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terça, 07 janeiro 2020 20:25

Inteligência artificial pode ajudar operações a cancro no cérebro

A inteligência artificial pode permitir uma análise “quase em tempo real” de um tumor no cérebro durante a operação para o remover, ajudando os cirurgiões de forma mais “segura e precisa”, indica um estudo agora divulgado.

A ferramenta, testada por uma equipa de investigadores norte-americanos, pode dizer em menos de dois minutos e meio se as células removidas são cancerosas ou não, contra 20 a 30 minutos de uma análise convencional, segundo um artigo publicado esta segunda-feira na revista Nature Medicine.

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Os investigadores combinaram uma técnica de imagem a laser inovadora com um algoritmo baseado na análise de mais de 2,5 milhões de imagens de biopsias.

“Com esta ferramenta estamos mais bem equipados para conservar os tecidos saudáveis e apenas remover os tecidos contaminados pelas células cancerosas, o que se traduz por menos complicações e por melhores resultados para os doentes com cancro”, disse o neurocirurgião Daniel Orringer, da Universidade de Nova Iorque, citado pela agência de notícias AFP.

“Em neurocirurgia e em muitos outros domínios da cirurgia dos cancros, a detecção e o diagnóstico de tumores durante a operação são essenciais para fazer o procedimento cirúrgico mais apropriado”, acrescentou o especialista.

A partir da amostra colhida, o programa permite dizer que tipo de tumor se trata, entre os dez tipos mais comuns de cancro no cérebro, com uma eficácia comparável à dos médicos patologistas, segundo o estudo.

Num ensaio clínico que incluiu 278 doentes com tumor cerebral, a ferramenta de inteligência artificial estabeleceu um diagnóstico correcto em 94,6% dos casos, contra 93,9% da análise humana.

“De forma surpreendente, em todos os casos em que os patologistas se enganaram o nosso algoritmo estava certo, e em todos os casos em que o algoritmo se enganou os patologistas estavam certos”, observou Daniel Orringer.

Para os autores da investigação, a ferramenta poderia melhorar a pertinência da análise humana e superar a falta de especialistas em locais onde eles não são suficientes.

FONTE - Público

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