples de se dizer e tão complicada de se fazer.

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Boa tarde colega hgamito,

de facto os quistos pilonidais são das feridas que têm mais probabilidade de infetar, deiscência da sutura e mais moroso em cicatrizar.
Uma questão:
1 - referiste que as colegas dizem que sangra um bocado. Como e quando?Isto é, após remoção do penso devido ao traumatismo?ou sem ser da remoção? é que caso ela sangre espontaneamente poderá ser sinónimo de infeção.
Cada caso é um caso, e há alturas que procedemos de uma forma e noutros outra. Na minha opinião, quando se se trata de uma ferida a cicatrizar por 2ª intenção, profunda e algo exsudativa:
- penso que realmente a utilização de compressas, como penso primário,  não vão ajudar em nada na cicatrização da ferida, como tal, utilizaria como penso primário, talvez uma hidrofibra, um alginato sem prata (se não tivesse suspeita/presença de infeção) - aquacel, atrauman (muito bom), kaltostat; ou uma espuma para absorção do exsudado : mepilex, permafoam, tielle...
- se houvesse suspeita de infeção (cor, quantidade do exsudado, rubor na pweriferia, friável, optaria por um aposito com prata (hidrofibra, espuma, ou película) - aquacel ag, mepilex ag, atrauman ag, ou outros.
- caso o penso primário fosse insuficiente, para redução de custos utilizava as compressas como penso secundário.

Não há uma solução, existem várias alternativas que podem ou não levar à cicatrização.
As melhoras.

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