Social:

O Sindicato e a Ordem dos Enfermeiros nos Açores alertaram quinta-feira para o facto de os profissionais trabalharem mensalmente entre três e três dias e meio de forma gratuita devido ao desconto das horas extraordinárias da remuneração complementar.

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sexta, 08 novembro 2013 23:42

Greve deixa o país a meio gás

Apesar do protesto, especialistas ouvidos pelo PÚBLICO consideram que Governo não vai alterar políticas. Trabalhadores e sindicatos estão “encurralados”.

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Os estudantes do Mestrado Integrado de Medicina da Universidade do Algarve estão reunidos, esta segunda-feira, em plenário e os alunos em estágio no Hospital de Faro avisaram que estão em greve em solidariedade com a direção demissionária do curso.

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Os enfermeiros vão estar em greve no período da manhã, a partir de hoje e durante cinco dias, para contestar as medidas do Governo para o setor, discutir o processo negocial e delinear novas estratégias de luta.

A primeira razão invocada pela dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) Guadalupe Simões é a preocupação que estes profissionais sentem face ao agravamento da crise e consequente diminuição do acesso das pessoas aos cuidados de saúde.
«Esta é uma situação que se alastra de norte a sul do país e o que sentimos é que as pessoas cada vez menos têm condições de chegar aos serviços de saúde, até porque, para muitos deles, a perspetiva é de encerrar, e não conseguimos entender as razões pelas quais, já tendo sido ultrapassadas todas as metas iniciais da troika para a Saúde, o ministro continua a cortar no SNS [Serviço Nacional de Saúde] e essa seja mais uma vez a perspetiva para 2014», afirmou.

No que respeita concretamente aos enfermeiros, a contestação prende-se sobretudo com «o não reconhecimento» do valor do seu trabalho, das suas qualificações e competências e das responsabilidades que têm vindo a assumir.
Guadalupe Simões acusa o Governo e o Ministério da Saúde de pretenderem «tratar igual o que não é igual», quer seja pelo aumento das horas de trabalho por semana, diminuindo o valor do trabalho dos enfermeiros, quer seja pela sua falta de vontade de resolver problemas salariais dos enfermeiros.

«Por isso temos situações vergonhosas de enfermeiros a ganhar abaixo da tabela legal em vigor, enfermeiros que exercem desde há 10 e 11 anos e que continuam em situação precária e a ganhar 980 euros», lamentou.

A sindicalista referiu ainda o caso de enfermeiros que, com 27 anos de serviço, «apenas ganham mais 200 euros do que o valor legal em vigor na carreira de enfermagem», com um aumento de competências que não é valorizado em termos de remuneração.
O SEP aponta ainda os casos de chefes e supervisores que gerem os serviços em função das necessidades dos doentes e dos profissionais, que formam enfermeiros e que não têm «qualquer tipo de expectativa de desenvolvimento profissional».
A greve começa hoje e decorre durante cinco manhãs -- entre as 08:00 e as 12:00 -, período durante o qual os enfermeiros vão discutir o processo negocial e delinear estratégias de lutas.

Além disso, irão fazer «cerca de 53 plenários em 53 instituições», acrescentou.

Em consequência da greve, serão prestados apenas os serviços mínimos onde forem necessários e, nos centros de saúde, poderão não se realizar os cuidados de enfermagem.
Diário Digital com Lusa

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=662059 

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quarta, 16 outubro 2013 10:00

O caminho faz-se caminhando

Depois de ler o Balanço Social do SNS 2010-2012, não há como conter a raiva e a revolta contra uma classe política tão limitada e amiga de si própria.

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O ministro da Saúde disse hoje que as negociações com os enfermeiros prosseguem, nomeadamente para evitarem uma greve que causará "prejuízos em termos assistenciais".

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Greve vai ser dividida pelas várias zonas do país. Passagem das 35 para as 40 horas semanais e grelhas semanais são os principais motivos do descontentamento.

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terça, 25 junho 2013 12:36

Razões para enfermeiros fazerem greve

Razões para enfermeiros fazerem greve (que julgo não serem as mesmas que as decretadas para greve geral):

Não existir um ponto de partida semelhante: ausência de salário base idêntico, sem qualquer razão do ponto de vista financeiro ou técnico que o justifique.

Ausência de diferenciação do salário, com base nos objectivos atingidos ou na natureza dos actos praticados.

Ausência de indexadores relacionados com a produtividade e ausência de medição da produtividade. Estes indexadores devem ser feitos instituição a instituição.

Ausência duma carreira ou de qualquer nome que se queira dar ao processo de evolução da vida profissional, de acordo o mérito e de ausência de definição do mérito ( produtividade, produção de investigação, avaliação do desempenho).

Ausência de definição de condições mínimas de exercício profissional (natureza das competências dos profissionais a exercer num determinado local, por exemplo necessidade de especialistas numa determinada área)

O horário de trabalho ( a opção de aumentar o horário de trabalho deve ser da parte do "empregado") deve ter em conta que se as pessoas que trabalham serão em princípio as que mais capacidade terão para sustentar os filhos por conta própria, sem necessidade de caridade ou solidariedade colectiva, convém que não se torne essa opção cada vez mais difícil, pois assim só poderão ter filhos ou os "muito pobres" ou os "muito ricos", sabendo de antemão que em Portugal não faltam pobres e ser muito rico já é ganhar mais do que 2000 euros mês... Portanto a opção é reduzir o Horário de trabalho e diminuir as contribuições para a Segurança Social( além das medidas moralizadoras que envolvem a diminuição de benesses exageradas para muito cargo político e não só. Solidariedade intergeracional é os avós permitirem que os pais e os netos também possam vir a ser avós...

Ausência de critérios justos para aceder a cargos de gestão (concurso baseado em ter ou não ter competência acrescida em gestão) e mudança na natureza destes ( temporários e não eternos, nem por nomeação).

Introdução de maior liberdade de escolha para os doentes e para os profissionais que queiram assumir uma prática independente do Estado, reduzindo os impostos associados e permitindo concorrência entre os vários prestadores de cuidados: ou dando comparticipação nos cuidados idêntica ou acabando com a comparticipação para todos fora do "Estado".... Se adoptarmos o princípio que o doente é quem escolhe, o dinheiro deve seguir o doente.

Acabar com os vários regimes jurídicos vigentes no Estado na proposição dum contrato de trabalho, sem que razões do ponto de vista técnico sejam atendidas.

Aumento da capacidade de concorrência das várias instituições , sendo que para isso todos os actores, do presidente do conselho de administração ao assistente operacional, sejam avaliados e que a sua avaliação conte para a sua remuneração e emprego: Não faz sentido que o presidente dum CA ou um assistente operacional queira ver prejudicada a sua instituição e portanto
a cultura e a legislação deve ter em vista o melhor interesse da instituição e do cliente.

Eu estou interessado em ganhar mais dinheiro, que todos ganhem mais dinheiro e que isso só possa ser possível se todos forem responsabilizados com base no melhor interesse do doente/da pessoa e que haja equilíbrio orçamental para que não sejam sucessivas as bancarrotas e o crescimento seja sustentável.

Quero que haja uma confluência de interesses entre a prestação de cuidados a nível hospitalar e da comunidade (sejam centros de saúde, lares, cuidados continuados ou unidades de cuidados na comunidade) e portanto que não me faz muito sentido que um Hospital ou uma unidade de CSP tenha interesses divergentes... Concorrência mas com eficiência.

Que os sistemas de informação e seu uso aos mais variados níveis tenha em conta a natureza do prestador e o melhor interesse para todos... maior usabilidade e indo de encontro à necessidade: maior rapidez, satisfação dos utilizadores e impacto na prestação de cuidados assim como garantia da interoperabilidade e veracidade da informação (quem fez o quê e como ou quando).

Eu faria greve por isto, achando sempre que uma greve seria evitável com o bom senso de todas as partes, se tiverem em conta o melhor interesse geral, boa fé e ausência de parasitismos... de ambas as partes

 

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