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segunda, 24 setembro 2018 18:30

400 novos casos de cancro da tiróide em Portugal todos os anos

Todos os anos surgem em Portugal 400 novos casos de cancro da tiróide. No total, as doenças da tiróide afetam cerca de um milhão de portugueses, a maioria mulheres.

Todos os anos surgem em Portugal 400 novos casos de cancro da tiróide. No total, as doenças da tiróide afetam cerca de um milhão de portugueses, a maioria mulheres.

Esta segunda-feira, dia 24 de setembro, é Dia de Sensibilização para o Cancro da Tiróide. Para assinalar a data, é lançada uma campanha com distribuição de folhetos nos serviços de endocrinologia dos vários hospitais do país.

Joana Costa, médica endocrinologista, explicou no Bom Dia Portugal, no canal da RTP 1, esta manhã, os sintomas e as causas da doença.

A médica afirmou que a variação da taxa de incidência do cancro da tiróide em Portugal acompanha o que se observa em todo o mundo: a doença atinge cerca de 1500 pessoas por ano de cancro da tiróide, no país, sendo que, por cada mil habitantes, afeta 22,6 mulheres e 4,7 homens, por ano.

A origem do aumento da taxa de incidência deve-se ao facto de haver cada vez mais exames, como as ecografias da tiróide – sendo eles mais especializados -, maior sensibilização das pessoas e maior procura de ajuda médica por parte dos doentes.

A exposição a determinadas substâncias tóxicas no ambiente, nomeadamente os contrastes e as radiações que se utilizam para identificar outras doenças, podem estar igualmente entre os fatores que contribuem para esse aumento.

No caso das mulheres, elas são cinco vezes mais afetadas do que os homens. No entanto, Joana Costa sublinha que os estudos realizados para relacionar a incidência do cancro da tiróide (como, por exemplo, a idade da primeira menstruação ou da chegada da menopausa) foram sempre inconclusivos até agora, não havendo por isso uma relação cientificamente estabelecida para já.

Hoje em dia, há muitos casos de cancro da tiróide que são diagnosticados numa fase inicial, pelo que as cirurgias que tendem a despoletar, mais tarde, complicações a outros níveis já não são tão invasivas.

FONTE - Observador

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