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quinta, 03 outubro 2013 00:09

Reforma da cobertura de saúde nos EUA entrou em vigor na 3.ª feira

Após anos de batalhas duras, a reforma do sistema de seguros de saúde dos EUA, feita pelo Presidente Barack Obama, para dar uma cobertura subvencionada a milhões de norte-americanos, arrancou na terça-feira.

Adotada em 2010, esta lei está no centro da disputa política, centrada no orçamento, entre democratas e republicanos, que têm movido a Obama um ataque forte e permanente. A maioria republicana na Câmara dos Representantes reclamou, em vão, que a sua entrada em vigor fosse adiada, do que tinha feito condição 'sine qua non' para chegar a um acordo orçamental federal.

O impasse das negociações provocou a paralisia parcial da administração federal, desde o início de terça-feira. "A lei sobre o seguro médico vai para a frente, o seu financiamento já existe e vocês não o podem impedir", afirmou na segunda-feira, em tom de desafio, Obama, dirigindo-se aos republicanos. "Enquanto for Presidente, não vou ceder às exigências de alguns no Partido Republicano para negar uma cobertura de saúde acessível a milhões de trabalhadores norte-americanos", disse Obama, que se encontrava rodeado de beneficiários da reforma.

Os serviços do recenseamento indicam que, em relação a 2010, mais de 50 milhões de norte-americanos não tinham cobertura médica. Deste total, entre 30 a 33 milhões vão beneficiar do novo programa de seguro até 2016, o que reduz para 26 a 27 milhões o número de pessoas que ficam sem cobertura, de acordo com as estimativas do serviço do Congresso para o Orçamento (CBO, na sigla em Inglês). O programa inclui a criação de mercados de seguro de saúde pelo Governo Federal nos 36 Estados que oferecem vários planos de cobertura, o que beneficia o jogo da concorrência.

"Com o lançamento do programa, começa um novo dia onde a cobertura médica será mais acessível e disponível como nunca", sublinhara na terça-feira a ministra da Saúde, Kathleen Sebelius, no sítio do Ministério da internet. Um relatório da administração de Obama revela que a oferta, que é a segunda proposta mais barata, cobrindo 70% dos custos médicos de um segurado típico, custará 328 dólares (243 euros) mensais por pessoa. Para uma família de quatro pessoas, com um rendimento anual de 50 mil dólares, o prémio mensal varia em média entre 600 dólares no Estado do Arizona, no sudoeste, e 1.069 dólares no Estado do Mississippi, no sul. Mas, e este é um dos pontos centrais da lei Obama, a maior parte das pessoas que subscrevam estes seguros poderão beneficiar de subvenções, na forma de crédito fiscal. Obama garantiu na terça-feira que a maior parte das pessoas deveriam poder obter uma cobertura médica por menos de cem dólares por mês.

"Hoje começa uma intensa campanha de seis meses de registo e formação do público", disse na terça-feira fonte do Ministério da Saúde. O primeiro dia de registo provocou a saturação de numerosos sítios da internet. No Estado de Nova Iorque, onde o sítio, saturado, recebeu dois milhões de visitas nas duas primeiras horas de abertura, os responsáveis "encorajaram" os utilizadores a regressar mais tarde. Por seu turno, Obama prometeu, durante uma intervenção na Casa Branca na terça-feira, que o sítio deveria melhorar durante o dia, atribuindo os problemas à enorme procura de informação, traduzida por mais de um milhão de pessoas a visitá-lo antes das 07:00 locais (12:00 de Lisboa).

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/interior.aspx?content_id=3453428&page=-1

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