Social:
sábado, 02 novembro 2013 10:14

Família pede indemnização por morte de doente que caiu da cama de hospital

 

A família de um idoso que veio a morrer depois da queda de uma cama num hospital privado em Aveiro, decidiu processar a unidade hospitalar, exigindo uma indemnização de mais de 100 mil euros.

 

O caso remonta a outubro de 2011, quando o homem, de 84 anos, caiu de uma cama na Cliria, uma unidade do Grupo Espírito Santo Saúde, onde se encontrava a receber tratamento médico, após ter sofrido um acidente de viação.

No processo, que começou a ser julgado no mês passado, no Juízo de Grande Instância Cível de Aveiro, os familiares do idoso dizem que na referida queda o doente sofreu um «traumatismo craniano e fratura do colo do fémur».

Estas lesões, assim como a pneumonia que, entretanto, o doente contraiu, só terão sido diagnosticadas dias mais tarde nos Hospitais da Universidade de Coimbra, para onde foi então transferido.

Segundo a família do idoso, após a queda, o seu estado clínico «piorou muito», vindo a falecer a 18 de novembro de 2011 de «anemia e coagulação intravascular disseminada».

Os familiares dizem que a morte do idoso «ficou a dever-se aos procedimentos negligentes e imperitos dos médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar incumbidos de cuidarem do doente na clinica da ré», justificando que «não tomaram as medidas necessárias a evitarem a sua queda da cama e não procederam à adequada avaliação das suas consequências».

O hospital privado, por seu lado, rejeita quaisquer responsabilidades na morte do idoso, justificando que o tratamento «foi adequado segundo as leges artis e em momento algum foi negligenciado pela ré ou pelos seus profissionais».

«Nenhuma evidência existe de que a sua morte 49 dias depois tenha sido causada por aquela queda», afirma a Cliria.
O hospital refere ainda que a atuação dos profissionais após a queda do doente «foi pronta e eficaz, tendo sido chamado o médico-cirurgião que o observou e suturou a ferida no sobreolho», adiantando que «nos dias seguintes à queda o doente nunca apresentou dores».

«Nenhum dos danos invocados são consequência direta e necessária da atuação ou omissão da ré ou dos seus profissionais. Sê-lo-ão quando muito atribuídos ao risco que é próprio e inerente à situação clínica e idade do doente e impossível de controlar e evitar em toda a sua extensão», conclui a Cliria.

Diário Digital com Lusa

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=666106

 

Ler 5652 vezes