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quarta, 14 agosto 2019 17:53

Beja: falta de médicos pode encerrar urgência de ginecologia no fim de semana

Urgência esteve fechada entre as 6 horas da manhã do dia 13 e as 8 horas do dia 14 de Agosto. Sindicato Independente dos Médicos denunciou a situação.

Devido à falta de médicos para preencher as escalas das urgências, a Unidade Local de saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) prevê que, no próximo fim-de-semana a urgência de obstetrícia no Hospital José Joaquim Fernandes esteja encerrada.

A situação foi confirmada ao PÚBLICO pelo própria ULSBA depois de o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) ter denunciado que “o serviço de urgência de ginecologia e obstetrícia deste hospital esteve encerrado desde as 6 horas da manhã no dia 13 de Agosto até às 8 horas da amanhã de 14 de Agosto.

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A ULSBA disse que a situação na quarta-feira já estava resolvida e que “a instituição procede sempre à comunicação protocolada para este tipo de situações sempre que se verifica a impossibilidade de existência de médicos para assegurar a Urgência da especialidade, nomeadamente ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU)”.

Acresce que a ULSBA disse ainda que “esta é uma situação que até ao final do mês se prevê apenas que possa voltar a ocorrer no próximo fim-de-semana”.

O SIM Alentejo lamentou a situação, nomeadamente pelo facto de as grávidas e parturientes da região de Beja estarem sem atendimento urgente no Hospital José Joaquim Fernandes.

Em comunicado, o Sindicato Independente dos Médicos disse que “alertou diversas vezes que a contínua desorganização sobre a assistência médica na urgência e emergência Obstétrica levaria a cabo decisões lamentáveis como esta”. “Assistimos à falta de prestações de cuidados de saúde na urgência desta especialidade que terão obrigatoriamente de ser transferidos para outras unidades hospitalares, colocando em causa a qualidade e segurança dos cuidados prestados.”

O Sindicato Independente dos Médicos exige da administração do Hospital José Joaquim Fernandes a adopção urgente de medidas, que incluem “a contratação imediata de médicos especialistas, com reposição do número mínimo necessário para garantir a segurança clínica dos doentes e a prestação de cuidados de qualidade em Ginecologia e Obstetrícia”.

E lança o alerta à” Ordem dos Médicos para esta grave situação e apela ao especial empenho do Governo para a resolução desta incerteza e indefinição que prejudica profissionais e doentes”.

FONTE - Público

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