Alguns organismos não parecem mostrar sinais de envelhecimento. Estas são algumas das conclusões do primeiro estudo do tipo, publicado na Nature. O estudo compara os padrões de envelhecimento dos seres humanos e outras 45 espécies.
«Todos nós temos ideias preconcebidas sobre o envelhecimento e como ele deve ser», disse Pedro F. Quintana-Ascencio, biólogo da Universidade da Florida Central e um dos colaboradores do estudo. «Mas este estudo mostra que precisamos de um olhar para o envelhecimento com mais profundidade. Nem tudo é o que parece entre as espécies. Seres humanos, especialmente os humanos modernos, parecem ser discrepantes.»
A equipa contrastou como vertebrados, invertebrados, plantas e uma alga verde envelhecem. Humanos modernos, sapos, leões, piolhos e a Hypericum cumulicola, uma planta nativa da Florida, estavam entre as espécies comparadas.
O estudo concluiu que a mortalidade de algumas espécies, como homens e pássaros, aumenta com a idade. Para algumas, como a planta da Florida, o crescimento é menor. E para outras, como a tartaruga do deserto e certas árvores, a mortalidade diminui com a idade.
Os investigadores apontam que não há uma forte correlação entre os padrões de envelhecimento e expectativa de vida tÃpicos das espécies. As espécies podem ter um aumento da mortalidade e ainda viver um longo tempo, ou ter uma diminuição da mortalidade e viver um curto espaço de tempo, dizem os cientistas da Max-Planck Odense Center.
«Não faz sentido considerar o envelhecimento tendo como base a idade em que a espécie pode chegar», disse o biólogo evolutivo Owen Jones, do Max- Planck. «Em vez disso, é mais interessante definir o envelhecimento como sendo baseado nas trajectórias de mortalidade: se as taxas aumentam, diminuem ou permanecem constantes com a idade.»
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