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terça, 18 junho 2019 20:43

Profissionais da saúde defendem nova maternidade de Coimbra nos Covões

Conselho de Administração diz que solução passa pela instalação no pólo central. Autarquia está contra.

Um grupo de profissionais de saúde de Coimbra juntou-se para contestar a intenção anunciada de instalar a nova maternidade da cidade no perímetro dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). O movimento que reúne médicos, enfermeiros e assistentes operacionais elaborou uma carta aberta dirigida ao Ministério da Saúde, por uma nova Maternidade de Coimbra localizada no Hospital dos Covões e organiza nesta quarta-feira, uma sessão para divulgar o seu conteúdo, às 17h30, na Praça 8 de Maio.

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No texto, o movimento argumenta que a instalação de uma maternidade nos HUC “sobrecarregará ainda mais o espaço, agravará os problemas do trânsito e do estacionamento e irá agudizar o congestionamento de serviços”.

A criação de uma nova maternidade em Coimbra para substituir tanto a Bissaya Barreto como a Daniel de Matos, ambas inseridas no miolo urbano, é um processo que se arrasta há anos . As exigências não se aplicam apenas à futura maternidade, explica ao PÚBLICO Fernando Martinho, médico cirurgião aposentado e um dos membros do movimento. Enquanto esse processo não chega a uma conclusão, defende que não se deve “deixar degradar as maternidades existentes com a promessa de uma nova”. Na carta, pode ler-se que as duas maternidades “sofreram com a deterioração das instalações e com o desinvestimento, agravados com a concentração da administração das unidades hospitalares de Coimbra”.

A ida da maternidade para os Covões, entendem os profissionais, permitirá “aproveitar a capacidade instalada e reduzir custos de implantação e de construção”. Isto para além de criar uma “boa oportunidade para reverter uma dinâmica de perda de valências do Hospital”, bem como aproveitar a proximidade de outras instituições de saúde.

No início deste mês, a ministra da Saúde, Marta Temido, disse em Coimbra que tinha recebido uma proposta formal do conselho de administração do hospital para que a nova maternidade se localizasse no perímetro dos HUC, apontando, citada pela agência Lusa, que "os estudos técnicos e todas as opiniões técnicas” reforçam essa opção.

A localização até já tinha sido anunciada em Abril de 2018 e a opção era a área dos HUC. Em conferência de imprensa conjunta, o presidente do conselho de administração do CHUC, Fernando Regateiro, e a presidente da Administração Regional de Saúde do Centro, Rosa Reis Marques, disseram que a solução custaria 16 milhões de euros, mas não avançaram se seria preciso construir um novo edifício ou se bastaria instalar a maternidade noutro espaço já existente.

Regateiro justificou a escolha do pólo central com “razões de segurança das grávidas”, uma vez que estariam mais próximas de serviços como cirurgia muscular, urologia, cardio-toráxica ou cuidados intensivos. O responsável repetiu esta argumentação já este mês e disse aos jornalistas que o Hospital dos Covões não teria dimensão nem respostas para um serviço de obstetrícia e neonatologia “inseridos num hospital de apoio perinatal diferenciado”.

No entanto, este pólo central tem a oposição da câmara e assembleia municipal de Coimbra, bem como da comunidade intermunicipal. O presidente da autarquia, Manuel Machado, já por várias vezes manifestou preocupação com a pressão exercida nos acessos e estacionamento aos HUC e vai reunir na próxima terça-feira, dia 25, com a ministra da Saúde.

FONTE - Público

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