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terça, 22 julho 2014 17:39

Bragança ficou sem a única médica oncologista que tinha

O distrito de Bragança perdeu a primeira e única oncologista e tem cada vez mais dificuldades em contratar e fixar médicos, denunciou esta terça-feira o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste

O distrito de Bragança perdeu a primeira e única oncologista e tem cada vez mais dificuldades em contratar e fixar médicos, denunciou esta terça-feira o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste.

António Marçôa afirmou, num balanço dos últimos dois anos de atividade da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE), que rescindiu o contrato a primeira oncologista que tinha conseguido contratar e que fazia parte dos "menos de dez" especialistas que se candidataram às quase 60 vagas abertas nos últimos dois anos.

A falta de médicos especialistas sempre foi um dos males da Saúde nesta região e o administrador defendeu que se agravou agora com a tabelação salarial que faz com que um médico ganhe o mesmo no interior ou no litoral.

O presidente da ULSNE aceita que "seja tabelado, mas só será correto se houver também uma política de tentativa de fixação dos novos licenciados no interior".

A solução que aponta é a diminuição de vagas no litoral e aumentar o número no interior, além de "as contas serem feitas tendo em atenção" as especificidades.

"Se fizerem só contas relativamente ao número de habitantes, o interior vai ficar sempre penalizado", apontou.

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