Social:
quinta, 07 novembro 2019 15:52

Recém-nascido não esteve mais de seis horas em caixote do lixo

Bebé é “saudável” e pode ter alta, no máximo, dentro de 48 horas.

O médico Daniel Virella, da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais do Hospital D. Estefânia, estimou esta quinta-feira que o recém-nascido encontrado na véspera num contentor do lixo em Lisboa, não esteve mais de seis horas naquele local.

Numa conferência de imprensa dada esta quinta-feira à tarde, o neonatologista explicou que o bebé “é saudável” e foi entretanto transferido para a unidade de cuidados neonatais da Maternidade Alfredo da Costa por não necessitar de cuidados complexos.

Mais populares

  • Justiça

    Mãe que acusou IURD de lhe roubar filhos pede desculpa em tribunal e diz que foi “manobrada” pela TVI

  • Forças Armadas

    Forças Armadas já têm mais graduados do que praças

  • i-album
    Ilustração

    Vamos celebrar os 100 anos de Sophia como ela nos ensinou — de lápis na mão

O clínico adiantou que a criança está em condições de ter alta, no máximo, dentro de 48 horas, desde que seja encontrado um local seguro para ficar.

“Não sabendo o que se passou ninguém diria que lhe aconteceu algo”, afirmou o médico, que salientou que o bebé está bem de saúde e tem um peso normal. Está a ser alimentado a biberão. Daniel Virella elogiou o trabalho da equipa de emergência que socorreu o recém-nascido. “Aqueceram-no, estabilizaram-no e hidrataram-no. Só tivemos de continuar esse trabalho”, resumiu.

Na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais apenas foi feita uma avaliação e prestados os cuidados mínimos. “O trabalho mais complexo que tivemos foi dar-lhe um banho”, referiu o neonatologista, que acrescentou que foram feitas análise e exames complementares habituais numa situação como esta.

O médico sublinhou que o hospital tem condições para manter o bebé na unidade até ser necessário, mas sublinhou que tal não é o mais adequado. “Um hospital não é o ambiente ideal para uma criança que não está doente desenvolver a sua vida”, realçou. Daniel Virella diz que cabe à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens “encontrar uma solução” para o recém-nascido e transmiti-la ao hospital.

FONTE - Público

Ler 63 vezes