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Outras Dimensões da Profissão => Enfermagem e Politica de Saúde => Tópico iniciado por: Mar84 em Julho 11, 2012, 22:11:58

Título: greve dos médicos e consequencias para os enfermeiros
Enviado por: Mar84 em Julho 11, 2012, 22:11:58
Caros colegas e membros desta comunidade,
trabalho num BO de um hospital público e perante a greve dos médicos destes dias as entidades superiores do meu local de trabalho exerceram pressão para ficarmos de folga hoje e amanha, pois não haveria movimento cirúrgico. Alguns dos meus colegas, eu inclusive, não aceitamos e então fui distribuida para outro serviço para ajudar os colegas.
Pretendo saber o que aconteceu hoje pelos restantes BO deste país e com os colegas que lá trabalham.
Título: Re: greve dos médicos e consequencias para os enfermeiros
Enviado por: GuidaFawkes em Julho 11, 2012, 22:55:43
Certamente é um hospital público de gestão privada! ;D tem de se rentabilizar a mão de obra....
 Eu pessoalmente concordo com ser-se polivalente num hospital... há demasiadas "barreiras" entre serviços, as pessoas ficam demasiado atadas para fazer outras coisas...
Título: Re: greve dos médicos e consequencias para os enfermeiros
Enviado por: GuidaFawkes em Julho 11, 2012, 23:01:35
Ahh e seguramente que quem paga impostos em Portugal, ficará super contente de saber que não se paga um dia de trabalho em vão aos funcionários...
Título: Re: greve dos médicos e consequencias para os enfermeiros
Enviado por: Kronnuz em Julho 14, 2012, 13:40:39
Caro colega, a "mobilidade" tem as suas particularidades.

Não sou contra a ideia da mobilidade, mas em condições que permitam salvaguardar, simultaneamente, profissional e utente.
Sabemos muito bem que não é isto que acontece!

Não é minimamente aceitável (nem racionalmente expectável) que uma pessoa saia do serviço em que trabalha para, ao final de um ou dois turnos de integração, assegurar a prestação de cuidados de acordo com os requisitos presentes no código deontológico e REPE. Basicamente, e perdoe-me a expressão, é-se lançado aos bichos!

O argumento mais falacioso e manipulado para justificar o que não tem justificação é o seguinte: "Ah, mas é enfermeiro generalista!" 

E então?!
Num Hospital, os serviços não estão estruturados por especialidades?!
Necessariamente, isto obriga (ou deveria obrigar) a um período de adaptação que permitisse ao profissional a integração na equipa, nas dinâmicas e rotinas do serviço, bem como o desenvolvimento de novas aptidões/conhecimentos técnicos, de forma a poder exercer a sua profissão sem colocar em risco a si próprio e ao utente.

Sim, porque se um enfermeiro comete um erro e é instaurado um processo (seja de que natureza for), quem nos mete a mão por baixo? A OE? Os Sindicatos? Querem lá as pessoas saber se esse profissional está ali há dois dias, dois meses ou dois anos?! E quanto a mim muito bem, diga-se de passagem! Porque a responsabilidade deveria recair nas chefias! Mas quem é o prejudicado? Adivinhe-se lá...

Por isso digo, a mobilidade até poderia ser benéfica, mas quando efectuada de acordo com uma data de pré-requisitos que visem a defesa dos direitos (e deveres, claro), tanto do profissional como do utente.
Título: Re: greve dos médicos e consequencias para os enfermeiros
Enviado por: enfermeiredo em Setembro 19, 2012, 14:11:17
Citação de: Kronnuz
Caro colega, a "mobilidade" tem as suas particularidades.

Não sou contra a ideia da mobilidade, mas em condições que permitam salvaguardar, simultaneamente, profissional e utente.
Sabemos muito bem que não é isto que acontece!

Não é minimamente aceitável (nem racionalmente expectável) que uma pessoa saia do serviço em que trabalha para, ao final de um ou dois turnos de integração, assegurar a prestação de cuidados de acordo com os requisitos presentes no código deontológico e REPE. Basicamente, e perdoe-me a expressão, é-se lançado aos bichos!

O argumento mais falacioso e manipulado para justificar o que não tem justificação é o seguinte: "Ah, mas é enfermeiro generalista!" 

E então?!
Num Hospital, os serviços não estão estruturados por especialidades?!
Necessariamente, isto obriga (ou deveria obrigar) a um período de adaptação que permitisse ao profissional a integração na equipa, nas dinâmicas e rotinas do serviço, bem como o desenvolvimento de novas aptidões/conhecimentos técnicos, de forma a poder exercer a sua profissão sem colocar em risco a si próprio e ao utente.

Sim, porque se um enfermeiro comete um erro e é instaurado um processo (seja de que natureza for), quem nos mete a mão por baixo? A OE? Os Sindicatos? Querem lá as pessoas saber se esse profissional está ali há dois dias, dois meses ou dois anos?! E quanto a mim muito bem, diga-se de passagem! Porque a responsabilidade deveria recair nas chefias! Mas quem é o prejudicado? Adivinhe-se lá...

Por isso digo, a mobilidade até poderia ser benéfica, mas quando efectuada de acordo com uma data de pré-requisitos que visem a defesa dos direitos (e deveres, claro), tanto do profissional como do utente.

Concordo!!! Isto muitas vezes é esquecido pelos chefes e pelos próprios profissionais, mas não deveria acontecer!!!!!
Título: Re: greve dos médicos e consequencias para os enfermeiros
Enviado por: Sumer009 em Março 24, 2015, 20:59:25
Já comniquei essas duvidas à Ordem ois conheço uma farmácia que paraalé da vacinação da gripe (que julgo é o permitio) administram outras mediações via IM (que jugo não ser permitido. Mas até agora pediram número de membro sem resposta.