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segunda, 11 fevereiro 2019 14:17

Portugal é o quinto pior país da UE na desistência de chamadas para o 112

"Desistência pode ser causada por problemas de rede e congestionamento de chamadas, entre outros factores", assinala Bruxelas.

Portugal foi, em 2018, o quinto pior país da União Europeia (UE) na desistência de chamadas para o número europeu de emergência (112). Essa taxa rondou os 20%, por problemas como a rede ou congestionamento da linha.

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Os dados constam do relatório divulgado esta segunda-feira pela Comissão Europeia referente ao 28.º aniversário da implementação do número de emergência europeu, demonstrando que Portugal é o quinto país pior classificado (do total dos 28 Estados-membros, sendo que três países não responderam) no que toca às chamadas que "terminam antes de uma resposta por um operador humano".

"A desistência pode ser causada por problemas de rede e congestionamento de chamadas, entre outros factores", assinala Bruxelas no relatório. Pior do que Portugal estão a Bulgária, a Itália, a Polónia e a República Checa, sendo que neste último caso a taxa subiu para quase 50%. Ao todo, foram feitas cerca de 8.500.000 chamadas para o 112 em Portugal no ano passado, de um total de 141.141.731 feitas em toda a UE.

No que toca ao tempo de resposta, mais de 90% das chamadas foram atendidas em 10 segundos em 13 Estados-Membros, em 2018, incluindo Portugal, no qual o tempo médio foi seis segundos.

Em Portugal, o 112 é o número mais usado para reportar emergências. O país está a instalar um sistema de geolocalização das chamadas, projecto que conta com fundos comunitários.

Bruxelas prevê que, até 2020, 15 Estados-membros tenham este sistema instalado. Para já, só existe na Bélgica, Estónia, Finlândia, Irlanda, Lituânia, Malta, Eslovénia e Reino Unido. Em Portugal foram, porém, já criados alertas por mensagens de texto (por entidades como a Protecção Civil, entre outras), sendo este um dos cinco Estados-membros onde isso acontece - juntamente com países como a Bélgica, Irlanda, Luxemburgo e Espanha.

FONTE - Público

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