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quinta, 18 maio 2017 19:19

DGS pede aos profissionais de saúde para estarem atentos a novos casos de malária

Em 2015, foram 221 os casos de malária em Portugal. Em todos eles, a doença foi importada de outro país.

Numa orientação enviada nesta quarta-feira, a Direcção-Geral de Saúde (DGS) pede aos profissionais de saúde para estarem preparados para o eventual aparecimento de novos casos de malária, de forma a permitir o diagnóstico e o tratamento precoce. O objectivo é evitar a evolução para uma forma mais grave da doença, associada a mortalidade elevada.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, só no ano de 2015, tenham sido identificados 212 milhões de casos de malária a nível mundial. Foram cerca de 429 mil as pessoas que morreram da doença, a maioria crianças.

Em Portugal, entre 2013 e 2015, houve um aumento no número de casos. Em 2013 e 2014, registaram-se 123 e 128 ocorrências, respectivamente. No entanto, em 2015, o número chegou aos 221. Todos estes casos foram importados de países tropicais, onde a doença é endémica, ou seja, frequente nos habitantes. Desde 1959 que, em Portugal, não surgem casos de malária autóctone.

A malária é uma doença infecciosa causada pelo parasita do género PlasmodiumI, transmitido ao ser humano através da picada da fêmea de mosquitos Anopheles. Apesar da prevalência da doença infecciosa ter diminuído mundialmente, continua a constituir um grave problema de saúde pública na maioria dos países da África Subsariana.

Os que têm maior risco de contágio

As crianças com menos de cinco anos de idade, grávidas, idosos, viajantes, doentes e imunodeprimidos, entre os quais as pessoas com VIH/sida, são os que apresentam maior risco de contrair malária e de desenvolver doença grave.

Os sintomas da doença infecciosa revelam-se no aparecimento de febre, calafrios, dores musculares e nas articulações e dores de cabeça, podendo evoluir para diarreia e vómitos.

As recomendações para viajantes passam por verificar previamente qual o estado da transmissão da Malária no país de destino (informação disponível aqui), marcar Consulta do Viajante ou com o médico assistente, pelo menos 4 semanas antes da partida, e realizar quimioprofilaxia da malária, se aplicável e de acordo com as indicações do médico.

Os viajantes que regressem de áreas endémicas, e que apresentem sintomas sugestivos de infecção por malária até 6 meses após o regresso, devem contactar a Linha de Saúde 24 ou consultar o médico assistente.

Texto editado por Pedro Sales Dias

FONTE - Público

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