Social:

O distrito de Bragança perdeu a primeira e única oncologista e tem cada vez mais dificuldades em contratar e fixar médicos, denunciou esta terça-feira o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste

Algumas dezenas de trabalhadores do Centro Hospitalar Lisboa Norte estão, esta quarta-feira, concentrados junto ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, a exigir a contratação de profissionais, depois da saída de cerca de 400 enfermeiros e auxiliares.

Um estudo realizado na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) revela que os doentes de quatro hospitais da região Centro têm “apenas” até três horas de cuidados de enfermagem disponíveis por dia, avança a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

A professora da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) Ananda Fernandes considerou hoje que o país «vai pagar muito caro» a falta de enfermeiros nos hospitais e unidades de cuidados de saúde primários.

 

Os enfermeiros do Hospital de Santarém fizeram esta sexta-feira um ultimato ao Ministério da Saúde, ameaçando que se até dia 14 de agosto não for desbloqueada a contratação de profissionais, vão tomar uma muito drástica.

A Ordem dos Enfermeiros (OE) acaba de tomar conhecimento, pela Sr.ª Enf.ª Diretora do Centro Hospitalar de Setúbal (CHS), da posição tomada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) quanto à realização de partos na água. Segundo a DGS, «mesmo considerando a tradicional verticalidade hierárquica do Enfermeiro EESMO (Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica) em relação ao Enfermeiro Diretor, (…) a competência para autorizar a realização de partos na água pertence unicamente ao Diretor de Serviço que, por sua vez, reporta ao Diretor Clínico da Instituição».
A OE mostra-se chocada com esta inusitada posição da DGS, que sem qualquer tipo de fundamentação, desrespeita a profissão e os enfermeiros, ignorando o enquadramento legal vigente que regula o exercício profissional dos Enfermeiros Especialistas de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica. 
A OE foi ainda informada que, na sequência desta recomendação o CHS, por iniciativa dos enfermeiros suspendeu o recurso à imersão na água durante o trabalho de parto e parto, deixando assim esta opção de estar acessível na única instituição pública do país que a disponibilizava às grávidas que o desejassem e reunissem condições para o efeito.
Segundo a Enf.ª Lúcia Leite, Vice-presidente do Conselho Diretivo da Ordem dos Enfermeiros, «é lamentável que a DGS interfira deste modo na única maternidade deste país com uma taxa de cesarianas abaixo dos 10%, impedindo o cidadão de aceder a boas práticas clínicas, só porque são implementadas por enfermeiros. A imersão e o parto na água são recomendados como uma metodologia a utilizar durante o trabalho de parto e parto normal, como uma das possíveis escolhas/opção por parte da mulher grávida, após informação e consentimento livre e esclarecido».Lúcia Leite afirma ainda que «a Ordem está recolher informação e a preparar a sua intervenção junto do Senhor Ministro da Saúde e não deixará de retirar as devidas consequências, na defesa dos melhores interesses do cidadão e da profissão de Enfermagem». 
 

 Irregularidades no processo eleitoral na origem do processo

Só no distrito de Lisboa, faltam 113 enfermeiros a trabalhar na comunidade, existindo actualmente apenas 27.