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quinta, 08 novembro 2018 16:44

Hospital das Emoções deu consultas a 43 mil jovens mexicanos infelizes

Um estudo de 2013 revelou que 55% dos jovens mexicanos eram infelizes. Foram criadas cinco clínicas de saúde mental na Cidade do México para lidar com o problema. Em cinco anos já viram 43 mil jovens.

Os cinco Hospitais das Emoções na Cidade do México já fizeram consultas de saúde mental a mais de 43 mil jovens desde que foram criados, noticia o jornal El País. Destes, cerca de dois mil jovens têm tendências suicidas.

Um relatório encomendado pelo governo em 2013 — “Consulta de tendencias juveniles” — mostrou que 55% dos jovens mexicanos, entre os 12 e os 29 anos, não se consideravam pessoas felizes e que 67% já se tinha sentido deprimido em algum momento da sua vida.

Depois disso, o governo criou o Hospital das Emoções e abriu cinco clínicas na Cidade do México, localizadas nos bairros mais pobres e problemáticos da cidade.

Esta terça-feira foi publicada uma atualização desse estudo e um dos dados mais preocupantes é que 23% dos inquiridos teve, em algum momento, ideias suicidas. As clínicas servem exatamente para estar atentas a situações como estas e ajudar os jovens.

Tratar pessoas desta idade requer formação específica e o Instituto da Juventude mexicano (Injuve) tem um programa que trabalha semanalmente com os profissionais das clínicas temas como sexualidade, uso de drogas e gravidezes indesejadas.

As paredes coloridas das clínicas e o cão que recebe os utentes à entrada pretendem dar um ar menos pesado ao espaço, mas continua a ser uma área onde se tratam problemas de saúde mental, o que faz com que muitos jovens se sintam inibidos em ir às consultas e escondam dos pais e dos amigos que o fazem.

A Organização das Nações Unidas reconheceu, em março deste ano, o Hospital das Emoções por ser inovador, por ser de baixo custo e pelo grande impacto no sentido de cumprir os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Mas a sua continuidade está dependente da vontade do governo que assumir o poder a partir de dezembro.

FONTE - Observador

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