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sábado, 13 janeiro 2018 14:00

EUA. Funcionários de hospital abandonam paciente no meio da rua

Mulher foi deixada na rua, numa paragem de autocarro, só com uma bata de hospital vestida, numa noite em que as temperaturas desceram até aos -3ºC. Hospital lamentou falta de "humanidade e compaixão".

Funcionários de um hospital na cidade de Baltimore, nos Estados Unidos da América, foram filmados a deixar uma paciente no meio da rua, durante a noite, à porta do hospital, apenas com uma bata de hospital vestida, numa noite em que as temperaturas desceram até aos -3ºC.

Na filmagem, divulgada pela Al-Jazeera, é possível ver os seguranças do hospital a transportarem a mulher numa cadeira de rodas, a deixá-la visivelmente desorientada junto à paragem de autocarro e a regressarem à unidade hospitalar.

O vídeo foi filmado por Imamu Baraka, um psicoterapeuta que vive e trabalha naquela cidade, e que àquela hora estava a deixar o seu consultório para regressar a casa. “Claramente parece haver alguns problemas mentais com este indivíduo”, diz Baraka para a câmara, enquanto se aproxima da mulher.

Baraka dirigiu-se aos seguranças para perguntar o que tinha acontecido ali. Responderam-lhe que a mulher já estava “medicamente tratada”.

O piscoterapeuta foi ter com a mulher e, apercebendo-se de que ela era incapaz de falar e estava com dificuldades respiratórias, telefonou para os serviços de emergência. Baraka ficou com a mulher até à chegada de uma ambulância, que acabou por transportá-la para a mesma clínica que a tinha abandonado pouco antes.

Quando eu estava a falar com o condutor da ambulância, apercebi-me de que isto é normal. Quando os pacientes são ‘indisciplinados’, são deixados na rua, para cuidar de si próprios”, explica Baraka.

Apesar de a lei norte-americana prever que os pacientes não podem ser abandonados enquanto precisarem de cuidados médicos, a Al Jazeera explica que o “despejo de pacientes” continua a ser um problema nos Estados Unidos.

Numa conferência de imprensa na sequência deste caso, a presidente do conselho de administração do hospital disse acreditar que foram prestados os “cuidados médicos adequados” à mulher. “Onde falhámos absolutamente foi na demonstração de humanidade básica e de compaixão”, lamentou.

FONTE - Observador

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