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terça, 29 outubro 2019 15:43

Mulheres com mais stress têm ciclos menstruais mais irregulares, diz estudo

Estudo da Universidade do Minho mostra que o stress é uma “causa modificável” dos ciclos menstruais. Investigadores procuram mais mulheres voluntárias para continuar a análise.

Os resultados preliminares de um estudo da Universidade do Minho mostram que o stress “é uma causa modificável” dos ciclos menstruais, sendo que a disfunção ovulatória é “culpada” pela infertilidade feminina em 35% dos casos.

Em declarações à Lusa, uma das responsáveis pela investigação, Vanessa Silva, explicou as primeiras conclusões têm por base 60 casos, mas o grupo, constituído por investigadores e médicos da Escola de Medicina da Universidade do Minho, necessita de mais 60 mulheres voluntárias com ciclos menstruais irregulares, com idades entre os 18 e os 38 anos para avançar na investigação.

Segundo a investigadora, a disfunção ovulatória “é a principal causa de ciclos menstruais irregulares e de infertilidade feminina” e o objectivo do estudo é “identificar correctamente a causa e corrigir, de forma dirigida, a disfunção, de forma a que uma mulher consiga engravidar de forma segura e eficaz”. “Os nossos primeiros resultados mostram que mulheres mais expostas ao stress têm ciclos menstruais mais irregulares, o que tem implicações quando a mulher quer engravidar, mas pode ter também durante a própria gravidez”, referiu Vanessa Silva.

“Embora a disfunção ovulatória seja muito frequente, os mecanismos subjacentes às suas principais (como o Síndrome do Ovárico Poliquístico) ainda não são completamente compreendidos. A falta de conhecimento sobre estes mecanismos e a forma como interagem tem contribuído para orientações clínicas, muitas vezes, incorrectas ou pouco eficazes”, explicou a clínica.

Os investigadores querem, “através de uma avaliação clínica com recurso a ecografia, análises hormonais e questionários de avaliação clínica, compreender o que conduz a ciclos menstruais irregulares ou à ausência de menstruação”. Numa segunda fase, apontou, “as mulheres que estão a tentar engravidar podem continuar a ser monitorizadas e acompanhadas pelo médico, sendo também ajudadas na correcção da disfunção”. Todos os exames e acompanhamento realizado com as voluntárias são gratuitos, desde as análises clínicas às ecografias e consulta médica.

FONTE - Público

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