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quinta, 18 outubro 2018 11:34

Comprimento dos dedos pode dar “pistas sobre sexualidade” das mulheres

A diferença de comprimento entre os dedos indicador e anelar na mão esquerda de uma mulher podem indicar que seja lésbica ou bissexual, indica um estudo da Universidade de Essex.

É mais provável que as mulheres que têm o dedo indicador mais comprido do que o dedo anelar sejam lésbicas ou bissexuais indica um estudo da Universidade de Essex, no Reino Unido, publicado na revista Archives of Sexual Behavior. A explicação está na quantidade de testosterona a que essas mulheres foram expostas enquanto estavam no útero.

Para apurar estes resultados, foram estudados os comprimentos dos dedos de 18 pares de gémeas monozigóticas (isto é, idênticas) — uma delas heterossexual e outra não-heterossexual. “Porque estas gémeas são geneticamente idênticas, as diferenças na exposição pré-natal a androgénios [hormona sexual masculina], reflectidas nos diferentes comprimentos dos dedos, podem contribuir para a discordância”, lê-se na introdução do trabalho.

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Normalmente, os dedos indicador e anelar de uma mulher têm o mesmo comprimento. No caso dos homens, um dos dedos é maior do que o outro. E, de acordo com este estudo, nas mulheres lésbicas ou bissexuais também — mas apenas na mão esquerda.

“A investigação sugere que a nossa sexualidade é determinada no útero e é dependente da quantidade de hormonas masculinas a que estamos expostos ou da forma como os nossos corpos individuais reagem a essa hormona, sendo que quem está exposto a altos níveis de testosterona aumenta a probabilidade de ser bissexual ou homossexual”, afirma Tuesday Watts, investigadora do Departamento de Psicologia e uma das autoras do estudo, investigadora do Departamento de Psicologia, citada num comunicado de imprensa da universidade.

Isto porque, apesar de os gémeos monozigóticos partilharem 100% do material genético, estudos anteriores apontam para que aproximadamente um terço dos gémeos se desenvolvam em placentas separadas. As “placentas podem regular de forma diferente o nível de testosterona transferida da mãe para o feto”, lê-se nas conclusões do estudo. “Para uma gémea, mas não para a outra, a exposição a níveis elevados de androgénios pode ter aumentado a probabilidade de uma orientação" não-heterossexual.

Por isso, olhar para a mão de uma mulher “pode dar uma pista sobre a sua sexualidade”, resume Tuesday Watts.

O mesmo não se aplica aos homens. Neste estudo, foram também analisados 14 pares de gémeos do sexo masculino. Em alguns casos, os gémeos não-heterossexuais tinham os dedos mais compridos, mas “não houve uma diferença significante entre os gémeos heterossexuais e não-heterossexuais em qualquer uma das mãos”, conclui o estudo.

FONTE - Público

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