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terça, 13 julho 2010 22:42

Comunicação Interdisciplinar em Saúde: Importância e Desafios

Escrito por 

A comunicação entre o topo e a equipa também deve ser processada de uma forma clara e precisa de modo a que os objectivos da organização sejam entendidos

 

Título

Comunicação Interdisciplinar em saúde: Importância e Desafios

Interdisciplinary Communication in Health: Importance and Challenges

Nursing nº257

 

Autor:

Hugo P. Lucas, enfermeiro do serviço de pediatria do Hospital Nossa Senhora do Rosário, pós-graduado em Intervenção Socio-organizacional em Saúde com especialização em Políticas de Gestão e Administração de Serviços de Saúde

 

Resumo

A sociedade moderna caracteriza-se pelo seu grande dinamismo e competitividade, exigindo das pessoas e das organizações sempre mais e melhor em prol da eficiência, rapidez e qualidade, principalmente na área da saúde, onde a exigência relativa á prestação de cuidados tem que fazer parte da conduta de todos os profissionais que de forma complementar visam a excelência do cuidar. Esta complementaridade apenas existe se os intervenientes estabelecerem uma boa comunicação interdisciplinar, com pena de contaminação deste processo por conflitos que quando mal resolvidos apenas dificultam a prestação de cuidados de qualidade. Desta forma, acompanhando os avanços tecnológicos, a comunicação em saúde tem despertado para a necessidade de modernizar os processos comunicacionais entre os vários profissionais que se complementam, de forma a proporcionar ao cliente um serviço de qualidade.

Palavras-chave: comunicação; interdisciplinaridade; gestão de conflitos; sistemas de informação.

 

Abstract

Modern society can be described by its dynamic and competitive nature, always demanding more from people and organisations at the cost of efficiency, rapidity and quality, particularly when it comes to health, where the demand related to care services must become part of a professional’s day to day life, who seeks to complement excellence in care.  It is only possible to achieve this complement if the intervenient is able to establish a good interdisciplinary communication, often fear of contaminating this process by unresolved conflicts will only increase the difficulty of providing high quality care services.  In this manner, and following the technological advances, communication in heath matters has awakened the need to modernise the communication processes between the various professionals who complemented themselves in the search to provide, for the client, high quality standard services.

Keywords: communication, interdisciplinary, conflict management, information systems.

 

Introdução

Numa sociedade dinâmica e relacional, a comunicação apresenta-se como essencial no quotidiano pessoal e profissional de qualquer pessoa. Numa equipa multidisciplinar de saúde a comunicação constitui-se como uma necessidade vital, pelo que é imperativo comunicar com eficácia. As falhas de comunicação poderão comprometer o desempenho tanto do profissional como também de toda a equipa, pondo em causa a qualidade dos cuidados prestados.

Tradicionalmente, a comunicação explica-se através da presença de um emissor, um código, um canal e um receptor, no entanto, este esquema não representa a forma como se processa a comunicação nem os factores que intervêm ao longo de todo o processo, e embora, geralmente a comunicação tenha uma essência positiva, é importante ter em conta a possibilidade desta ser, muitas vezes, inadequada e geradora de várias interpretações. Esta possível ambiguidade da informação transmitida e as consequentes diferenças de interpretação pode apresentar-se como um dos factores geradores de conflito numa equipa, comprometendo todo o processo de cuidar interdisciplinar.

No interior de uma equipa todos os elementos são importantes, pois cada um fornece contributos diferenciados que dão fundamento às decisões e qualidade às acções, no entanto, a existência de falhas de comunicação poderá comprometer todo este processo.

Neste sentido, os novos meios de comunicação são fundamentais na optimização dos circuitos comunicacionais tendo-lhes por isso, sido dada cada vez maior importância nas organizações de saúde, constituindo-se como desafios para todos os profissionais empenhados na melhoria da comunicação em saúde.

Este artigo visa evidenciar como o trabalho em equipa é hoje uma exigência e um desafio para todos os que estão empenhados na cooperação intersectorial em saúde, em especial nos processos de comunicação.

 

Importância da comunicação na equipa multidisciplinar 

O trabalho em equipa não é uma actividade automática ou consequência natural de capacidade técnica ou profissional individual, mas sim uma qualidade a ser desenvolvida do ponto de vista colectivo. Os principais grupos profissionais de uma organização de saúde, como enfermeiros, médicos, auxiliares de acção médica, assistentes sociais, entre outros, podem ter papéis, funções e competências radicalmente diferentes, mas apenas uma equipa interdisciplinar permite alvejar a excelência e a qualidade holística dos cuidados à pessoa, ou seja, em toda a sua plenitude.

Neste sentido, Horta citado por Matheus (1995:13) refere que “ (…) hoje não se concebe mais um profissional que trabalhe sozinho. Na estrutura social moderna, um indivíduo depende do outro para o desempenho das suas tarefas, que, geralmente são especializadas”.

A interdisciplinaridade pode definir-se como o “grau de integração entre as disciplinas e a intensidade de trocas entre os especialistas”, sendo que “desse processo interactivo, todas as disciplinas devem sair enriquecidas” (Costa, 2007:109). O mesmo autor refere ainda quatro obstáculos para a interdisciplinaridade: a tradição positivista e biocêntrica, os espaços de poder que o encastelamento disciplinar propicía, a falta de comunicação entre as instituições de ensino e pesquisa, e as dificuldades próprias da interdisciplinaridade (operacionalização e conceitos, métodos e práticas entre disciplinas).

A postura do profissional de saúde necessária à prática interdisciplinar deve ser de questionamento e inquietude em busca de soluções e novas aprendizagens, ou seja, “Ser interdisciplinar é arriscar na busca do novo” (Costa, 2007:112)

Deste modo, tão importante quanto a realização das tarefas para um grupo, é a satisfação que estes profissionais sentem ao trabalhar em equipa. Em qualquer organização, se não existir trabalho em equipa, as pessoas tendem simplesmente a executar uma tarefa que muito pouco contribuirá para a sua satisfação pessoal.

Para que o trabalho em equipa seja bem sucedido, é fundamental que exista uma adequada comunicação interdisciplinar, através de uma postura de abertura e confiança. Para que tal aconteça, é necessário o reconhecimento das competências e autonomia dos vários grupos profissionais para que se possa contar com os seus conhecimentos próprios, e com confiança no sentido de responsabilidade e integridade de todos os elementos. Desta forma, comunicar numa equipa pressupõe que os diferentes profissionais estejam empenhados em atingir os cuidados de saúde do utente, reconhecendo a sua interdependência. Por outro lado, a comunicação também “(…) é um dos meios mais eficazes para a mudança de atitudes, já que constitui a essência vital à condução dos Homens.” (Morais, 2002:25)

A comunicação interdisciplinar é hoje uma exigência e um desafio para todos os profissionais, instituições e organismos que estão empenhados na cooperação intersectorial em saúde, pois permite cuidados mais completos e eficazes, centrados nas necessidades dos utentes. A acção dos profissionais também se evidencia como mais estimulante e organizada.

No entanto, como Atkinson e Murray (1985:60) referem na sua obra, “(…) não é fácil manter uma comunicação de qualidade. Esta é uma habilidade profissional que requer não só o estudo como a prática para alcançar um alto nível de proficiência.” Além de que, numa equipa a comunicação sofre influência de inúmeros factores adjacentes que podem prejudicar a comunicação, tais como as diferenças pessoais, de estatuto e/ou hierárquicas.

Apesar de se reconhecer o carácter transversal da comunicação em todas as dimensões do cuidar (técnica, funcional e relacional) e eventualmente ser ela própria considerada uma competência, pode-se afirmar que a mesma está  predominantemente relacionada com a dimensão relacional, dado que apesar de existirem técnicas comunicacionais, a mesma não pode existir sem relação. (Oliveira, 2004:35)

Na mesma linha de pensamento Martins (1996:64) refere que “Comunicar é relacionar-se... há verdadeira comunicação quando a relação se torna ir e vir, proposta e adesão, pergunta e resposta (...). Saber comunicar é também uma arte. De qualquer maneira estamos sempre a comunicar. A incomunicação é já comunicação”.

A comunicação entre o topo e a equipa também deve ser processada de uma forma clara e precisa de modo a que os objectivos da organização sejam entendidos. Não deve haver barreiras na comunicação entre os vários níveis, mas sim um “feedback” positivo na troca de informações.

 

Neste sentido, existem dois tipos de comunicação em equipa:

Hierárquica

O ideal seria, encontrar um “código” certo a utilizar nas mensagens que são emitidas para as equipas, das equipas para o topo, entre equipas e dentro das mesmas.

Segundo Carapinheiro (1993:196) “os processos de negociação tecem as relações sociais quotidianas dos serviços, de acordo com as posições hierárquicas, os compromissos ideológicos e a periodicidade das participações das diferentes categorias de pessoal na rede das relações de trabalho”.

Em suma, a comunicação interdisciplinar é uma competência prática, que tem vindo a ser cada vez mais reconhecida nas organizações de saúde, pois permite desfragmentar a evidente necessidade de continuidade de cuidados da pessoa através da articulação/ partilha de conhecimentos e saberes, mantendo a responsabilidade individual de cada disciplina pela qualidade dos cuidados prestados.

 

Gestão de conflitos 

Num grupo heterogéneo, como geralmente é característica de uma equipa multidisciplinar, com alguma frequência, podem existir conflitos geradores de um ambiente negativo, com todas as repercussões que daí advêm nos cuidados de saúde. Segundo Almeida (1999) citado por Morais (2002:25) conflito é “uma situação que se caracteriza por escassez de recursos e por um sentimento de hostilidade, (…) é uma situação em que dois ou mais objectivos, pertencentes a uma ou mais pessoas, são mutuamente exclusivos, gerando atitudes de hostilidade”, nesta linha de pensamento Morais (2002) define conflitos como a incapacidade, sobretudo cognitiva, de se ultrapassar certos obstáculos autoproduzidos pela equipa.

Segundo Atkinson e Murray (1985:89) “Em qualquer ocasião em que as pessoas tentam fundir ideias e interesses dentro de um grupo, o resultado pode ser o conflito (...). Isso pode ter como resultado encorajar mudanças, estimular interesse e a cooperação dos membros do grupo e esclarecer o objectivo do grupo. Em contrapartida pode enfraquecer ou destruir o grupo por meio de ataques pessoais entre os membros, por gerar raiva ou por aumentar a competição entre os membros do grupo”.

Neste contexto, torna-se importante, que cada elemento da equipa tenha conhecimento do seu eu, das suas competências enquanto profissional de saúde especializado inserido numa equipa multidisciplinar, para que adopte uma filosofia de trabalho onde seja atribuída importância à comunicação interdisciplinar.

Uma equipa onde existem muitos conflitos entre os elementos, não dá imagem de eficiência, eficácia e qualidade, não apresenta trabalho, perde-se em discussões, gasta-se muita energia inutilmente. “Os objectivos e as expectativas de cada um dispersam-se, pouco se faz de útil ou positivo.” (Morais, 2002:25)

No entanto, os conflitos dentro da equipa são saudáveis desde que sirvam somente como crescimento pessoal e profissional dos seus membros. Quando se trabalha numa equipa em que a comunicação entre os seus membros seja eficaz e promova um bom ambiente de trabalho, aumenta a motivação dos profissionais, melhora a produtividade e consequentemente também a qualidade dos cuidados prestados. Assim, uma adequada comunicação tem um papel fundamental na gestão dos conflitos de uma determinada equipa.

Segundo resultados de um estudo investigativo de Morais (2002), a falta de comunicação constitui-se como a segunda maior causa de conflitos numa equipa de saúde, sendo a primeira a divergência de opinião que indirectamente também é influenciada pela forma como a comunicação circula e é processada entre os elementos da equipa.

Um dos aspectos fundamentais a ter em consideração numa equipa é a sua coesão e mútua confiança, muito embora este aspecto esteja sob influência de vários factores intrínsecos e extrínsecos ao grupo.

Os factores extrínsecos são todos aqueles que antecedem a formação do grupo e são exteriores ao mesmo, sendo alguns deles comuns à maioria dos grupos, como é o caso:

  • Disposição material que regula as redes de comunicação;

  • A semelhança ou a diferença do status social e dos quadros de referência próprios dos indivíduos reunidos.

Ou seja, a proximidade espacial, social e cultural entre os elementos do grupo constitui um poderoso meio de facilitação para atingir os objectivos em causa. Assim, um grupo reduzido que tem em comum diversas características, comunica mais rápida e intensamente do que os elementos de uma reunião numerosa e diversificada.

Relativamente aos factores intrínsecos, estes representam os factores inerentes ao próprio grupo e podem-se dividir em duas grandes categorias:

  • Factores de ordem sócio-afectiva: estão relacionados com motivações, emoções e valores comuns que promovem a aproximação entre os elementos do grupo.

  • Factores sócio-operatórios: estão relacionados com a organização mental, cognitiva e funcional de um grupo, permitindo satisfazer as suas necessidades de duas maneiras:

- Distribuição e articulação dos papéis: consiste em relacionar as actividades que se pretende concretizar e as opiniões dos elementos do grupo. Pode existir uma organização horizontal (a equipa trabalha em cadeia e não há estrutura hierárquica, ou seja, líder), ou uma organização vertical (existe uma hierarquização de todos os elementos do grupo).

- Comportamento de um grupo e modo de liderança: todo o grupo tem um comportamento, em que este é influenciado de modo diferente em qualidade e intensidade, por todos os elementos do grupo. Nenhum grupo funciona sem a presença de um líder, mas a relação que este estabelece com os restantes elementos deve ser de complementaridade, ou seja, não é apenas o líder que determina o comportamento do grupo, este comportamento pode também ser aliado às diferentes situações.

Como foi já referido, os conflitos podem ter resultados positivos ou negativos, mediante a forma como estes são geridos. Neste sentido, Schermerhorn (1999:272) estabelece uma relação entre o estilo de administração de conflito dos elementos em conflito e o resultado dos mesmos: 

O que o autor expõe na sua obra é que a forma como o conflito é gerido e administrado pelas pessoas implicadas determina o seu resultado. Apesar de haver várias formas de se gerir o conflito, deseja-se que a colaboração de todos seja a utilizada, conotando a situação de positiva e benéfica para ambas as partes.

 

Novos meios de comunicação 

Numa sociedade em constante evolução, quer científica, quer tecnológica, torna-se fundamental que a área da saúde se adapte a esta evolução e acompanhe o progresso, nomeadamente ao nível da informação e do conhecimento, para poder melhorar a qualidade da prestação de cuidados de saúde. A informação é essencial nesta área, dado que é a base de todo o processo de cuidados de qualquer profissional de saúde, no entanto, esta só tem valor se a sua circulação for eficaz, e assim transformar-se em conhecimento, o que confere aos meios tecnológicos da vanguarda uma extrema importância.

A forma como a informação circula e é trabalhada, tem vindo a tornar-se cada vez mais um instrumento de gestão, constituindo uma necessidade básica para a decisão, realização e controlo das actividades e fundamental no sucesso das organizações. As tecnologias de informação apresentam-se como novas oportunidades no desenvolvimento das redes de comunicação, possibilitando transmissão e armazenamento de dados de forma rápida, cómoda e segura, possibilitando que estes sejam processados, transmitidos e publicados em suporte de fácil acessibilidade.

Um sistema de informação permite que a informação esteja mais facilmente acessível e organizada, além de permitir a monitorização de indicadores, essenciais no controlo e melhoria da qualidade. Por outros lado, “(…) a praxis sistémica do fluxo informacional, possibilita ao hospital minimizar os seus entraves de comunicação e de levar os dados e informações aos diversos sujeitos no contexto da sua divisão de trabalho especializado (…)” (Cunha e Silva, 2005:8)

Em qualquer serviço onde se prestem cuidados de saúde, é exigível que todos os profissionais, das diferentes áreas de actuação, trabalhem como uma equipa multidisciplinar, de forma a satisfazerem um objectivo comum, ou seja, a saúde e bem-estar das pessoas. Neste sentido, o trabalho conjunto de todos os profissionais no desenvolvimento dos vários sistemas de informação, seria importante para a melhoria da qualidade, em todas as áreas de actuação do serviço/organização, contribuindo, em larga medida, para a satisfação dos clientes que a ele recorrem.

Segundo Cunha e Silva (2005:2), o grande objectivo dos sistemas de informação “ (…) é a melhoria da qualidade e a eficiência dos processos de trabalho, uma vez que, a cadeia de informações será alimentada automaticamente, o que eliminará instrumentos paralelos de colheita de dados e informações, optimizando a comunicação, por conseguinte a acção dos profissionais que realizam esses serviços.” (Cunha e tal, 2005: 2)

Actualmente, já  em muitas organizações de saúde, os profissionais utilizam sistemas de informação que contribuem para uma comunicação interdisciplinar mais rápida, objectiva e completa. Nos últimos anos, tem-se desenvolvido um Sistema de Apoio à Prática de Enfermagem (SAPE) que se articula com outros, como o SAM (Sistema de Apoio ao Médico) e o sistema de gestão de doentes da urgência geral (ALERT), entre outros. Esta partilha de informação entre equipas profissionais complementares na missão de bem cuidar, embora seja regulada, proporciona uma maior articulação na prestação de cuidados de saúde, contribuindo para uma maior fundamentação das decisões num menor período de tempo, sendo este, muitas vezes, um recurso escasso e crucial para o cliente.

Em suma, a modernização dos sistemas de informação, têm proporcionado uma melhoria significativa na gestão da informação nas organizações de saúde. A informação é essencial nesta área, dado que é a base de todo o processo de cuidados de qualquer profissional de saúde, no entanto, esta só tem valor se for do conhecimento dos profissionais capazes de fazer uso dela em tempo útil.

 

Conclusão

Uma organização de saúde integra um vasto número de equipas de profissionais especializados, que desempenham, cada um deles, um papel vital no interior do objectivo conjunto, que passa por oferecer serviços de qualidade, satisfazendo assim as necessidades e expectativas dos clientes, sendo para isso fundamental uma adequada comunicação numa vertente interdisciplinar.

A comunicação no seio de uma equipa multidisciplinar representa a partilha de informação especializada entre os vários profissionais de saúde de forma a ser possível intervir com maior fundamento e abrangência, ou seja, através de uma avaliação holística da situação do cliente. No entanto, a comunicação pode ser influenciada por vários factores que condicionam a forma como este processo é experimentado pelos elementos da equipa, podendo conduzir/originar conflitos que quando mal geridos conferem uma má imagem a toda a equipa acompanhado de ineficiência e fragmentação dos cuidados prestados.

Com a evolução tecnológica, os sistemas de informação têm vindo a assumir um papel importante nos processos clínicos e administrativos das organizações de saúde, constituindo-se também como um desafio em prol da comunicação interdisciplinar. O desenvolvimento de sistemas de informação nas várias especialidades em saúde permite que o processo de partilha e transmissão de informação entre os vários profissionais se realize de forma mais rápida, fiável e completa, minimizando erros e perda de informação.

Assim, dado a indiscutível importância da comunicação interdisciplinar é premente que se trabalhe na sua contínua melhoria através de processos cada vez menos desregrados e informais, de forma a evitar os constrangimentos resultantes dos conflitos entre profissionais que põem em causa a sua credibilidade, assim como de toda a equipa e organização.

 

Referências Bibliográficas

  • ATKINSON, Leslie e MURRAY, Mary Ellen – Fundamentos de Enfermagem: introdução ao processo de enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1989;

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  • COSTA, Rosemary – Interdisciplinaridade e equipas de saúde: concepções. Barbacena: Mental, Ano V, nº8 (Junho, 2007), p. 107-112;

  • CUNHA, Francisco e SILVA, Helena – Informação e Comunicação no contexto dos hospitais. Intercom: Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares de Comunicação, 2005;

  • MATHEUS, M.ª Clara – O Trabalho em Equipa: Um Instrumento Básico e um Desafio para a Enfermagem. Rev. Esc. Enf. USP. V.29, nº1 (Abril, 1995), p.13;

  • MARTINS, Lurdes – Comunicação Interdisciplinar, Revista Servir, vol.44. n.º2 (1996), p.64;

  • MORAIS, Ana Maria Martins – Gestão de Conflitos. Lisboa. Nursing, nº172 (2002) p. 24-29;

  • OLIVEIRA, Alexandre e GRAVETO, João – Comunicação: um verdadeiro meio da essência de ser enfermeiro. Lisboa. Pensar Enfermagem, vol. 8, nº1 (2002) p.35;

  • SCHERMERHORN, Jonh – Administração. Rio de Janeiro: Livros Técnicos Científicos, 5ª Ed, 1999;

 

Outra Bibliografia consultada

  • ALVES, A. - Comunicação, Interdisciplinaridade Obrigatória. Conferência no 11º Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Comunicação de Empresa (APCE), realizado em Lisboa, em 14 e 15 de Novembro de 2000 (publicado em 2006);

  • NASSAR, Maria – O Papel da Comunicação nas Organizações de Saúde: oportunidades e desafios. Intercom: Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 2005;

  • SAUPE, R. et al. – Competências dos profissionais de saúde para o trabalho interdisciplinar. São Paulo. Comunicação, Saúde, Educação, v.9, n.18 (2005) p.521-536.

Revistas

Artigos de Autor

 Revista Nursing

Revista Sinais Vitais

 

Revista Investigação em Enfermagem

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