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quarta, 11 outubro 2017 12:42

Greve dos médicos do Norte com adesão entre os “80 e os 90%”

O Sindicato Independente dos Médico avança que, de acordo com dados iniciais, a greve que decorre esta quarta-feira na região Norte está a ter uma adesão entre "os 80 e os 90%".

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, afirmou esta quarta-feira, em Matosinhos, que a greve que decorre na região Norte está a ter uma adesão entre “os 80 e os 90%”. “Os dados iniciais para este protesto fazem com que [os números] sejam muito próximos da greve que ocorreu dia 10 e 11 de maio. Estamos a falar de adesões próximas do 90%”, sublinhou Roque da Cunha.

O dirigente do SIM falava no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, onde “apenas uma sala do bloco operatório está a funcionar, com um doente oncológico”. “As cirurgias em Viana do Castelo não estão a funcionar, no Hospital de São João estão a funcionar apenas duas, de onze, e no geral os centros de saúde estão com uma adesão entre os 80 e 90%”, acrescentou.

Segundo Roque da Cunha “os números até agora disponíveis” revelam que “os médicos estão descontentes e concordam com esta decisão dos sindicatos de avançar com esta greve”. “Aguardamos que esta manifestação de descontentamento dos médicos faça com o Ministério da Saúde negoceie de uma forma séria e faça aquilo que tem de fazer que é apresentar uma contraproposta correta”, sublinhou.

Em declarações aos jornalistas, Manuela Dias, também do secretariado nacional do SIM e médica no hospital Pedro Hispano disse que neste hospital, ao longo de todo o dia, deverão ser “canceladas 45 cirurgias, nas nove salas do bloco central, e 21 em ambulatório”.

Depois da greve os médicos do Norte, seguir-se-á, na próxima semana, a paralisação dos médicos da região Centro. Na semana seguinte a greve acontece na zona sul e em novembro haverá um dia de greve nacional. Os médicos reclamam a redução de 18 para 12 horas semanais no serviço de urgência, bem como a diminuição dos utentes por médico de família de 1.900 para 1.500 utentes.

A greve foi convocada pelos dois sindicatos médicos — Sindicato Independente dos Médicos e Federação Nacional dos Médicos — que se queixam de que estão há um ano em “reuniões infrutíferas” com o Governo. Contudo, numa das últimas reuniões, o Ministério da Saúde anunciou ter sido acordada uma das reivindicações sindicais: a redução de 200 para 150 horas anuais obrigatórias de trabalho suplementar.

FONTE - Observador

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