Social:

AssIsT’U é a primeira aplicação móvel para doentes dos cuidados intensivos. O objectivo é “facilitar a comunicação entre os doentes e os profissionais de saúde”

Publicado em Portugal
quarta, 16 outubro 2013 10:00

O caminho faz-se caminhando

Depois de ler o Balanço Social do SNS 2010-2012, não há como conter a raiva e a revolta contra uma classe política tão limitada e amiga de si própria.

Publicado em Opinião
quarta, 25 setembro 2013 21:31

Comunicação de más notícias

“Perhaps the greatest problem with human communication in health care is the assumption that communication is an easy thing to do well”.

Thornton Kreps

 

Mas o que é comunicar?

Etimologicamente, comunicar é uma palavra originária do latim communicare que significa tornar comum, comungar, participar, estabelecer. Não é fácil encontrar uma definição padrão para o conceito de comunicação, até porque existem várias teorias e escolas que estudam e adotam diferentes definições, tal como a escola de Frankfurt ou a escola de Palo Alto.

Desde os tempos mais remotos, o Homem sentiu necessidade de comunicar, mesmo através de códigos, desenhos ou gestos. A comunicação é assim, um fator de interligação de povos e de união.

No caso da comunicação aplicada à área da saúde, a sua importância é de tal forma considerável que a psique do doente faz com que ele melhore, como é o caso flagrante do efeito de placebo.

Podemos aquilatar esta importância na sábia afirmação de Hipócrates: “alguns pacientes, apesar de conscientes de que a sua situação é perigosa, recuperam a saúde apenas com a satisfação que lhes advém do bem que o médico lhes faz”.

 

A medicina é uma arte?

Nunca, em toda a história, a arte esteve tão omnipresente numa ciência como na medicina. Ou será que a presença da ciência nunca esteve tão omnipresente numa arte?! Hipócrates, à luz dos padrões atuais, seria (fatalmente) um médico extremamente invulgar. O fundador da medicina provava regularmente a urina dos doentes, recolhia amostras de pus e de cera dos ouvidos e cheirava e observava as fezes. Avaliava a viscosidade do suor, examinava o sangue, a expetoração, as lágrimas e o vómito dos seus pacientes. Conhecia os seus temperamentos, as suas casas, as suas famílias e, ainda, estudava as suas expressões faciais.

Quando tinha que decidir, Hipócrates recordava e tomava em devida consideração os hábitos alimentares, a estação do ano, os ventos predominantes no local, o abastecimento de água à casa do paciente, etc. Partilhava toda a informação com o doente, documentava-se e registava as suas consultas no que se pode considerar o início dos “registos clínicos”. Tais registos visavam ser discutidos na Academia Médica de Cós, da qual era dirigente, e que ensina a Arte da Medicina (escrevia sempre Arte com letra maiúscula).

Com o avanço da arte/ciência, atualmente os médicos apresentam uma relação de maior distanciamento face ao seu doente/família. Como houve uma evolução no diagnóstico e terapêutica, também houve uma evolução na comunicação, a qual se veio a traduzir num efetivo hiato relacional entre médico e paciente. A essência da medicina assenta num esforço profundamente humano. A atitude diagnóstica de hoje está muito mais dependente da tecnologia, o que determinou um maior distanciamento na relação médico-doente, consequência do encurtamento do tempo presencial desta relação. Quando as linhas de comunicação são abertas e os cantos mais escuros são iluminados, como em nossa casa… todos nos sentimos mais à vontade…

 

O que são notícias negativas?

Uma notícia negativa é qualquer notícia que altera - de forma drástica e negativa - a visão do paciente sobre o seu presente ou em relação ao seu futuro, naturalmente influenciada pelo contexto psicossocial que o rodeia. Esse tipo de notícias provoca no recetor um défice cognitivo, comportamental e/ou emocional durante o tempo em que ela é percecionada, e prolonga-se mais ou menos no tempo consoante a reação do paciente. Muitos profissionais da saúde tendem a definir “notícias negativas ” como os piores cenários, como seria o caso de dizer a um paciente que ele tem cancro ou comunicar uma morte a um cônjuge. Mas uma notícia negativa não é necessariamente uma notícia que diminui os anos de vida, mas antes qualquer uma que possa determinar modificações na vida. Por exemplo, um problema na cartilagem de um joelho a requerer repouso a uma cozinheira estabelecida por conta própria não seria por certo tão problemático, mesmo significando não ter trabalho enquanto estivesse de repouso.

 

Comunicação de notícias negativas

O maior desafio comunicativo de um profissional de saúde é a comunicação de notícias negativas. A educação clínica não tem vindo a contemplar uma preparação formal para esse desiderato, não dotando os seus profissionais de ferramentas e mesmo de guidelines tidas como de minimis para almofadar o desconforto aquando de uma situação de comunicação de notícias negativas (CNN). Numerosos estudos mostram que os pacientes desejam geralmente ter uma comunicação franca e empática sempre que em causa esteja um diagnóstico que interfira de forma significativa com as suas vidas. Apesar de tudo, as várias técnicas existentes emergem como facilitadoras da comunicação e têm-se revelado positivas na satisfação do paciente e no conforto médico.

 

Qual a dificuldade em comunicar notícias negativas?

Existem muitas razões pelas quais os profissionais de saúde têm dificuldade em fazer passar notícias negativas, sendo uma preocupação comum a forma como esta poderá afetar o paciente. Tal condiciona muitas vezes a comunicação baseada em pressupostos de antigas escolas de Ética:

"A vida de uma pessoa doente pode ser abreviada, não só pelos atos, mas também pelas palavras e/ou pela postura do profissional de saúde. É, portanto, um dever essencial proteger-se a este propósito, e evitar tudo o que possa desencorajar o ânimo do paciente e o possa deprimir”.

Nas últimas décadas, os modelos tradicionais paternalistas da prestação de cuidados têm dado lugar a uma ênfase gradual na autonomia e empowerment do paciente. De vários estudos feitos é possível concluir que a grande maioria dos pacientes deseja ser informada, de forma aberta e esclarecida, o seu estado de saúde. Assim, o profissional de saúde precisa estar dotado de sensibilidade para conhecer a forma como o paciente gostaria de ver abordada a notícia, tornando-se um desafio individualizado.

As más notícias são muitas vezes comunicadas em ambientes menos apropriados (favoráveis) em detrimento de conversas íntimas. O ritmo frenético da prática clínica pode “obrigar” um profissional de saúde a comunicar notícias negativas debaixo de evidentes falhas de preparação e adequação, já que outras responsabilidades se intrometem, debitando constantes inputs desviantes da necessidade de atenção do profissional de saúde. Apreender competências comunicativas pode permitir que os profissionais de saúde, em geral, comuniquem as más notícias de uma forma menos desconfortável (e penalizante) para eles e mais satisfatória para os seus pacientes e/ou familiares. Os enfermeiros são os profissionais que estão mais bem preparados para comunicação de notícias negativas e pode ser resultado de serem os que os profissionais de saúde que têm maior tempo de contato e de empatia com o doentes. Mas pensarmos que somos comunicativos e que somos bons a comunicar notícias negativas pode ser o primeiro passo para falharmos.

 

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