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Mensagens - Gisa

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Assuntos laborais / Re: outro tipo de emprego?!
« em: Junho 25, 2008, 00:09:33 »
Dia 10 de Julho há novamente manifestação de enfermeiros frente ao min da saude, espero sinceramente que desta vez não estejam presentes apenas mil enfermeiros, agora é hora de lutar pelos nossos direitos, todos juntos, empregados e desempregados... Os prof , os camionistas, os pescadores... todos conseguem o que querem, só nos mostram que a união faz a força!!! Divuguem a manifestação e vamos mostrar que existimos e que somos uma classe unida ( se bem que por vezes não parece...)

Já agora, sindicalizem-se para termos mais peso nas negociações...

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Quando eu falo em assumir responsabilidade, refiro-me unicamente a SAV e DAE. O SBV é um dever de todos, profissionais de saúde ou não, mas é claro que os profissionais de saúde o devem saber realizar de uma forma  excelente, não apenas suficiente...

É claro que prezo a vida humana acima de tudo, espero no futuro contribuir para salvar muitas mais, o que me será  mais dificil se estiver envolvida num processo disciplinar na Ordem ou judicial, por ter realizado uma tarefa que ainda não me está devidamente autorizada, ou que não tenho adequado suporte para a realizar correctamente...

Cda vez mais os processos estão na "moda" e lesam cada vez mais enfermeiros que tentam assegurar cuidados na ausencia de quem se devia responsabilizar por eles, vejam o exemplo das nossas colegas do Hosp Egas Moniz ( a mim ainda me parece que a historia está mal contada e quem se lixou foi o peixe miúdo)

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Considero que sou autonoma na minha profissão cada vez que recuso realizar uma prescrição, utilizando argumentos cientificos para o efeito e mostro ao "prescritor" que os enfermeiros não estão ali só por estar, estão ali porque estudaram e detêm conhecimentos e competencias para avaliar e decidir sobre as situações. Também me considero autonoma quando decido realizar uma acção interdependente, porque sei que está correcta!

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Boa tarde
na minha opinião, existem dois aspectos importantes que estão intimamente ligados: a teoria e a prática. É importante saber SBV, mas é igualmente importante a sua constante actualização e prática. De que me serve saber todos os passos a dar, quando numa situação de PCR entro em pânico (o que não é assim tão pouco comum ver acontecer!), ou quando tento fazer tudo certinho mas a pessoa que me está comigo não acerta uma? Penso que é cada vez mais importante investir nas simulações práticas, de x em x tempo.
Tambem não nos podemos esquecer que realizar reanimação em ambiente hospitalar é completamente diferente de a realizar na rua, ou dentro de uma ambulância... local onde todos estão a olhar pra nós e frequentemente a dar opiniões, a fazer disparates ou ainda a impedir-nos de actuar convenientemente porque não estamos fardados...
Quanto ao SBV+SAV, até no hospital é dificil coloca-lo em pratica quando a equipa multidisciplinar não está bem treinada quanto mais na rua, eu pessoalmente não gostaria de assumir uma responsabilidade tão grande como enfermeira, enquanto as coisas não estiverem bem defininas na Lei. Quando corre tudo bem = parabéns; e quando corre mal , como é que é?
Bjs

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Cuidados Gerais / Reuniões Cientificas de Enfermagem
« em: Março 15, 2006, 20:56:14 »
Pelo que percebi da tua ideia o que é pretendido é realizar um genero de mesa redonda em que todos participem. Seria assim possivel debater vários temas (após um estudo prévio dos participantes que o considerassem necessario) e esclarecer dúvidas ou partir para atitudes novas com base na opinião e conhecimento de todos. Ouseja aquilo que já fazemos de forma informal quando nos deparamos com situações em que consideramos que não actuamos da forma mais correcta e vamos pedir a opinião aos restantes colegas de equipa ou de serviço. Poderia funcionar como um mini congresso do serviço em que todos participam e a opinião e conhecimentos de todos são considerados válidos e úteis. Através de um pequeno levantamento das necessidades de formação do serviço é fácil determinar os temas a debater. Espero que tenha ajudado em alguma coisa...

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Cuidados Gerais / dor 5º sinal vital
« em: Março 15, 2006, 20:45:47 »
Considero que a dor se enquadra mais dentro dos sinais vitais, que dos parâmetros vitais, uma vez que é mensuravel mas ainda é considerada subjectiva para muitos enfermeiros. Grande parte dos doentes receia a dor, e o que verificamos nos nossos serviços é que quer enfermeiros quer médicos não estão muito despertos para o seu tratamento, impingindo ao doente sofrimento desnecessário.
“A presença da dor é talvez uma das experiências mais temidas pelo ser humano, mas também uma das mais experimentadas, uma vez que todas as pessoas em algum momento da sua vida já sentiram dor.” De acordo com a Legislação Portuguesa “O enfermeiro tendo em conta o tempo de presença junto do doente/família, é, por excelência uma pedra basilar na implementação, execução e avaliação de uma estratégia multidisciplinar de controlo da dor, com vista à reabilitação do seu funcionamento físico, psicológico, social, cultural, familiar e laboral”.Um eficaz e seguro controle da dor decorre da actuação uniformizada dos profissionais.
Os registos como rotina, permitem a continuidade dos cuidados, a avaliação regular do plano de tratamento e seu ajustamento baseado na variabilidade individual das respostas terapêuticas, bem como a correcção em tempo das terapias inadequadas.
Talvez se a dor fôr considerada o %º sinal vital, seja final mete tratada convenientemente. Já agora se alguem souber de bibliografia sobre avaliação da dor no serviço de urgência, agradecia que me enviassem! Obrigado.

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Cuidados Gerais / A rotinização do cuidar?!
« em: Janeiro 30, 2005, 19:58:51 »
é certo que existem rotinas mas imaginem isto: um doente quer tomar banho à noite, tudo bem, mas - não há água quente a essa hora, não há roupa, e se for parcialmente dependente, a única auxiliar tem de chegar para todos pelo que não tem tempo para o ajudar, porque tem de ajudar a dar as alimentações ou a posicionar os outros! É rotina confirmar a terapêutica na tarde, mas a farmácia fecha às 24h e se faltar alguma temos de pedir a outros serviços, o que se agrava se apenas estiver um enf de serviço. Todas as rotinas têm a sua lógica, só poderemos combate-las se soubermos porque foram iniciadas! Nem sempre quando se chega a um serviço percebemos porque existem determinadas rotinas, apenas com o tempo aprendemos a conhece-las e contorna-las de forma a CUIDAR devidamente do doente. Pelo que se soubermos avaliar bem as situações conseguimos sempre encontrar uma solução que satisfaça o serviço e o doente. Jinhos

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Cuidados Gerais / Mais uma noite....
« em: Janeiro 30, 2005, 19:37:23 »
No que diz respeito a apenas um enfermeiro durante a N, tenho mais experiência do que pretendia! Há poucos dias disse que no meu serviço tinhamos passado a ser 2 à noite, infelizmente por falta de pessoal voltamos a ter apenas um quando não há pessoal para estarem 2. Isto não é mau, é pessimo! 1º pela segurança dos doentes, imaginem uma reanimação iniciada apenas por um enfermeiro e um auxiliar: quem é que chama reforços como o médico e o colega do pavilhão do lado? Se temos um doente que não está bem não conseguimos cuidar dos outros! Não podemos sair do serviço nem pra ir buscar café! Se estamos dentro de uma enfermaria não conseguimos ouvir chamar na outra, até porque não existem campainhas (estão avariadas)!!! Já não contando com o cansaço, ou alguma noite que estejamos menos bem! Não é fácil acreditem, principalmente quando o rácio é de um enfermeiro para 25 doentes, a sua grande maioria de medicina! Por vezes parece que estou num país de 3º mundo! Agora imeginem como se sai de um turno destes! Jinhos

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Cuidados Gerais / Mais uma noite....
« em: Janeiro 29, 2005, 22:23:32 »
Infelizmente o q tenho sobre essa matéria está tudo em fotocopia, mas se alguem estiver interessado posso mandar por correio! Existe a Sociedade portuguesa de psicossomatica mas o seu site não está a funcionar! Os livros de Sami Ali também são interessantes, mas não estão directamente ligados à enfermagem, são no entanto boas referencias que nos ajudam nos cuidados aos doentes e a nós proprios!Existe também o Journal of biological Rhytms, no vol 15, nº 2 de abrlil de 2000 tem um texto giro. Jinhos

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Cuidados Gerais / Aliança no trabalho?! Sim ou não!
« em: Janeiro 28, 2005, 01:46:38 »
Sei que não é o mais correcto mas também uso aliança (o meu marido tb é enf. e tb usa)! Justificação: não sei dar, habituei-me a usa-la e custa-me tira-la. Quando as compramos  tivemos o cuidado de as escolher de forma amendoada, ou seja, quase redonda, sem bordos cortantes e lisa. Assim não magoa os doentes e é fácil de limpar! Considero bem pior o uso de relógios e aneis cheios de pedrinhas ( que não dá para lavar bem e magoam os doentes), ou verniz nas unhas (que estala ao fim de cerca de um dia e permite aos "bichinhos" esconderem-se e aproveitarem para ir passear até casa com as enfermeiras, já pra não falar no que fazem em ambiente hospitalar). Jinhos

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Cuidados Gerais / Mais uma noite....
« em: Janeiro 28, 2005, 00:59:30 »
O eterno problema das noites! quando faço noite fico toda trocada e sótenho sono, se posso durmo todo o dia, acordo para jantar e volto a dormir até de manhã. É sempre um dia perdido! O pior é quando são duas noites de seguida, principalmente quando o horário é sempre certo MM TT D NN F, para quem está a 42h. Ao fim da algum tempo parece que quer durma quer não durma estou sempre cansada e irritada! Transtorna completamente a vida das pessoas. Segundo a disciplina de psicossomática, o melhor horário é aquele em que se faz apenas uma ou duas noites, pois o organismo ainda não teve tempo para mudar os seus ritmos e já voltou ao normal. Isto é o ritmo normal da nossa temperatura corporal leva cerca de três dias para se alterar, enquanto que o da produção de cortisol leva cerca de uma semana, pelo que se fizermos uma semana de noites alteramos os nossos ritmos e em seguida temos de voltar a altera-los novamente para o normal. Se fizermos poucas noites de seguida não chegamos a alterar os nossos ritmos completamente e toleramos melhor as mudanças de horário. É também assim que se explica as alterações forçadas pelo Jet-Leg. Dei esta disciplina no complemento de formação este ano e achei muito interessante! Se gostarem de saber mais sobre os ciclos circadeanos e a ritmicidade esta disciplina: psicossomática, tem uma vertente que os estuda. Jinhos

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Cuidados Gerais / Estetoscópio, um instrumento ou uma insígnia?
« em: Janeiro 21, 2005, 02:52:42 »
Não sei o que ensinam na tua escola, mas infelizmente na minha não me ensinaram a auscultar um doente, o pouco que sei aprendi primeiro em livros (de enfermagem) e com os médicos que se "dignaram" ensinar-me! Dai que eu considero que até é normal a reacção que a enfermeira teve. A enfermagem tem mudado muito e em pouco tempo, nem todos têm vontade e disponibilidade para se actualizar em tudo. Acho que não se deve fazer nenhum escandalo do que aconteceu! Mas sim procurarmos todos evoluir em conjunto. As técnicas de relação de ajuda e o cuidar não é só de nós para os doentes, também temos de saber cuidar uns dos outros e por vezes escolher com cuidado as palavras com que nos justificamos e a forma como falamos, pois podemos magoar os outros ou dar-lhes a entender algo que não é a nossa intenção. É bom ter alunos, podemos aprender imenso se também tivermos humildade, mas, não é nada agradavel quando eles são de nariz levantado para toda a gente! Ai perdemos nós enquanto profissionais e eles enquanto alunos! Jinhos. Pensa nisso!

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Ensino e Atividades Académicas / Desilusão com o curso/profissão
« em: Janeiro 21, 2005, 02:28:16 »
Aqui estou eu, seis anos depois de acabar o curso, com os sonos trocados à conta de fazer duas noites. A meio da 2ª noite quando mais uma vez fui dar uma volta pra confirmar se estavam todos bem, lá pensei: "que porcaria de vida, todos a dormir e eu aqui, o que é que me deu pra vir pra enf.em? Tanta profissão que ganha tão bem, dorme a noite inteira e não se chateia nem metade!". No meu serviço até à semana passada o enf. fazia N só com o auxiliar! Temos 25 vagas! O serviço é de medicina e dermatologia (e acreditem em mim, dermat não é serviço de pré-reforma)! Mas... quando acordei à tarde, na minha caminha ri-me pra mim, pois tenho a certeza que nenhuma outra profissão me faria mais feliz! quando escolhi ser enfermeira não fazia a minima ideia do que era a profissão, achei que era bonito, cuidar de crianças e velhinhos! Hoje já não acho bonito, acho liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindo! Sou enfermeira e não espero um"obrigado" de ninguém, apenas espero um sorriso de quem já não tem dores, ou um suspiro de quem está pronto para terminar o seu sofrimento! Por vezes desmoreço, considero ser normal! Se sou uma boa enfermeira? não sei! Sei que procuro ser e que dou o meu melhor, uns dias mais que outros e lá vou com o peso na consciência pra casa! Agora estou a fazer o complemento, a minha monografia é sobre as tecnicas de comunicação terapêutica durante os banhos! sabem o que eu descobri? Falamos mais sobre nós, e por vezes nem olhamos para o doente! Esta pode não ser uma tarefa das mais "giras", mas é sem dúvida um dos momentos do dia do doente mais importantes, que nós QUASE TODOS descuidamos - ou seja simplesmente NÂO CUIDAMOS adequadamente do doente! Pois é dar um banho ou mudar uma fralda é desagradavel, mas deve ser sem duvida mais desagradavel para quem está deitado aperceber-se que nos estamos a "borrifar" para o que estamos a fazer! Afinal somos gente que cuida de gente! Já agora se alguém tiver bibliografia sobre isto agradeço uma ajudinha! para terminar TUDO o que fazemos tem sempre significado no outro, para mim isto é ser enfermeira! Jinhos

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ola a todos. Neste momento estou a acompanhar o estagio de uma aluna no meu serviço. Embora já não seja a primeira vez que o faça, ainda sinto alguma insegurança. Uma vez que procuro dar o meu melhor e nem sempre sei se o fiz da forma mais correcta e mais adequada à pessoa que estou a orientar. Considero que esta não é uma tarefa fácil: despertar interesse pelas situações e levar os alunos a estudar e a investigar, não os substituir, dar-lhes espaço para se desenvolverem, conseguir não ser maçadora e ao mesmo tempo conseguir Cuidar adequadamente dos doentes que me estão distribuidos. Confesso que por vezes tenho a sensação que não consigo dar resposta a tudo. Mas enfim procuro dar o meu melhor. Acima de tudo e uma vez que somos "pessoas que cuidamos de pessoas" tambem devemos cuidar dos alunos e mostrar-lhes que a relação de ajuda deve ser para todos, não só de nós enfermeiros para os doentes, mas principalmente de nos enfermeiros para com os colegas e neste caso alunos.

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