O grupo de investigadores, formado pelo Centro Nacional de Cancro (CNC) do Japão, pelo Centro de Desenvolvimento de Novas Tecnologias e Indústrias (NEDO), universidades e sete empresas, aspira ter disponÃvel o novo sistema num prazo de cinco anos, de acordo com informações divulgadas hoje por estas instituições num comunicado conjunto citado pela agência Efe.
A autoridade do medicamento, o Infarmed, emitiu um comunicado esta quarta-feira negando o risco cancerÃgeno do uso da pasta de dentes Colgate Total depois de uma notÃcia avançada pela agência Bloomberg.
Uma equipa de cientistas liderada pelo Instituto de Medicina Molecular (IMM) de Lisboa descobriu, em experiências com ratinhos, que determinadas células imunitárias, que geralmente protegem o organismo de infecções, também ajudam no desenvolvimento de cancro dos ovários.
A lei que cria o regime especial de protecção de crianças e jovens com doença oncológica, de Agosto de 2009, não foi regulamentada, apesar de o próprio documento prever essa regulamentação.
Uma nova opção de tratamento contra o cancro da mama - que pode substituir semanas de radioterapia por uma única sessão - está em processo de avaliação pelo NHS (National Health Service), o serviço nacional de saúde do Reino Uido, perspetivando-se que possa estar disponÃvel para as pacientes até do final do ano.
A nanomedicina é uma das esperanças no combate «de precisão» a células cancerÃgenas, defendem especialistas no dia em que se assinala, em Braga e em 13 paÃses europeus, o segundo Nano World Cancer Day.
Um cientista português desenvolveu uma técnica que «provou conseguir detetar mais cedo e com maior precisão» o cancro, um feito que consta de um artigo hoje publicado na revista Nature Medicine.
Tiago Rodrigues trabalha na Universidade de Cambridge e a sua equipa partiu da constatação de que uma das caracterÃsticas fundamentais de qualquer cancro é a multiplicação descontrolada das células anormais que o constituem.
«Este crescimento anormalmente rápido implica que a maioria dos tumores utiliza muito mais glicose (a principal fonte de energia do corpo) que os tecidos normais», explica fonte da universidade que está a divulgar a descoberta.
Com base nesta caracterÃstica, prossegue a mesma fonte, Tiago Rodrigues desenvolveu uma técnica de ressonância magnética que permite «ver em detalhe as moléculas que as células cancerÃgenas utilizam para produzir a energia e seguir assim os tumores em movimento».
«A nova abordagem já provou conseguir detetar mais cedo e com maior precisão, não só novos tumores mas também a eficácia de uma determinada terapia».
Para Tiago Rodrigues, «se se comprovar que a técnica é segura e eficaz em pacientes oncológicos, esta pode tornar-se uma ferramenta crucial para detetar mais cedo, não só a doença, mas também a resposta ao tratamento, poupando o doente e oferecendo assim, numa fase precoce, a possibilidade de mudança de estratégia terapêutica e diminuição da carga psicológica e fÃsica dos doentes expostos a este tipo de tratamentos (quimioterapia)».
«Também no plano económico», prosseguiu, «esta técnica poderá oferecer benefÃcios, pela redução de custos em tratamentos ineficazes».
A abordagem desenvolvida por esta equipa permite obter «imagens hipersensÃveis (e não radioativas) do consumo de glicose e do seu metabolismo em tumores». «Este novo tipo de imagens já demonstrou ser capaz de detetar numa fase extremamente precoce do tratamento os efeitos de quimioterapia em ratinhos com linfoma. A ideia é que células cancerÃgenas danificadas (por ação do tratamento) não transformam a glicose noutros produtos de forma tão eficiente».
Segundo Tiago Rodrigues, trata-se de uma técnica «relativamente simples e que atua muito rapidamente. A glicose circula pelo corpo em poucos segundos, pelo que podemos obter imagens do seu metabolismo muito pouco tempo depois da sua injeção».
«A nossa abordagem pode ser particularmente importante para a deteção e para a avaliação da resposta a um determinado tratamento nos tumores onde a FDG-PET (Tomografia por Emissão de Positrões) apresenta um baixo contraste, como no caso do cérebro e da próstata. Como este método não utiliza radiação ionizante, imagens sucessivas ao longo do tratamento poderão ser utilizadas para seguimento (follow-up) da resposta terapêutica do doente ao tratamento aplicado», explica o autor da descoberta.
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Apesar de o número de novos casos de cancro continuar a aumentar, cirurgias diminuÃram ligeiramente em 2012.
Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) fizeram no ano passado menos 291 operações ao cancro do que em 2011. É a primeira redução na atividade cirúrgica oncológica, uma das mais importantes armas contra a doença, desde que foi criado o sistema de gestão de inscritos para cirurgia em 2006.