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quinta, 19 setembro 2019 11:00

Christopher Eccleston assume anorexia e dismorfofobia

Actor britânico, que assumiu o papel de Malekith no filme da Marvel Thor: O Mundo das Trevas (2013), confessa em livro ter considerado o suicídio.

Além do blockbuster com selo da Marvel, Christopher Eccleston tem há muito o reconhecimento pelo seu trabalho em séries televisivas como Dr. Who, onde vestiu a pele do nono protagonista da saga, ou em filmes como Pequenos Crimes Entre Amigos (Danny Boyle, 1994), 60 Segundos (Dominic Sena, 2000) ou 28 Dias Depois (Boyle, 2002). Porém, o actor decidiu revelar que, detrás dos papéis que representa, esconde uma personalidade em constante sofrimento.

Segundo a norte-americana Variety, no livro I Love the Bones of You: My Father and the Making of Me, que é lançado esta semana no Reino Unido, Eccleston confessa que a doença de que padece estava no auge enquanto vestia a pele do Dr. Who e que deu entrada para uma instituição psiquiátrica, em 2015, após ter ponderado o suicídio na sequência da separação da mulher. “Muitas vezes quis contar que sou um anoréxico e dismorfofóbico crónico”, escreve o actor, explicando porque nunca o fez antes: “Sempre encarei isto como um segredo imundo porque sou do Norte, porque sou homem e porque sou da classe operária.”

PÚBLICO -
Foto
Christopher Eccleston como Malekith em "Thor: O Mundo das Trevas" (2013) DR

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Percorrendo o drama que viveu durante toda a sua existência, Ecclestone adianta que ainda se encontra medicado com antidepressivos, ao mesmo tempo que recorda como estava doente durante o período em que foi o incrível Dr. Who: “As pessoas adoram como apareço nessa série, mas eu estava muito doente.”

Ainda este ano, um artigo publicado na revista Nature Genetics defendia que a anorexia nervosa deve passar a ser encarada como uma doença psiquiátrica e metabólica e que a abordagem terapêutica deve ter isso em conta. O artigo confirmava que a anorexia nervosa tem correlações genéticas com alguns distúrbios psiquiátricos – como a perturbação obsessivo-compulsiva, a depressão, a ansiedade e a esquizofrenia. Um resultado que ajuda a confirmar a natureza psiquiátrica desta doença que na literatura científica é frequentemente citada como a que tem a mais elevada taxa de mortalidade.

Além da anorexia, Ecclestone refere sofrer de perturbação dismórfica corporal, que se resume por uma preocupação obsessiva com a aparência de uma parte do corpo – ou de todo ele.

FONTE - Público

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