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quarta, 11 julho 2018 16:44

Vamos ao Pedal Bar nos Jogos Universitários de Coimbra?

Pedal Bar será constituído por um remo e bicicletas fixas onde as "as pessoas poderão praticar exercício enquanto falam com cientistas".

O Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra anunciou esta quarta-feira que no decorrer dos Jogos Europeus Universitários (EUG) haverá um Pedal Bar, com o mote "Vida saudável com exercício". "É uma oportunidade única para a consciencialização sobre a Síndrome de Fígado Gordo Não-Alcoólico (FiGNA)", escreve, em comunicado enviado à agência Lusa, o coordenador do projecto e investigador do CNC.

Paulo Oliveira assume que "uma em cada quatro pessoas no mundo pode ter excesso de gordura acumulada no fígado devido ao estilo de vida sedentário e consumo excessivo de açúcar e gordura, afectando cada vez mais jovens e crianças". Segundo o comunicado, o Pedal Bar será constituído por um remo e bicicletas fixas onde "as pessoas poderão praticar exercício enquanto falam com cientistas sobre o efeito da prática de actividade física nos diferentes órgãos do corpo, nomeadamente ao nível do metabolismo nas células, e ao longo da vida".

Esta abordagem interdisciplinar da Escola de Verão Marie-Curie é, no entender do presidente do CNC e segundo o mesmo documento, "um bom exemplo de comunicação de ciência", uma vez que "os públicos que assistirem aos EUG poderão interagir com cientistas que se encontram a realizar investigação em FiGNA". O documento destaca também a "importância da ciência e inovação científica para compreender o papel do desporto na vida das pessoas, não apenas dos atletas", defende o secretário-geral do Comité Organizador dos EUG Coimbra 2018, Mário Santos.

A iniciativa do Pedal Bar é dos estudantes de doutoramento do projecto europeu Foie Gras, sob a coordenação do Centro de Neurociências e Biologia Celular, e decorre de domingo a dia 18, nos Jogos Europeus Universitários, que acontecem em Coimbra e que contam com 4.000 atletas de mais de 400 universidades de 40 países. Estes estudantes de doutoramento surgem de instituições universitárias de vários países como Portugal, Itália, República Checa, Alemanha, Espanha, Polónia e França e contam com o apoio de empresas alemãs e da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal.

FONTE - Público

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