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terça, 12 dezembro 2017 17:48

PCP quer investigação do caso Raríssimas e mais fiscalização

O PCP defendeu esta terça-feira uma investigação e esclarecimento do caso Raríssimas, que levou à demissão do secretário de Estado da Saúde, e uma fiscalização dos dinheiros públicos, evitando um comentário directo à saída de Manuel Delgado.

A deputada do PCP Paula Santos afirmou que se "impõe a averiguação dos factos, a investigação para se possa conhecer o que aconteceu" com a situação na associação Raríssimas, de que Manuel Delgado foi consultor, e remeteu outras explicações para o próprio.

Quanto às "motivações deixava a pergunta para o próprio", afirmou Paula Santos aos jornalistas, no parlamento, insistindo que "o que se impõe é a averiguação dos factos, a investigação, o esclarecimento para que se possa conhecer o que aconteceu".

Sobre o caso da Raríssimas, resultado de uma investigação da TVI sobre alegadas irregularidades na gestão da associação, que recebia dinheiros do Estado para prestar assistência a pessoas com doenças raras, a parlamentar comunista fez a defesa da fiscalização deste tipo de apoio, concluindo que "o que melhor defende os interesses dos utentes, o direito à saúde, é a gestão pública dos serviços".

"Lógicas de privatização, de entrega de funções que são da responsabilidade do Estado a outros não são a melhor solução para garantir direitos dos utentes", insistiu a deputada.

Paula Santos defendeu ainda que, na fiscalização, "devem ser tomadas medidas que reforcem essa função" para garantir que um apoio que é dado a uma instituição de solidariedade "é utilizado para o fim" que foi atribuído.

Para os comunistas, acrescentou, mais importante do que a escolha de Rosa Zorrinho para o cargo de secretária de Estado é a política que será seguida pelo Governo e pelo Ministério da Saúde.

"O aspecto principal que se coloca são as opções políticas que serão seguidas pelo Governo", disse, defendendo o "reforço do Serviço Nacional de Saúde, a garantia do acesso à saúde, o reforço e aumento de cuidados de saúde", cumprindo a Constituição.

FONTE - Público

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