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quarta, 17 outubro 2018 07:42

OMS aborda esta quarta-feira ameaça internacional da epidemia de ébola no Congo

O Comité de Emergência da OMS reúne-se esta quarta-feira com urgência para abordar a epidemia de ébola na República do Congo, onde morreram 139 pessoas desde agosto até domingo passado.

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) reúne-se esta quarta-feira com caráter de urgência, em Genebra, para abordar a epidemia de ébola na República Democrática do Congo, onde morreram 139 pessoas desde agosto até domingo passado.

A reunião foi convocada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, com o objetivo de se analisar se a nova epidemia, declarada a 1 de agosto, em Mangina, na província de Nord-Kivu, na zona este da República Democrática do Congo, representa “uma emergência de saúde pública de amplitude internacional”.

O epicentro da epidemia transferiu-se entretanto para Beni, baluarte do grupo armado ADF (Forças Democráticas Aliadas), que multiplicou os ataques contra civis, complicando a resposta sanitária.

Estatísticas atualizadas da OMS indicam que o total de casos sinalizados ascende a 211 (176 confirmados e 35 prováveis) e o registo de mortos é 135.

No sábado, as autoridades congolesas disseram que estão a enfrentar agora uma “segunda onda” da epidemia.

“Esta segunda onda é o resultado da resistência da comunidade à resposta, a existência de cidades mortas e insegurança e a fraca colaboração de práticas tradicionais em atividades de resposta”, disse Oly Ilunga, Ministro da Saúde da República Democrática do Congo, durante uma conferência de imprensa.

Ilunga notou que, pela primeira vez, um elemento da missão das Nações Unidas no Congo (Monusco) foi contaminado com o vírus do ébola e observou que mais de 16.200 pessoas foram vacinadas.

A pior epidemia de ébola na história atingiu a África Ocidental entre o final de 2013 e 2016, causando mais de 11.300 mortos em 29.000 casos sinalizados, mais de 99% na Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa.

A OMS foi então fortemente criticada pela resposta lenta à epidemia.

FONTE - Observador

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