Social:
quinta, 12 dezembro 2019 14:34

Miúdos obesos? Sim, os que têm televisão no quarto ou comem num ambiente demasiado informal

Um dos caminhos para combater o excesso de peso na infância passa, dizem os investigadores, por promover as refeições numa área para o efeito, sem acesso a ecrãs.

Ter ecrãs no quarto ou não usufruir de uma refeição com tempo e em ambiente tranquilo potenciam a obesidade infantil, diz estudo, publicado esta semana noInternational Journal of Obesity. A investigação sugere que um dos caminhos para combater o excesso de peso na infância passa por promover as refeições numa área para o efeito, sem acesso a quaisquer ecrãs, e retirar dos quartos todos os ecrãs, sejam de televisão, de jogos, de smartphones ou mesmo do computador que usam para a escola.

Mais

  • A carregar...
PÚBLICO -
Glenn Carstens-Peters/Unsplash
PÚBLICO - ,
, Samantha Sophia/Unsplash,Samantha Sophia/Unsplash
Fotogaleria
Glenn Carstens-Peters/Unsplash

O estudo, levado a cabo por três investigadores da Universidade de Glasgow (Alison Parkes, Michael Green e Anna Pearce), que se basearam em dados recolhidos pelo projecto Growing Up in Scotland (Crescer na Escócia), usou como amostra todas as crianças com uma ou mais medidas confiáveis de índice de massa corporal (IMC) aos 46, 58, 70 e 122 meses.

O total inicial era de 4076 indivíduos (2085 rapazes e 1991 raparigas), mas os investigadores acabaram por concentrar a sua atenção nas 2800 crianças que, na última fase, aos 122 meses (cerca de dez anos), tinham sido entrevistadas em família. Destes foram observados os padrões de refeição, a interacção familiar durante estes períodos e a existência de ecrãs nos quartos, cruzando estes dados com a dieta das crianças, a actividade física e o sono.

Após as observações e o cruzamento das várias variáveis, foram identificadas cinco trajectórias de aumento de peso em ambos os sexos: de baixo risco (68% da amostra), excesso de peso decrescente (9%), excesso de peso crescente (12%), excesso de peso alto estável (6%) e obesidade alta crescente (5%).

Comparadas à trajectória de baixo risco, as trajectórias de peso alto ou de obesidade alta crescente foram caracterizadas por um acesso precoce a ecrãs no quarto de dormir. Já um ambiente informal durante as refeições, sem se estar sentado à mesa com a família e muitas vezes com a televisão ligada, caracterizou as trajectórias de excesso de peso crescente e de excesso de peso alto crescente.

FONTE - Público

Ler 597 vezes