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quinta, 18 setembro 2014 19:54

Novo medicamento contra melanoma desperta esperanças em especialistas

Os especialistas em cancro de pele possuem expectativas positivas após a recente aprovação que a FDA (Administração de Alimentos e Fármacos) dos EUA deu para um novo medicamento contra o melanoma que «estimula o sistema imunológico».

O novo tratamento contra este tipo de cancro é resultado de uma pesquisa liderada pelo professor Antoni Ribas, um dos principais especialistas da equipa de analistas da Escola de Medicina David Geffen, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), centro que desenvolveu o estudo.

«O fármaco foi aprovado de forma acelerada porque tem efeitos benéficos em pacientes com melanoma, que é um tipo de cancro de pele, e estes efeitos são duráveis», destacou Ribas.

A comercialização do fármaco Pembrolizumab foi aprovada a 4 de Setembro pela FDA. O remédio foi enquadrado na categoria de «tratamento de vanguarda» e a produção ficará a cargo da multinacional farmacêutica Merck, sob o nome de Keytruda.

«Espero que as agências reguladoras de medicamentos de outros países, os países latino-americanos, dêem-se conta que este beneficia os pacientes», expressou Ribas.

À frente de uma equipa de 26 médicos, Ribas iniciou no fim de 2011 os testes de imunoterapia intravenosa com base no novo fármaco, identificado inicialmente como MK-3475.

«No estudo clínico inicial com 40 pacientes, observamos que a reacção foi positiva. Para beneficiar mais pessoas estendemos os testes a 600», assinalou o médico, que há 18 anos trabalha em pesquisas neste tema.

O especialista explicou que após os testes foi observado que em um terço dos pacientes «o cancro disseminado no pulmão, fígado e ossos, reduziu e com o tempo os pacientes melhoram»; enquanto outro terço apresentou uma menor diminuição do cancro; e os demais «não beneficiaram do tratamento».

«As pesquisas do funcionamento do fármaco para o tratamento do melanoma continuam na UCLA, e em mais 11 laboratórios nos Estados Unidos, Austrália e Europa», informou Ribas, que destacou que a actual fase da pesquisa pretende solucionar por que é que alguns pacientes dão «respostas menos duradouras» ao tratamento.

Tom Stutz, de 74 anos, é um dos 600 pacientes voluntários que participou do estudo. Ele foi diagnosticado com um melanoma nas costas em 2011, que depois afectou o fígado e o pulmão, e hoje está recuperado em 90%.

«A verdade é que sem este medicamento não há esperança com este tipo de cancro», disse o advogado agora reformado, que antes do tratamento tinha que usar uma cadeira de rodas.

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