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Mensagens - Mauro Germano

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A prescrição por enfermeiros é uma realidade no dia a dia, nos mais diversos campos de actividade e nas mais diversas instituições, como resposta a diagnósticos de enfermagem, no entanto muitos deles não são formalmente reconhecidos, não lhes sendo reconhecida a sua iniciativa ou responsabilidade.
Isto tem sérias implicações para os doentes e para o sistema de saúde na medida em que quer os doentes não têm acesso a cuidados de qualidade, a tempo e horas, quer por parte do profissional que identifica a necessidade e assim não tem a possibilidade de desempenhar autonomamente a sua actividade, quer para o sistema que se torna ineficiente e gerador de desperdício, implicando um maior consumo de recursos, maiores tempos de espera, maior burocracia e acima de tudo... menos centrado no doente.

Tendo em conta que esta prescrição alargada seria apenas possível a quem lhe seja reconhecida especialidade(já existentes ou a criar) ou competência acrescida adquirida por meio de mestrado, pós-graduação ou doutoramento por ex. (Feridas, pessoas em programa de diálise, estomaterapia, etc) e dentro do seu campo de actuação...

A lógica não é a de substituição de qualquer tipo de profissional mas sim aproveitar ao máximo as competências dos vários profissionais, sendo o objectivo último a melhoria da qualidade dos cuidados prestados, tendo em conta que não se trata de passar receitas ou fazer coisas que outros não querem, a perspectiva é mesmo de skill-mix. Ler mais em: “From staff-mix to skill-mix and beyond: towards a systemic approach to health workforce management” http://www.human-resources-health.com/content/7/1/87 )

Adaptado e modificado por mim do artigo da Prof Lucília Nunes: o Original (http://conversamos.wordpress.com/2014/0 ... fermeiros/ )

“Se entendermos a prescrição de enfermagem como o acto de determinar uma orientação para o cuidado, o tratamento ou a avaliação (diagnóstica ou final), parece claro que se distinguem vários tipos de prescrição:

a) de cuidados, apresentados ao cliente, numa relação de parceria e promovendo a sua adesão ao regime terapêutico ; incluída na etapa de planeamento, tendo como base os diagnósticos de enfermagem e um conjunto de resultados esperados acordados entre enfermeiro e a pessoa/grupo; Por ex. prescrever um tipo específico de treino de marcha para pessoas que foram submetidas a colocação de prótese da anca ou educação para a saúde a um doente com intolerância a actividade decorrente dum enfarte do miocárdio ou doença pulmonar crónica ou necessidade de aleitamento materno a uma mãe ou medidas de contenção física na agitação psicomotora

b) de exames complementares, no sentido de proporcionar elementos para a avaliação diagnóstica ou a avaliação das intervenções de enfermagem. Aqui, estou a pensar na avaliação objectiva das intervenções de enfermagem realizadas. Podem constituir exemplos a prescrição de RX tórax após a realização de cinesiterapia respiratória ou a realização de cardiotocografia na gravidez ou ECG no risco de lesão isquémica cardíaca aguda. Está relacionada com o campo de intervenção do enfermeiro especialista;

c) de dispositivos e ajudas técnicas– determinar, atendendo à situação concreta da pessoa, que dispositivos médicos e ajudas técnicas são adequados; por ex. tiras de glicemia para vigilância de diabéticos ou canadianas para pessoas com alteração da mobilidade ou ainda camas articuladas para doentes com mobilizada muito reduzida

d) de terapêutica farmacológica em situação de emergência – de acordo com o Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros(Decreto-Lei nº 161/96, de 4 de setembro), “com vista à recuperação e manutenção das funções vitais”;

e) de tratamentos envolvendo terapêutica farmacológica, como é o caso da realização de pensos; ou medicação para gestão da dor ou fármacos na agitação psicomotora, obstipação, etc

f) A decisão de implementação de protocolo ou plano

• da existência de protocolos (enquanto prescrição diferida no tempo) decorre a decisão de enfermagem relativa à sua execução num dado caso concreto, podendo tratar-se de protocolos:
a. standards para a situação – como o Plano Nacional de Vacinação ou protocolos terapêuticos existentes para traumatizados vertebro-medulares;
. específicos para a pessoa – como é o caso da prescrição de terapêutica em SOS.

Destes tipos de prescrição, três fazem parte do quotidiano dos enfermeiros [prescrição de cuidados + prescrição de terapêutica farmacológica em situação de emergência + decisão de implementação de protocolo ou plano] e os outros três carecem de ser aprofundados, em articulação com a operacionalização das competências dos enfermeiros especialistas[prescrição de exames complementares + prescrição de dispositivos e ajudas técnicas + prescrição de tratamentos envolvendo terapêutica farmacológica].
Sendo esta a situação a debater, a bem dos portugueses.

Situações como a continuidade de prescrição em situação de doença crónica, de evolução prolongada ou terapêutica paliativa, poderiam ser matéria de protocolos nacionais. Mas note-se, desde logo, que nesses protocolos deverão estar incluídos os meios de avaliação diagnóstica e terapêutica (por exemplo, um protocolo de administração de estabilizadores do humor ou neurolépticos carece de doseamento analítico regular tal como em situações de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 se requer a avaliação da hemoglobina glicosilada).

O que não faz sentido é o enfermeiro ter de solicitar uma prescrição médica para avaliação da sua intervenção. Ou, como acontece noutros países, o enfermeiro prescrever com menor comparticipação do sistema ou de acordo com a decisão da entidade empregadora. Parece-me ajustado à realidade nacional e considerando a regulação profissional, a prescrição por enfermeiros no aprofundamento das suas competências de enfermeiros especialistas.



A questão essencial é: esta prescrição alargada é uma resposta a diagnósticos de Enfermagem e nada mais, usando apenas mais recursos, por parte de profissionais reconhecidos como competentes para os mesmos, na sua área de actuação,  seja por especialidade(actual, a criar, a desenvolver) seja competência acrescida por Feridas, Estomaterapia, Pessoas em diálise (conferida por pós graduação, mestrado ou doutoramento  por ex), no intuito de prestar melhores cuidados de saúde e garantir que todas as dimensões da qualidade são atingidas, para bem de TODOS os profissionais de saúde e acima de tudo… pela Saúde dos Portugueses.

O que acha acerca disto?

Responda à questão:
Concorda com a prescrição por Enfermeiros especialistas e/ou com competências acrescidas(na sua área específica de actuação),  de medicamentos, Meios de diagnóstico e ajudas técnicas? (o título da votação é mais pequeno por impossibilidade de edição devido ao limite de caracteres)

Justifique a sua opção com cordialidade e fundamentação credível

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A prescrição por enfermeiros é uma realidade no dia a dia, nos mais diversos campos de actividade e nas mais diversas instituições, como resposta a diagnósticos de enfermagem, no entanto muitos deles não são formalmente reconhecidos, não lhes sendo reconhecida a sua iniciativa ou responsabilidade.
Isto tem sérias implicações para os doentes e para o sistema de saúde na medida em que quer os doentes não têm acesso a cuidados de qualidade, a tempo e horas, quer por parte do profissional que identifica a necessidade e assim não tem a possibilidade de desempenhar autonomamente a sua actividade, quer para o sistema que se torna ineficiente e gerador de desperdício, implicando um maior consumo de recursos, maiores tempos de espera, maior burocracia e acima de tudo... menos centrado no doente.

Tendo em conta que esta prescrição alargada seria apenas possível a quem lhe seja reconhecida especialidade(já existentes ou a criar) ou competência acrescida adquirida por meio de mestrado, pós-graduação ou doutoramento por ex. (Feridas, pessoas em programa de diálise, estomaterapia, etc) e dentro do seu campo de actuação...

A lógica não é a de substituição de qualquer tipo de profissional mas sim aproveitar ao máximo as competências dos vários profissionais, sendo o objectivo último a melhoria da qualidade dos cuidados prestados, tendo em conta que não se trata de passar receitas ou fazer coisas que outros não querem, a perspectiva é mesmo de skill-mix. Ler mais em: “From staff-mix to skill-mix and beyond: towards a systemic approach to health workforce management” http://www.human-resources-health.com/content/7/1/87 )

Adaptado e modificado por mim do artigo da Prof Lucília Nunes: o Original (http://conversamos.wordpress.com/2014/0 ... fermeiros/ )

“Se entendermos a prescrição de enfermagem como o acto de determinar uma orientação para o cuidado, o tratamento ou a avaliação (diagnóstica ou final), parece claro que se distinguem vários tipos de prescrição:

a) de cuidados, apresentados ao cliente, numa relação de parceria e promovendo a sua adesão ao regime terapêutico ; incluída na etapa de planeamento, tendo como base os diagnósticos de enfermagem e um conjunto de resultados esperados acordados entre enfermeiro e a pessoa/grupo; Por ex. prescrever um tipo específico de treino de marcha para pessoas que foram submetidas a colocação de prótese da anca ou educação para a saúde a um doente com intolerância a actividade decorrente dum enfarte do miocárdio ou doença pulmonar crónica ou necessidade de aleitamento materno a uma mãe ou medidas de contenção física na agitação psicomotora

b) de exames complementares, no sentido de proporcionar elementos para a avaliação diagnóstica ou a avaliação das intervenções de enfermagem. Aqui, estou a pensar na avaliação objectiva das intervenções de enfermagem realizadas. Podem constituir exemplos a prescrição de RX tórax após a realização de cinesiterapia respiratória ou a realização de cardiotocografia na gravidez ou ECG no risco de lesão isquémica cardíaca aguda. Está relacionada com o campo de intervenção do enfermeiro especialista;

c) de dispositivos e ajudas técnicas– determinar, atendendo à situação concreta da pessoa, que dispositivos médicos e ajudas técnicas são adequados; por ex. tiras de glicemia para vigilância de diabéticos ou canadianas para pessoas com alteração da mobilidade ou ainda camas articuladas para doentes com mobilizada muito reduzida

d) de terapêutica farmacológica em situação de emergência – de acordo com o Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros(Decreto-Lei nº 161/96, de 4 de setembro), “com vista à recuperação e manutenção das funções vitais”;

e) de tratamentos envolvendo terapêutica farmacológica, como é o caso da realização de pensos; ou medicação para gestão da dor ou fármacos na agitação psicomotora, obstipação, etc

f) A decisão de implementação de protocolo ou plano

• da existência de protocolos (enquanto prescrição diferida no tempo) decorre a decisão de enfermagem relativa à sua execução num dado caso concreto, podendo tratar-se de protocolos:
a. standards para a situação – como o Plano Nacional de Vacinação ou protocolos terapêuticos existentes para traumatizados vertebro-medulares;
. específicos para a pessoa – como é o caso da prescrição de terapêutica em SOS.

Destes tipos de prescrição, três fazem parte do quotidiano dos enfermeiros [prescrição de cuidados + prescrição de terapêutica farmacológica em situação de emergência + decisão de implementação de protocolo ou plano] e os outros três carecem de ser aprofundados, em articulação com a operacionalização das competências dos enfermeiros especialistas[prescrição de exames complementares + prescrição de dispositivos e ajudas técnicas + prescrição de tratamentos envolvendo terapêutica farmacológica].
Sendo esta a situação a debater, a bem dos portugueses.

Situações como a continuidade de prescrição em situação de doença crónica, de evolução prolongada ou terapêutica paliativa, poderiam ser matéria de protocolos nacionais. Mas note-se, desde logo, que nesses protocolos deverão estar incluídos os meios de avaliação diagnóstica e terapêutica (por exemplo, um protocolo de administração de estabilizadores do humor ou neurolépticos carece de doseamento analítico regular tal como em situações de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 se requer a avaliação da hemoglobina glicosilada).

O que não faz sentido é o enfermeiro ter de solicitar uma prescrição médica para avaliação da sua intervenção. Ou, como acontece noutros países, o enfermeiro prescrever com menor comparticipação do sistema ou de acordo com a decisão da entidade empregadora. Parece-me ajustado à realidade nacional e considerando a regulação profissional, a prescrição por enfermeiros no aprofundamento das suas competências de enfermeiros especialistas.



A questão essencial é: esta prescrição alargada é uma resposta a diagnósticos de Enfermagem e nada mais, usando apenas mais recursos, por parte de profissionais reconhecidos como competentes para os mesmos, na sua área de actuação,  seja por especialidade(actual, a criar, a desenvolver) seja competência acrescida por Feridas, Estomaterapia, Pessoas em diálise (conferida por pós graduação, mestrado ou doutoramento  por ex), no intuito de prestar melhores cuidados de saúde e garantir que todas as dimensões da qualidade são atingidas, para bem de TODOS os profissionais de saúde e acima de tudo… pela Saúde dos Portugueses.

O que acha acerca disto?

Responda à questão:
Concorda com a prescrição por Enfermeiros especialistas e/ou com competências acrescidas(na sua área específica de actuação),  de medicamentos, Meios de diagnóstico e ajudas técnicas? (o título da votação é mais pequeno por impossibilidade de edição devido ao limite de caracteres)

Justifique a sua opção com cordialidade e fundamentação credível

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Cuidados Gerais / Re: Luvas de Vinil em uso clínico?!?
« em: Dezembro 02, 2013, 23:17:34 »
Está em inglês mas penso que dá uma ideia da "coisa"
Vinyl Gloves:
Causes For Concern:
http://www.anselleurope.com/medical/pdf ... per_EN.pdf

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Depois do artigo do Ricardo Silva(http://www.forumenfermagem.org/comunicacao/item/3834-os-lideres-da-enfermagem-o-que-queremos) aqui fica a sondagem.

Caso não esteja mencionada uma hipótese que escolheria, por favor coloque-a em mensagem de resposta a esta "opinião".

Para todas as opções assume-se que o cargo deve ser temporário, limitado a um número específico de anos/duração do mandato do Conselho de administração ou similar excepto para a opção 1 : "Por concurso público, de entre enfermeiros especialistas autopropostos, com competências de gestão, sem possibilidade de retrocesso numa eventual carreira vertical."

O poder de voto na eleição é consignado apenas aos enfermeiros, sendo que todos podem votar

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Citação de: EnfermeiroMaravilhas
Citação de: Mauro Germano
"Since the early years of the last century, scientists have known that fluid regimens provide free water (eg, 0.45% saline or 5% glucose in water, D5W), and cause a concomitant reduction in plasma osmolality, can cause cerebral edema.
One of the first animal studies on the cerebral effects of fluid administration showed that hypotonic solutions expanded the brain
"

ou

"Intravenous salt-free solutions containing glucose should be avoided in patients with brain and spinal cord pathology. Once glucose is metabolized, only free water remains only free water, which reduces serum osmolality and increases brain water content. Furthermore, several studies in animals as well as in humans have demonstrated that glucose administration increases neurologic damage and can worsen outcome from both focal and global ischemia , presumably because in ischemic areas glucose metabolism enhances tissue acidosis"

In: http://ether.stanford.edu/library/neuro ... atient.pdf


No entanto, para futuras dúvidas aconselho uma pesquisa simples, no Google por exemplo, com o uso de palavras chave adequadas por exemplo: "Brain Trauma" + glucose solutions" ou "brain trauma" + "hypotonic solutions".

Mas para tornar a coisa mais fiável aconselho pesquisar por exemplo na Pubmed ou Ebsco-Host entre outros.

Em suma... glicose a 5% é solução isotónica. Uma vez administrada, vai-se depois distribuir pelo espaço extracelular, acentuando o edema, que é precisamente aquela coisa que se quer evitar.
ão tenho grande experiencia em TCE, mas sei que muitas vezes se joga também com a pCO2, precisamente para evitar o edema. e sobretudo muito CORTICOESTEROIDES. O lance Armstrong agradece e o doente também.


Glicose 5% em H20 é um fluido hipotónico.

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Já preenchi e já divulguei :)

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@Filipa.m.o

Boa tarde.

A retenção urinária pode não ter nada a ver com isso.

Pergunte outra vez e veja se não será retenção de CO2...

Cumprimentos

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Neste relatório apelidado de Relatório da Comissão de reavaliação da rede nacional de emergência e urgência vai lá encontrar a sua resposta: basta pesquisar o termo "Centro de Trauma"

http://www.anmp.pt/files/dsg/2012/div/R ... 120701.pdf

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"Since the early years of the last century, scientists have known that fluid regimens provide free water (eg, 0.45% saline or 5% glucose in water, D5W), and cause a concomitant reduction in plasma osmolality, can cause cerebral edema.
One of the first animal studies on the cerebral effects of fluid administration showed that hypotonic solutions expanded the brain
"

ou

"Intravenous salt-free solutions containing glucose should be avoided in patients with brain and spinal cord pathology. Once glucose is metabolized, only free water remains only free water, which reduces serum osmolality and increases brain water content. Furthermore, several studies in animals as well as in humans have demonstrated that glucose administration increases neurologic damage and can worsen outcome from both focal and global ischemia , presumably because in ischemic areas glucose metabolism enhances tissue acidosis"

In: http://ether.stanford.edu/library/neuro ... atient.pdf


No entanto, para futuras dúvidas aconselho uma pesquisa simples, no Google por exemplo, com o uso de palavras chave adequadas por exemplo: "Brain Trauma" + glucose solutions" ou "brain trauma" + "hypotonic solutions".

Mas para tornar a coisa mais fiável aconselho pesquisar por exemplo na Pubmed ou Ebsco-Host entre outros.

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Cuidados Gerais / Re: Modelo de Avaliação Familiar de Calgary
« em: Outubro 22, 2012, 21:29:53 »
É uma dissertação de doutoramento... que está a servir de base para a implementação do Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar na realidade Portuguesa e que tem fundamentos dos Modelos Calgary...

O futuro da Enfermagem na Comunidade é este modelo. Aproveitem e leiam...

http://repositorio-aberto.up.pt/bitstre ... eiredo.pdf

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Os médicos também não têm formação em SAV durante a sua formação...

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Cuidados Gerais / Re: Enfermagem
« em: Agosto 06, 2012, 23:32:52 »
Aqui em Portugal tens muito para onde te virar. Se pudéssemos ver através das paredes iríamos ver condições que envergonhariam um governo do Sudão ou da Somália...

Se é essa a tua motivação não precisas de percorrer milhares de km... Cá tens pessoas a viver abaixo da dignidade que atribuímos a um animal. Aliás... tratamos melhor os nossos animais do que os nossos miseráveis...

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