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segunda, 15 julho 2019 08:13

Governo lança aplicação que permite aos surdos chamar o 112 sem ajuda

Nova aplicação, que para já só fica disponível em Android, permite aos surdos fazerem uma videochamada ou trocarem SMS com a central do 112. Aplicação chega dois anos depois do anúncio.

A promessa era antiga, a necessidade ainda mais. A partir desta segunda-feira, os cidadãos surdos já podem chamar o 112 sem pedir ajuda, através da aplicação MAI112 lançada pelo Governo mais de dois anos depois de a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, a ter anunciado.

De acordo com o Público, que avança a notícia, a aplicação deverá ficar disponível esta segunda-feira, mas apenas para o sistema Android — para o iPhone só mais tarde.

Em declarações àquele jornal, a secretária de Estado Ana Sofia Antunes explica que “não foi fácil criar uma aplicação compatível com as plataformas da Proteção Civil” e justifica o atraso, também, com a dificuldade em contratar intérpretes de língua gestual para as videochamadas.

O funcionamento da aplicação é muito simples e permite duas formas de comunicação com o 112. O botão SOS (como mostra a imagem abaixo) inicia uma videochamada que é atendida por um intérprete de língua gestual, que trabalha lado a lado com um assistente do Centro de Orientação de Doentes Urgentes — a pessoa que tem a responsabilidade de enviar os meios de socorro. Outra opção é o envio de mensagens escritas, através de um chat com um assistente do CODU. A aplicação permite ainda a geolocalização da pessoa que está a pedir ajuda.

De acordo com a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, a utilização de dados móveis e de SMS pela aplicação MAI112 será sempre gratuita.

Nos primeiros seis meses, a aplicação funcionará em modo projeto-piloto, permitindo aos técnicos envolvidos a adaptação a esta realidade e a melhoria dos serviços consoante a procura. Portugal tem cerca de 85 mil pessoas surdas. Neste momento, a aplicação vai arrancar com sete intérpretes de Língua Gestual Portuguesa a trabalhar no sistema.

FONTE - Observador

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